Como não amar?
Primeiramente, devo mais uma vez pedir desculpas por esta review dupla, apesar de Reign não se prejudicar tanto, pois os episódios são sempre interligados. Em “Higher Ground” e “Long Live The King” tivemos a afirmação de uma série, na qual, muitos torceram o nariz pelo simples fato de ser uma tentativa da CW em fazer uma produção de época – pois Reign sambou na nossa cara. É preciso bater palmas de pé para Laurie McCarthy e Stephanie SenGupta por conseguir incluir com maestria uma licença poética tão criativa a esta realidade dos fatos de uma história fascinante como a de Mary Stuart.
Particularmente em “Higher Ground” e “Long Live The King” tivemos uma aula de história recheada de novos elementos conseguindo deixar tudo ainda mais fascinante e delicioso de assistir – e tudo está tão “fechadinho e alinhado” que é difícil acreditar que falte apenas um episódio para terminar a temporada. Nostalgia total.
Vou começar falando sobre as atitudes de Mary que iniciam a transformação de nossa Rainha da Escócia no mito que se tornou. Sua adorada mãezinha está em apuros – novamente – por causa da fúria dos protestantes na Escócia. A realidade conta que Maria de Guise teve mesmo que escapar por algum tempo para não ser morta, mas não se tem nenhum registro que sua filha tenha a ajudado. Em Reign esta sacada foi ótima para nos mostrar uma faceta de Mary que já estava sendo abordada pelas beiradas há algum tempo – o seu total desprendimento ao entender o que significa ser uma Rainha. Mary Stuart definitivamente nestes dois episódios se tornou aquela que será até o dia de sua morte – forte, implacável e sem limites. Pois ela não mediu esforços para alcançar o seu objetivo – isto inclui contratar um mercenário, sequestrar a Rainha da França, decepar a cabeça de uma Médici e tomar para si os “monstros” que assassinaram o seu povo – estão achando pouco? Pois em “Long Live The King”, nossa adorada Rainha decidiu também assassinar o Rei da França.
É claro que não podemos esquecer de nossa “mega-evil-queen” que destila cada vez mais o seu veneno seguindo com o seu joguinho de gato e rato com Mary. Primeiramente não emprestou o dinheiro para salvar Maria de Guise, “obrigando” nossa Rainha a tomar atitudes extremas – e em meio a isso, se o mercenário não fosse um cara “honesto”, a cabeça de Mary é que estaria em um saco. Não bastando mandou investigar minuciosamente o tal sequestro e possivelmente ainda guarde pulgas atrás de suas orelhas sobre a inocência de Mary – por mais que ela tivesse assassinado um inocente apenas com 30 anos e não acreditasse que a Rainha da Escócia pudesse ir tão longe com 18 anos. Grande engano, não é mesmo? E para finalizar as atitudes extremas e maldosas de Catherine, matar o Rei foi sua ideia – o que não exime nem um pouco a culpa de Mary em concordar em seguir em frente.
E Francis nesta história toda? Pois bem, eu já havia afirmado que nenhum outro personagem teve um crescimento tão visível como ele na série e nestes dois episódios tudo se intensificou ainda mais. Durante a tomada de Calais pela França tivemos uma verdadeira aula de história em Reign, pois tudo aconteceu exatamente daquela forma – alguns homens abriram frente contra os ingleses para o exército do Duque de Guise conquistar o castelo Montmorency e consequentemente ganhar a guerra. Mas é claro que Francis não estava lutando no campo de batalha, mas na série esta licença poética tornou tudo mais romantizado e interessante – já que o poder sempre está à frente. O que tem acontecido com Francis é o inverso do que acontece com Mary Stuart – uma humanização do personagem. É fácil entender este contraponto como algo pensado e repensado para que o casamento de nossos pombinhos fique sempre na corda bamba. E a história também conta que Delfim Francisco era um homem completamente contrário ao seu pai – frágil e pouco dominador –, sendo assim, tornar o personagem mais doce é algo completamente dentro do contexto. Suas atitudes nestes dois episódios foram todas voltadas para fazer o bem, mesmo que ele nunca esqueça o peso de ser o futuro Rei da França. Sua atitude com Leigh foi adorável e sua tentativa desesperada de salvar o pai também. Diante de tudo isso, sua mágoa em relação a Mary é muito compreensível e nos leva a seguinte pergunta – o que vai acontecer daqui para frente?
E temos obviamente outra peça fundamental nesta história toda – Reizinho-loco-Henri. A loucura de nosso rei foi, certamente, uma das licenças poéticas mais bem utilizadas na série. É claro que não podemos esquecer que Henrique II era sim um rei implacável, estrategista, ambicioso e inteligente, apesar de dominado completamente por suas mulheres. Em Reign, apesar da loucura, todas estas características estão presentes o tempo todo e sua obsessão pela Inglaterra também é um fato verídico – um prato cheio para o desenrolar repleto de nuances da trama. Agora no auge de sua loucura, ele quer matar o filho para se tornar o Rei da Inglaterra através de Mary Stuart. Mas sabemos que ele deve morrer para Francis assumir o trono na segunda temporada – este grand finale promete muitas emoções.
E Bash? Pois é, alguém tinha que lutar contra a escuridão e nada melhor que seja ele mesmo. É muito interessante como este lado sobrenatural da série não foi abandonado, mas também não foi introduzido de forma a transformar a licença poética em algo muito distante da realidade. Mesmo que algumas pessoas ainda torçam o nariz, Bash e Kenna definitivamente, formam um lindo casal – repleto da afinidades. Mas o que vai acontecer agora? O que será que aguarda Bash em sua empreitada? E o que aguarda Kenna? Será que Pascal não está elaborando uma vingança? Apesar de ser uma criança, ver o pai ser assassinado friamente é algo que transforma alguém profundamente. Esperando as cenas dos próximos capítulos.
E Lola? É fácil entender que toda a historinha “kinder ovo” de Julien – que na verdade se chama Remy – leva a moça novamente para dentro da Corte de Francis, não é mesmo? Mas independente disso, a trama foi surpreendentemente bem trabalhada – é possível até ficar com pena dela. Nunca é legal ser enganada daquela forma, apesar de ter certeza que os sentimentos realmente existiam entre os dois. Mas Remy caiu no mundo e Lola terá um bebê loirinho na Corte Francesa – alguma dúvida de confusão à vista?
Pois bem, Higher Ground” e “Long Live The King” foram episódios para nos apresentar sem dó e nem piedade a “implacável” Mary Stuart! E que lindo, vocês não acham? Reign continua nos provando que estamos mesmo diante da fascinante história da Rainha da Escócia. Com certeza, teremos um grand finale bombástico que deixará todos com água na boca para assistir a segunda temporada. Em total nostalgia me despeço afirmando mais do que nunca – vida longa à Rainha da Escócia!
PS. A Trilha sonora continua se superando…
PS. E os figurinos gente? Pelo amor de Deus!
PS. Futebol na neve… adorável…
PS. Clarissaaaaaaaaaaaaaa, não esquecemos você…
PS. Voltaaaaaaaaaaaaaaa Diana!!!
PS. E agora? Leigh e Greer podem ter um final feliz?






















