A série documental que a HBO Max prepara sobre o assassinato de Daniella Perez (O Dono do Mundo), além de conter o depoimento de sua mãe, Glória Perez (Caminho das Índias), e do seu então marido, Raul Gazolla (Malhação), contará com a fala de amigos e de familiares da jovem que morreu aos 22 anos de idade, em 1992.
Segundo informações da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, artistas amigos de Daniella darão seus depoimentos ao longo dos cinco episódios programados. Veja a lista de quem participará: Fábio Assunção (Onde Está Meu Coração), Cláudia Raia (Ti Ti Ti), Cristiana Oliveira (Salve Jorge), Maurício Mattar (Mulher), Wolf Maya (Fina Estampa) e Eri Johnson (Duas Caras). As gravações já se iniciaram e contará também com autoridades e advogados.
Sob o comando de Tatiana Issa (Vai que Cola) – idealizadora e diretora do projeto -, a produção vai mostrar, sobretudo, a luta de Glória por justiça. A autora de novelas conseguiu um (1) milhão e trezentas (300) mil assinaturas em uma abaixo-assinado para mudar a lei e tornar, assim, os homicídios qualificados hediondos, ou seja, inafiançáveis. À época do crime, Tatiana, que começou como atriz, era muito próxima de Daniella, ao mesmo tempo em que contracenava na novela Deus nos Acuda (1992-1993), de Sílvio de Abreu (Belíssima), com Gazolla.
Daniella Perez foi brutalmente assassinada a tesouradas, no dia 28 de dezembro de 1992, por Guilherme de Pádua (Mico Preto), ator que fazia par romântico com Daniela, à época, na novela De Corpo e Alma (1992-1993) – escrita por Glória -, da Rede Globo.
Paula Thomaz – na época, esposa do ator – foi cúmplice no crime, com Guilherme condenado a 19 anos de prisão, enquanto Paula a 18. O motivo do assassinato teria sido a redução do tempo de tela de Guilherme na novela, e, em 1999, ambos saíram da prisão. Atualmente, ele é pastor evangélico e ela, formada em Direito.
Em abril de 2016, Glória Perez e Raul Gazolla (Malhação), ex-marido de Daniella Perez, ganharam um processo por danos morais contra Guilherme e Paula. Os dois tiveram que ser indenizados em 500 salários mínimos, cada, em torno de R$ 480 mil reais, na época. Além disso, Guilherme e Paula deveriam arcar com as despesas do sepultamento e do funeral de Daniela, no valor de cinco salários mínimos, juntamente às custas processuais e aos honorários dos advogados.
Além de Tatiana, Guto Barra (Fora do Armário) também comanda a série documental, ao assinar, inclusive, o roteiro, que tem a estreia prevista para 2022, ano no qual o crime completará 30 anos.
A história, que teve uma grande comoção nacional, ainda não possui um nome oficial para o seriado documental.















