
“Sou o marido, tinha problemas com ela, trabalho como escritor e na última vez que vendi um livro Bonanza ainda estava no ar. Além disso, estava tendo um caso com a melhor amiga, não tenho álibi e limpei a cena do crime por um motivo que não posso revelar, MAS… EU NÃO MATEI MINHA ESPOSA! Tudo foi encomendado pelo Big Fone associado com uma prostituta francesa de nome muito comum que juntos contrataram um mafioso índio mudo para fazer o serviço… Sim, esqueci-me de falar que meus benditos filhos estão desaparecidos. Por favor, vote em Henry Butler para Homem do Ano 2011.”
Spoilers Abaixo:
Depois de uma semana descansando para nos presentear com os melhores momentos da TV, Ringer volta de sua parada com o melhor episódio escrito por Pam Veasey (para entender clique aqui) até agora na série.
Então, vamos começar com aquilo que provavelmente é a melhor coisa presente nas séries de TV atualmente, Malcolm e Macawi (♥).
A história dele com Macawi já estava bastante desgastada e parou tarde demais. O que era para colocar um dos vilões da série como uma pessoa má acabou saindo pela culatra e agora ele não passa nenhum tipo de credibilidade. Não basta a série colocar no resumo do personagem na Wikipédia que ele é um bandido perigoso quando suas ações não refletem isso (por que ele matou a dançarina?) e tudo aquilo que ele faz acaba soando superficial. Além de não conseguir nada de Malcolm, ele ainda o deixou escapar (sei que foi proposital, mas foi feito tão tarde que é mais admitir derrota do que inteligência), algo que deveria ter sido feito há alguns episódios, pois agora toda a atenção do público nesse arco foi em bora porque todas as decisões criativas tomadas aqui pareciam sair de uma mente que não entende o conceito de vilão.
Aliás, existe um empecilho imenso para que o público mergulhe de cabeça no universo da série: os personagens. Aqueles que não possuem motivações extremamente fúteis ou simplesmente não tem nenhuma são colocados em histórias que não possuem nenhum tipo de conexão com seus objetivos. Malcolm, o porto seguro de Shivette, passou vários episódios apenas servindo como lembrete da presença da máfia. Isso acabou prejudicando o personagem e sua fuga (mesmo sendo abrupta) para ajudar Shivette foi a coisa mais sensata já feita com ele na série. Malcolm, finalmente você vai poder crescer como personagem porque a única coisa que penso de você é “Meu nome é Malcolm… e eu bebo água!”. Yay, Malcolm!
Nos flashbacks, tivemos uma fraca tentativa de reconectar Malcolm e Shivette mesmo a relação já estando completamente despedaçada porque a distância entre os dois personagens nos episódios anteriores destruíram o vínculo entre eles. Ainda tivemos a contradição: o flashback tenta relembrar a conexão presente entre os dois, mas depois em seguida ela corre para Charlie. Não tenha a ideia errada, entendo a atitude, porém, sofrer por causa do desaparecimento do seu padrinho para na próxima cena correr para Charlie acabou diminuindo o impacto da mensagem do flashback.
Os personagens que estão colocados na situação certa acabam falhando porque suas decisões são bastante improváveis. Drogar um viciado é método de tortura? Ok, Macawi. Coisas assim não permitem que o espectador conecte-se com o personagem e finalmente se importe com ele. E o que “Oh Gawd, There’s Two of Them?” faz muito bem é ter uma saída criativa para mandar Malcolm e a máfia para perto de Shivette, com o intuito de salvar o que foi mal executado nesse inicio. Quem sabe agora coisas boas podem aparecer. Eu posso sonhar.
Outra coisa que Ringer não repensou durante o descanso foram as tramas aleatórias, principalmente as de Juliet. Nos primeiros episódios ela foi usada muito bem para ajudar o casal Shivette/Andrew, mas as histórias dela ultimamente são desnecessárias. Ao contrário de criar uma história em que ela sofre um acidente com a amiga para que seu pai corte seu dinheiro, seria conveniente simplesmente o Andrew falar “Filha, você vem fazendo muita merda, então, adeus mesada”. Pelo menos tivemos nosso #MomentoJuliet com “You owe me, bitch. Like ten million dollars.”
Shivette sendo inteligente. Essa é uma coisa que simplesmente não acreditei assistindo esse episódio, e o pior, sua ideia para tirar o FBI da sua cola ganhou pontos por causa da originalidade. Parabéns para a montagem que finalmente conseguiu fazer algo que não mereça reclamações nas cenas em que é revelado que Shivette abriu o jogo com seus dois amores. Infelizmente, Henry e Andrew não são gênios para descobrir a verdade e provavelmente quem vai fazer isso é Juliet, que depois vai chantageá-la. Viu? Eu mereço espaço na sala dos roteiristas de Ringer. Além disso, aquele olhar dela admitindo que na maioria das vezes suas decisões sejam estupidas é genial. SMG 4 Life!
Uma coisa que Ringer não vinha conseguindo fazer era construir bons personagens. Porém, parece que isso está começando a mudar com Charlie. A maneira que a série mostrou que ele é a pessoa em contato com Siobhan foi bem sutil e faz com que nosso interesse no personagem aumente. Entretanto, quando meu interesse em algum personagem cresce a série faz o favor de simplesmente jogar um balde de água fria no episódio seguinte (Oi, Henry!). Em meio a tantas perguntas, é sempre bom descobrir alguma coisa para não ficar com a sensação de que os roteiristas estão lhe fazendo de bobo.
Pode não ter sido impressionante, mas é bom ver que em “Oh Gawd, There’s Two of Them?” o roteiro tenta se redimir das bobagens cometidas no inicio da série.
Outras observações (versão estendida por causa do hiato de uma semana):
– Parte da graça da série se foi porque o mega vilão da série, o magnifico Big Fone, teve sua identidade descoberta, mas ainda sim, ele conseguiu mandar Gemma para o paredão antes de revelar-se.
– Se os roteiristas de Breaking Bad tivessem escrito esse episódio, ele seria baseado em um flashfoward do assassinato (foi um assassinato? Não acredito em nada que a série mostra).
– Esse professor vai dar uns arrochos na Juliet daqui a pouco.
– Daqui a 5 episódios o público vai estar ciente de que Bridget/Siobhan dormiu com todos os homens dessa série, exceto o seu marido.
– Shivette disse a Pestana que Bridget foi para Europa. Imagina se ele pegasse Siobhan na França sem querer? Em Ringer tudo acontece.
– Detetive Saldana e Agente Pestana = ♥.
– Todas as revelações do episódio foram ofuscadas pela maior revelação desde… Er… Nunca! O maior twist da história da televisão! Charlie é o Big Fone! Caiam mortos e ajoelhem-se diante dele!
– A imagem da review foi bem aleatória porque o Henry não fez muita coisa que merece destaque e eu não queria que ele se sentisse excluído.
– O Macawi fala menos que Mr. Bean, Maggie (The Simpsons), Scrat (A Era do Gelo) e Jason (Sexta-feira 13)… Eu sei que ele não apareceu nesse episódio, mas gosto de humilhar o coitado.
– Ok, Ringer. Nós iremos fingir que não notamos que era um dublê fazendo a Gemma no final.
– Uma imagem do Andrew de gravata rosa ou um vídeo homenageando o melhor vilão do mundo das séries para encerrar? Hm… Fiquem com uma homenagem bem BEM random ao Big Fone para finalizar a review.
Hashtag da semana: #BigFoneDesmascarado











