“Você não vai sorrir, não é? Sei que na prisão isso era sinal de fraqueza, mas você está no mundo real agora. Tudo bem se baixar a guarda.”

Spoilers Abaixo:

Mais do que uma família desajustada e peculiar, Raising Hope conquistou pelo carisma e pela simplicidade ao apresentar essas pessoas que tem uma vida completamente fora do normal. Jimmy (Lucas Neff) vive ao lado dos pais e do primo na casa capenga da bisavó. Uma família cheia de hábitos curiosos que da noite para o dia tem que lidar com a chegada de um bebê ao lar.

Não sendo a pessoa mais preparada e responsável para criar um bebê, Jimmy sem poder contar com ajuda dos pais, está decidido a dar uma criação melhor do que a que teve, e isso não é tarefa fácil devido às peculiaridades da família Chance. Em três episódios vemos a chegada de Princess Beyoncé, a inevitável troca do nome para Hope e as primeiras experiências de um pai atrapalhado, e flashbacks impagáveis do próprio Jimmy quando criança.

O que você precisa saber é, o humor de Raising Hope pode não fazer você cair da cadeira de tanto rir todas as vezes, mas é tão absurdo e tão não intencional que faz qualquer um soltar boas risadas e ficar com cara de bobo. Não são apenas idiotices e patacoadas de algumas comédias, tem uma história e extremamente gostosa de acompanhar. O fato de Jimmy ter aquela cara de bobo é outra coisa interessante, é um bobão cuidando de um bebê com certeza mais esperto que ele.

Destaque para as atuações de Martha Plimpton como mãe de Jimmy, para Garret Dillahunt como pai de Jimmy e para a veterana Cloris Leachman como a senil bisavó que é responsável por algumas das melhore cenas até agora, dando de mamar para Hope, o top less da terceira idade, o beijo em Jimmy, o quadrado de fumaça, comendo macarronada na banheira. O bebê que “interpreta” Hope é muito expressivo, a interação é o ponto alto. Seja com Jimmy ou com os pais dele no episódio três.

A série é eficiente ao apresentar uma comédia sobre família sem ser clichê. Conquistou-me por sua simplicidade, pelos absurdos aceitáveis, pelo non sense, pela inocência nem tão inocente assim. Com o tom politicamente incorreto e bagunçado do criador de My Name is Earl a série já garantiu temporada completa. Raising Hope já conquistou muito marmanjo por ai e apesar do fator FOX eu acredito num futuro bem divertido para série, acompanhar Hope aka Princess Beyoncé crescer vai ser uma das tarefas mais divertidas da semana.

P.s: Fator Fox é o nome que dei para a mania da Fox de subestimar e cancelar suas séries, ou ainda boicotá-las colocando em dia ruim, horário ruim. Ou simplesmente por não dar o lucro esperado. Porque se precisar de um canal que só visa o lucro a Fox não serve, de tão sacana.

P.s 2: A série está com uma audiência moderada, mas deve ter atraído anunciantes, pois já garantiu temporada.

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