
Por favor, não atropelem o pequeno Jimmy!
Spoilers Abaixo:
Continuando a saga de Hope em Hollywood, não demorou muito para acabarem os cinco minutos de fama dela. Eu que já achava o Trevor bem chatinho desde sua primeira aparição na temporada passada, agora ele se mostrou um grande chato com inúmeras crises de estrelismo. Apesar de tudo, a cena nos bastidores do seriado com as reações da audiência foi bem divertida e serviu pra confirmar que RH não precisa mesmo ser gravada na frente de uma audiência, com as “laugh tracks”.
Maw Maw e Barney tiveram uma estória mais fraca. A dinâmica dos dois (que deu muito certo no início da temporada, no episódio do aniversário de Barney) desta vez não achei tão boa assim. Mais pelo Barney que pela Maw Maw, que fala pouco mas normalmente é certeira (tipo a Berta do Two and a Half Men). Foi legal a idéia de querer explorar um pouco mais o passado dela mas na prática não achei que ficou tão legal assim. O momento pastelão com as cinzas também pareceu um pouco forçado.
Além de tudo, a incursão dos Chance em Los Angeles serviu pra criticar quase tudo relacionado à Hollywood. A própria série de Trevor quando substituem Hope por um macaco mostra um vale tudo pela audiência. Mas a crítica maior pudemos acompanhar com Burt e seu discurso encarnando o Jerry Garcia (criador de My Name is Earl) e as coisas que ele provavelmente ouviu quando tentava vender Raising Hope para as emissoras americanas: “Se você quiser ser um paisagista nesta cidade é melhor aprender a jogar o jogo.” E ele prontamente responde:
“Só quero fazer algo que me orgulhe, e saber que as pessoas gostarão. Estou voltando pra Natesville, lá eu consigo fazer as coisas em que acredito.”
Se por um lado eu concordo que Raising Hope merecia bem mais audiência do que tem, e acho que eles ainda tentam inovar com um humor diferente das outras comédias que estão no ar, pode parecer um pouco presunçoso achar que somente séries com pouco conteúdo conseguem grande audiência. Tá certo, eu não sou o Jerry Garcia e nem imagino os “nãos” que ele ouviu antes de conseguir emplacar suas séries, talvez ele esteja ficando um pouco desanimado, assim como nós, com a audiência de RH. Difícil explicar. Fato é que estas duas semanas com episódios duplos não ajudaram em nada…
Outros destaques:
Virginia: “Seria interessante se alguém acompanhasse a nossa vida, desde que editassem as partes chatas, como esta conversa que estamos tendo no carro, por exemplo.”
*Sabrina é uma 10 em Natesville e uma 4 em Hollywood – melhor voltar logo pra casa, Sabrina.
*Virginia: “Atores prodígio vão ladeira abaixo não importa o quão bom eles são. Eles podem estrelar num filme do Spielberg e ainda assim acabar interpretando uma mãe maluca numa sitcom.”
*Burt tentando entrar numa loja cenográfica;
*A risada maléfica de Maw Maw;
3×17 – Sex, Clown and Videotape
E finalmente de volta a Natesville! Lá que o Jimmy se sente em casa. Se bem que desde que se mudou pra casa da Sabrina ele não se sente 100% em casa. Fato comprovado por seu sonambulismo. E sempre que tentamos desvendar alguma mania do Jimmy… lá está o Jimmy criança pra nossa alegria! Desde que vi o promo do episódio com a Sabrina reproduzindo um mapa na parede, imitando Homeland com perfeição, já sabia que não ia me decepcionar. Adorei a solução de Jimmy que fez uma réplica do seu antigo quarto na sala de sua nova casa. A Sabrina que não deve ter adorado muito.
Se você se surpreendeu com o fato de Virginia juntar tanta coisa inútil você ainda não viu nada. Raising Hope costuma fazer isso: pegar uma situação normal e encadear numa sequência de acontecimentos absurdos. Algumas poucas vezes não dá certo, e às vezes surgem novos episódios clássicos como este (sem querer comparar muito mas Seinfeld também fazia muito isso). Além de descobrirmos a bagunça que Virginia mantém num pequeno galpão, toda a estória de como os pais usavam o palhaço para assustar e manter Jimmy afastado dos perigos foi sensacional! O fato do pequeno Jimmy ter encontrado a sextape de Burt e Virginia requereu uma medida drástica (e um tanto ridícula): escondê-la na bunda do mesmo palhaço que amedronta Jimmy. Bom mas e se esta fita cair em mãos erradas mesmo assim? Vamos avançar para o leilão: Virginia X Frank.
“480! Ok, você assiste a fita lá em casa mas assiste vestido. Sem rebobinar, fazer cópias ou pausar.
“495! Uma pausa de 8 segundos”
Virginia: “Não acredito, vendi minha coleção de porquinhos, gastei 500 dólares e o palhaço que comprei não tem nosso vídeo de sexo escondido na bunda”
Esse pequeno trecho já deu uma boa ideia da situação ridícula que foi.
O próximo absurdo foi descobrir que a fita foi parar na mão de um casal que venera Burt e Virginia, que não apenas apreciavam o conteúdo impróprio para menores da fita, mas também usavam uma versão editada para educar os filhos. Há tempos nós já sabíamos que o relacionamento de Burt e Virginia é um modelo para todos os casais. No final foi legal ver o casal recriando cenas fantasiados dos dois, e saber que Frank não conseguiu ver a fita.
Outros destaques:
*Virginia: “OMG, OMG!”
*Sabrina fez uma ótima imitaçao da Claire Danes. A cara e os trejeitos
*Virginia e a já clássica: “Temos que tirar nossa fita de sexo da bunda do palhaço.”
*As memórias “especiais” de Burt e Virginia na van rs
*Até o Barney estava incrível examinando os porquinhos de Virginia: “Tudo parece perfeito! Somente as mãos pequenas de uma criança chinesa conseguem fazer isso com tanto detalhe.”















