Cuidado, Marta! Caguete morre cedo!!!

Spoilers Abaixo:

Vislumbrando ser esta a única forma de se livrar do emaranhado em que está enredada, Marta resolveu colaborar com a polícia. Neste episódio, vimos a protagonista infiltrada nas tramas do crime, tentando obter informações que satisfaçam o desejo implacável do agente Ramos de derrubar Schiller.

Para tanto, Marta se manifesta estranhamente solícita, tomando a iniciativa de procurar Schiller, sem ser chamada. Munida de uma escuta implantada em um broche (extremamente cafona, diga-se de passagem), ela o acompanha em um jantar com Alexandra Duchenko, membro de outra família poderosa da Bratva – a máfia russa. Schiller está interessado em distribuir os “produtos” dela, ao passo que Alexandra está interessada é nele, demonstrando ciúme desde o primeiro momento em que viu Marta.
Esta solicitude de Marta intriga Schiller que a coloca contra a parede, levando Marta a executar a melhor cena da série (até este momento): as falas, após as quais, ela tira toda a roupa para provar que não tinha escuta. Pelo visto, o FBI de San Francisco tem um orçamento bem limitado e precisam compensar isto com a criatividade. A escuta estava justamente no sutiã! Não me lembro de ter visto nada do tipo em nenhuma produção! De qualquer forma, a série logrou êxito em estabelecer tensão neste momento. Marta conseguiu ser totalmente crível, mesmo mentindo!

De acordo com a premissa da série de enfocar Marta conciliando a criação dos filhos e os “negócios”, faz sim sentido dedicar tempo a isto. Só que nesse lado a série não consegue fazer quase nada de sério! O que foi Marta pegando Gabriel transando com a namorada??  Hahahah Se já é constrangedor para um adolescente ser pego se masturbando, o que dirá nas “vias de fato”? Mas essa nem foi a maior vergonha alheia que o garoto nos proporcionou: é o primeiro caso na história da série de alguém que põe uma droga na boca e a perde no meio do beijo de língua! Kkkkk Resultado: a namorada tem uma “overdose” e ele, nada! É, Gabriel, a coisa tá feia!! Além de ser pego no ato, ainda paga a fama de não saber beijar! hahaha

Já o plot de Boris timidamente avança. Desta vez, o menino insiste em não ir à escola, com medo de ser rejeitado se os amigos souberem que ele é “diferente” (já que teve o pai morto). Para que Boris ganhe a estima dos coleguinhas, Marta convida a turma para um passeio de barco. Além disso, o próprio Boris conta sua história à turma que numa reviravolta, passa a encará-lo como cool.

Em um episódio onde a delação foi tematizada de diversas formas (começando pelas lembranças da Marta-menina aprendendo qual é o destino dos traidores), a aproximação entre Katerina e Ramos sugerida desde o episódio anterior levou a um beijo entre os dois (indevidamente flagrado por Natalia). Tanto Kat quanto o policial passam por dificuldades de ordens diversas em seus casamentos. É bem mais compreensível entender o dilema de Ramos (lidar com uma esposa viciada) do que a da moça-natureba: sente-se distante do marido, pois não pode compartilhar com ele o real negócio da família (do qual ela sempre quis manter distância). Katerina tem funcionado razoavelmente como companheira e auxiliadora de Marta, mas a execução desse plot agora com Ramos foi muito estranha. Isto vai pra frente? Ou apenas cumpriu a função de abordar outra possível forma de traição no seio do clã Petrov?

O lance do agente com sua irmã aliado à tensão passada com Schiller fez Marta temer e dar um chega-pra-lá nessa história de delação. Além disso, no dia do passeio das crianças ao barco, Gabriel descobre a cocaína roubada de Schiller atirada ao mar, amarrada junto às cordas do barco. Marta manda afundá-la de novo. Será que esta foi a coisa mais sábia a fazer? O que ela fará agora? Quem a jogou no mar?

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