Um episódio digno do salto temporal. Acredito que essa seja a melhor maneira de classificar o capítulo oitenta e cinco, que curiosamente só conseguiu ser um daqueles episódios que levam os fãs a loucura por causa de um personagem que na maioria das vezes é jogado de lado e só parece ter relevância quando algum musical está por vir. É claro que estou falando do Kevin. Diferente da Toni, que recebeu o tão merecido destaque que a anos os fãs cobram, Kevin continuava sendo um mero coadjuvante mesmo depois do salto temporal.
Eu até entendo um poucos os roteiristas em não quererem dar mais espaço para os outros personagens. Afinal, Archie, Jughead, Betty e Veronica são os protagonistas principais. Eles sempre vão ter o destaque o desenvolvimento. Se pensarmos que temos a Toni e a Cheryl logo atrás, acrescentar mais um poderia gerar uma bola de neve daquelas. Eles mal conseguem dar conta de desenvolver da maneira certa os protagonistas que já têm em quarenta e cinco minutos de episódio.
Mas não é por isso que Kevin precisa ser lembrado apenas nos musicais e o ator carregou muito bem um arco que mostrou os diferentes caminhos da aceitação. Não duvidaria se alguns fãs tivessem derramado lágrimas com as palavras do ator, mas se lembrarmos onde encontrarmos o personagem pela primeira vez em Riverdale, faz todo o sentido ele ainda ter esses dilemas. Talvez eles devessem ter sido trabalhados algumas temporadas atrás, mas antes tarde do que nunca. Espero mesmo ter mais momentos assim de Kevin.
E agora que estamos próximos do hiato, algumas tramas estão se ligando. Jugehad e Betty finalmente juntaram forças na investigação. Agora que o romance da personagem com Archie chegou ao fim é o momento certo para que Bughead se aproxime. Embora eu não veja uma interação romântica por enquanto, os dois são parceiros natos e eles precisam muito um do outro. Especialmente Betty, que abraçou seu lado dark que não víamos fazia um bom tempo. O desaparecimento de Polly está fazendo com que ela vá além do limite e talvez somente Jugh possa impedir que ela faça algo que possa se arrepender para sempre. Eu não acreditei que ela daria um tiro a sangue frio naquele caminhoneiro, mas não tem forma melhor de mostrar que a personagem possa estar se perdendo.
Não podemos esquecer que antes de retornar a Riverdale, encontramos Betty conversando com uma psicóloga. O trauma dela precisa ser explorado no decorrer dessa investigação já que tudo indica que estamos lidando com um serial killer. Não vou esperar nada mais do que isso. Embora os elementos de ficção-científica estejam sendo incríveis, é mais do que óbvio que tudo vai ter uma explicação lógica no final como tudo que já aconteceu em Riverdale.
E já que estamos falando de casais, Varchie está mais vivo do que nunca. Mesmo não gostando de ver Veronica apenas ajudando Archie, não vou negar que esse arco do time de futebol foi perfeito para os dois. Além dele ter sido bem amarrado, ele me lembrou outras produções que mostraram a importância do espírito esportivo e como ele pode levantar as pessoas. Se pensarmos que estamos numa batalha para salvar Riverdale, ele foi mais do que necessário.
















