Você sabia que Lost teve uma inspiração em Jogos Mortais? E que influenciou Once Upon a Time? Sabia que a morte de Lila em How To Get Away With a Murder teve dez versões diferentes? E sabe qual o momento que o criador de The X-Files julga o mais marcante da série? São curiosidades assim que descobrimos quando roteiristas de sucesso respondem sobre os momentos que escreveram para suas séries.

Todo legítimo série maníaco tem certos programas preferidos e dentro deles, os episódios e tramas mais marcantes, bem como as cenas favoritas, aquelas das quais se recorda perfeitamente e pode descrever em detalhes.

Mas e os criadores e roteiristas dessas séries? Também tem algum momento preferido? Algo do qual mais se orgulham dentre tudo que já escreveram?

O BuzzFeed perguntou para os produtores e showrunners responsáveis por trás de séries famosas, qual fala, cena ou episódio que eles realmente mais gostam e se orgulham de tersm escrito.

Selecionamos algumas das respostas abaixo, confira:

1. Mike Schur – Parks and Recreation: Halloween Surprise.

O roteirista de The Office e Parks and Recreation, escolheu o episódio ‘Halloween Surprise’ da 5ª temporada de Parks, onde Ben pede Leslie em casamento.

Principalmente porque foi o episódio que fez esses dois personagens felizes como nunca tinham sido até ali, o que é uma sensação boa para um escritor. Mas também, por causa da trama principal centrada no ataque cardíaco de Jerry, que em seguida peida, o que nos permitiu inventar a expressão ‘Fart Attack”

 2. Steven Levitan – Modern Family: Episódio piloto.

“O que provavelmente mais me orgulho é do piloto de MF que eu e Chris Lloyd escrevemos juntos, particularmente da cena do ‘Rei Leão’ em que Cam apresenta a pequena Lily a chocada família de Mitchel. Assisti essa cena com dezenas de audiências ao longo dos anos e ela nunca falha em provocar aplausos e vivas. É um momento de pura alegria que diz muito sobre Cam e todo o amor naquela sala. Eu também fico muito feliz em termos interrompido toda aquela emoção com a fala de Jay ‘Ela é uma de nós agora, deixe-me ver esse pastelzinho’”

3. Michael Patrick King – Sex and The City: O season finale.

“Eu tenho muito orgulho do finale em duas-partes de Sex and The City, quando Carrie muda-se para Paris. E minha fala favorita no finale é Myranda dizendo ao Mr. Big: ‘Vá buscar nossa menina’”  

4. Damon Lindelof – Lost: Season 3 Finale.

“Uma das questões mais angustiantes que os escritores devem responder é ‘De onde você tira suas ideias?’ É frustrante porque na maioria das vezes nós não sabemos… Ou provavelmente nós roubamos de algum lugar e não queremos ser identificados como plagiários. Mas eu sei exatamente de onde vem aquela ideia… A cena final de Through the Looking Glass (3×03) foi roubada do filme ‘Jogos Mortais 2.

Se você não viu o filme, tudo que precisa saber é que Donnie Wahlberg está nele e que a reviravolta do final envolve enganar o público para que pensem que estão assistindo algo que se desdobra no tempo presente, quando, na verdade, desdobrou-se no passado.”

Lindelof conta que ele e seu co-roteirista, Carlton, tinham acabado de ‘vencer uma batalha’ para que a ABC anunciasse uma data final para a série, o que finalmente os permitiu romper os ‘flashbacks’ dos personagens e lançar ‘flashforwards’.

“Mas a inspiração divina de Jogos Mortais 2 nos levou à inevitável conclusão que a melhor maneira de fazer isso seria nosso primeiro flashforward parecer apenas mais um flashback. E então, na cena final, nós ‘derrubamos o martelo’. Boom. Vocês estão no futuro, vadias! Tome isso, Donnie Wahlberg!

Escrever aquela cena – aquela onde Jack espera, nos arredores de Los Angeles, quando um carro para… A porta se abre… E surge KATE. – foi incrível! Meu desenvolvimento é cheio de dúvidas e autodepreciação, mas essa foi uma das raras ocasiões em que me senti fazendo algo indiscutivelmente grande. Eu me senti como se estivesse agachado na escuridão de um apartamento com todos os meus melhores amigos (os roteiristas), esperando para gritar ‘surpresa’ para um aniversariante desavisado (o público) – e eu sabia que eles ficariam entusiasmados com o que fizemos.

E quando Jack grita ‘WE HAVE TO GO BAAAAAACK!’ (sim, eu adicionei todos esses ‘A’ extras no roteiro) e eu digitei ‘corta para escuridão’, meus olhos estavam úmidos. Eu estava dentro daquilo… Sentindo o que aqueles personagens sentiam… Sabendo que agora estávamos, finalmente, trabalhando em direção a um final real. E finalmente… Por um momento fugaz… Senti paz”.

 5. Chris Carter – The X-Files: ‘Monólogo de Scully, 4×14’. 

Carter contou que a 4ª  temporada da série foi talvez a época mais difícil e intensa do programa. Ele estava envolvido na produção do filme, de um novo programa para TV (Millenium) e ‘no desespero’ de buscar um local para relaxar durante o feriado de Natal.

“Eu e minha esposa fomos para o Havaí, onde o objetivo era acordar cedo para reescrever o episódio 14, traçar o filme com Frank Spotnitz na parte da tarde, e tentar aproveitar de alguma forma. Os melhores planos. Minha esposa ficou doente, o clima não estava bom e reescrever o episódio provou ser mais difícil do que o previsto – um enredo delicado envolvendo a personagem de Gillian Anderson e seu câncer.’

Segundo Carter, no Natal do ano seguinte, o filme já havia sido filmado, o episódio exibido, e Carter e sua esposa procuravam um novo lugar para aproveitar o Natal. Escolheram a Costa Rica.

“Estávamos relaxando na piscina quando uma adolescente em férias com os pais disse ter me reconhecido, o que já foi surpreendente o bastante, e, em seguida, recitou o longo monólogo de Scully na abertura do episódio 14.

Nos anos 90, antes do feedback da internet ser instantâneo e ubíquo, tínhamos a sorte de ler as precoces conversas dos ‘chatrooms’ e tempo de abrir nosso correio real. Assistíamos a série em nossas casas, como todos os outros, a uma distância curiosa dos milhões de espectadores que nos disseram estar assistindo conosco. Ouvir essas palavras ditas do coração foi o presente mais inesperado. O monólogo pode não ter sido a melhor coisa que já escrevi, mas permanece entre as memórias mais marcantes dos 202 episódios”.

6. Evan Katz – 24: 

Katz fala da dificuldade em escolher um momento favorito dentre tudo que escreveu, especialmente por ter escrito coisas muito diferentes ao longo da carreira. Então ele cita duas de suas experiências referenciais. O primeiro roteiro que produziu, para o piloto de uma série baseada no personagem de quadrinhos, Archie. Katz, na época um roteirista novato, escreveu um texto estranho, uma comédia de ‘humor negro’ subversiva. Apesar de ele ter achado o texto ótimo e manter as expectativas altas, o roteiro não agradou. Um diretor mais conhecido foi contratado e todo seu material de ‘humor negro’ foi retirado do piloto.

‘O resultado final foi sem graça e provavelmente não muito bom”

Katz então cita seu segundo momento preferido: o primeiro episódio que escreveu para série 24, na 2ª temporada do programa. É o episódio que Jack Bauer aparentemente ordena a morte do filho de um terrorista na frente do pai.

“Apenas sombrio, sombrio, sombrio como o inferno. Indiscutivelmente mais sombrio do que a série havia sido antes. E, claro, nem remotamente engraçado. Eu ganhei o ‘Writer’s Guild Award’ de melhor roteiro de drama por este episódio, fazendo-o um marco em minha carreira eternamente. Gosto de pensar que lá no fundo, escrito no DNA, a máquina que codifica a voz de um escritor esteja localizada entre esses dois pólos. Uma comédia de humor negro absurda sobre personagens de quadrinhos sadios (anteriormente). E uma morte grave, o mais sombria que você puder, um drama sobre um herói torturado, forçado a fazer coisas terríveis para salvar vidas. Ambas subversivas a sua maneira, com resultados decididamente diferentes”

7. Peter Nowalk – How to Get Away With Murder: ‘Quem matou Lila’.   

Eu não deveria descrever isso como o que mais gostei de escrever para Murder – É mais como algo que eu detestei escrever, mas amei uma vez que finalmente foi ao ar. Falo da revelação de quem matou Lila. Eu escrevi cerca de dez versões diferentes – onde Sam matou Lila, onde Rebecca a matou, onde Rebecca e Griffin a mataram. Eu odiei escrever cada uma delas porque elas estavam erradas – artificiais, óbvias, emocionalmente falsas. Isso é algo que aprendi agora: se algo está muito, mas muito difícil de escrever, significa que não está funcionando. Você deve voltar à estaca zero e descobrir onde tomou o rumo errado.

Nowalk disse que mandou um SOS aos seus roteiristas.

E se você for sortudo e cercado por pessoas mais espertas que você, como eu sou, você terá um escritor chamado Mike Foley que sugeriu um final alternativo muito simples, muito chocante: ‘Talvez Frank tenha matado Lila para pagar um favor que devia a Sam’. Após um minuto sem compreender inteiramente porque Sam faria isso, eu caí em mim e percebi que era perfeito. Algo que não fazia sentido, mas que também fazia total sentido. Como se tivéssemos configurando isso por todo o tempo. Então, sim, todo esse processo foi uma tortura, mas agora que acabou, é uma das coisas que mais gostei de termos feito na primeira temporada.”

8. Michelle Ashford – Masters of Sex: ‘Betty na season premiere’. 

“Com certeza, uma das minhas frases favoritas dentre tudo que já escrevi, vem do piloto de Master of Sex. É quando a prostituta Betty está com Masters e ele fica chocado e confuso ao saber que as mulheres fingem orgasmos. Ele diz, muito nervoso, ‘Fingir um orgasmo é uma prática entre as prostitutas?’ e Betty responde ‘É uma prática comum a todos que tem uma boce**’.

Eu gosto muito da fala de Betty. Não foi apenas uma frase irrelevante, há muita verdade por trás dela, o que sempre me agradou, mas também muitos do nosso elenco e equipe naquela hora, incluindo o diretor John Madden e o ator Michael Sheen, eram britânicos. E na Grã-Bretanha, chamar alguém de ‘twat (boce**)’ é um grande insulto e mais vulgar do que qualquer coisa. Por isso foi recebido com um justo impacto e, parece que sempre há risadas quando exibimos essa cena.”

9. Kerry Ehrin – Bates Motel: Uma fala de Norma Bates.

Ehrin cita como uma das falas favoritas das quais escreveu, uma dita por Norma Bates no episódio piloto de Bates Motel.

“Após a mãe de Norman matar o homem que a atacou, ela está convencendo Norman que eles não deveriam chamar a polícia, mas sim, se livrar do corpo. Norman protesta e ela ressalta, de forma emotiva, que eles estão prestes a abrir o motel e que ele ganharia uma péssima notoriedade sendo o cenário daquela violência. Ela grita com Norman: ‘Quem vai querer reservar um quarto no motel do estupro-assasinato?’ Vera Farmiga, é claro, criou um tom que era ao mesmo tempo comovente e hilário. Foi uma das primeiras falas da série que realmente ajudou a estabelecer aquela inesperada qualidade ‘fora da curva”

1o. Rob Thomas – Veronica Mars. Cena Inicial.

Thomas cita a sequência inicial que escreveu para o piloto de Veronica Mars. Mas não, não estamos falando da que foi ar. Na época, as cenas iniciais que Thomas planejou foram cortadas do episódio, o que o magoou profundamente.

“Quando escrevi o ‘cold open’ para o roteiro do piloto de Veronica Mars, eu tinha duas missões. Primeiro, torná-lo gritantemente noir. Queria que a sequência inicial tivesse o máximo possível de elementos que definissem o gênero: cena noturna, neón refletindo no pavimento molhado, local decadente, a narração desanimada e misantrópica no estilo Raymond Chandler, o tempo deslocado, um detetive particular no centro do programa. Minha segunda missão era definir Veronica. Eu queria que as pessoas percebessem que aquela menina de 17 anos havia visto alguma merda real. Nós não saberemos que ela foi estuprada ou que sua amiga foi assassinada, até avançarmos no episódio, mas era importante para mim que ela soasse como alguém que você ‘não deve mexer’. Eu queria ficar o mais afastado possível de Nancy Drew. O diretor do episódio, Mark Piznarski, filmou essa sequência de abertura ‘como o inferno’. Ficou tudo como eu queria.”

Mas segundo Thomas, durante o processo de edição do piloto, eles foram informados que segundo a direção ‘uma série escolar deveria ter a abertura na escola’. Então ao invés da sequência criada por Thomas,

“Acabamos com uma tomada de Veronica dirigindo para a escola e saindo de seu carro. Eu tinha cerca de 10 segundos de imagens para expressar o sentido da série e ao invés da narração no estilo Raymond Chandler que eu tinha escrito originalmente, Veronica disse algo como ‘Aqui é por onde vou para a escola. Outros jovens trabalham na Gap e Taco Bell. Eu não. Eu sou uma detetive particular.’

‘Cortar aquela abertura me magoou muito. Se há algum conforto, consegui usar minha abertura original no DVD e nos downloads digitais’.

11. Jennie Snyder Urman – Jane the Virgin: Episódio 1×02. 

“Meu episódio favorito, de longe, é o segundo – o primeiro após o piloto. Apesar de haver outros que sejam mais engraçados, outros que tenham maiores momentos ‘aha’, outros com maiores cliffhangers, este episódio é o que tem mais significado, pois provou (tanto para mim como para a audiência, eu acho) que a série tinha ‘pernas’ além da premissa inicial. Como nosso piloto foi bem recebido, eu senti muita pressão no que entregaria no 1×02 – especialmente porque diversas reviews terminavam com a pergunta: ‘A série será capaz de sustentar esse tom?’ E eu queria que a resposta fosse sim.

Ele também possui uma de minhas cenas favoritas: Na varanda, Jane desabafando com a mãe sobre como ela não estava pronta para ser mãe. Eu sabia o quanto era realmente importante diminuir o ritmo da série e dar a Jane um espaço para ter uma reação verdadeira, fundamentada e emotiva à inseminação acidental. Mas o que eu não poderia ter antecipado foi a performance de Gina Rodriguez. Tão emocional, tão vulnerável, tão real, tão comovente… Ela foi tão extraordinária que não cortamos a cena uma vez sequer”.

12. Marlene King, Pretty Little Liars: Season 4 finale.

“O episódio 4×24 foi o mais gratificante de PLL que escrevi desde o piloto. É raro, durante o processo, ter um momento de ‘círculo fechado’, justamente o que esse episódio foi para mim. Ele proporcionou o encerramento de histórias introduzidas quatro anos antes. Foi tão gratificante para mim como foi para os fãs. Em uma série que introduz tantas perguntas, os episódios de respostas vêm fácil porque sabemos as respostas quando começamos as histórias. ”

13. Bill Lawrence, Scrubs: Piloto.

“O que eu mais gostei de escrever foi o piloto de Scrubs, porque foi a primeira coisa que escrevi de minha inteira sensibilidade. Eu não estava escrevendo para outra pessoa, eu escrevi para mim”.

14. Chuck Lorre, Roseanne.

O criador dos sucessos ‘The Big Bang Theory’ e ‘Two and a Half Men’, escolheu um episódio que escreveu há vinte anos para a série Roseanne.

“O personagem de John Goodman, Dan, está com problemas financeiros e precisou engolir seu orgulho para pedir um empréstimo a sua cunhada, Jackie (Laurie Metcalf). Essa cena foi memorável por diversas razões. Primeiro, me ensinou que a comédia pode estar confortavelmente ao lado de emoções difíceis (uma lição que usei mais tarde no piloto de Grace Under Fire, e depois em Mom). Em segundo lugar, eu experimentei o constrangimento e a vergonha de ter que pedir um empréstimo a membros da família, então isso foi uma parte pessoal na escrita. E finalmente, eu estava simplesmente atordoado que atores do calibre de Goodman e Metcalf iam realmente dizer as palavras que eu havia escrito, fazendo-as ganharem vida além de minhas expectativas.”

15. Bryan Fuller, Pushing Daisies: Piloto.

O roteirista de Pushing Daisies, diz que projetou seu piloto (Pie-lette) de forma que estivesse repleto de tudo que ele adorava.

“Como era uma história sobre reviver uma vida, através de circunstâncias milagrosas, para mim era necessário preenchê-la com cães, mel, zumbis, tortas e Kristin Chenoweth, assim seria sempre um refúgio que eu pudesse abraçar.

Foi uma experiência muito especial e todo o processo do piloto com Barry Sonnenfeld foi incrível porque eu me sentia protegido por Barry a visão que ele tinha do roteiro. Então eu sabia que não precisava me preocupar com os detalhes porque ele já era bastante meticuloso com eles. Eu me recordo que filmar esse piloto foi muito relaxante – entre as tomadas e configurações das câmeras, eu estava lendo ‘Guerra Mundial Z’, relaxando e aproveitando a experiência sem o pavor de ‘Oh meu Deus é isso que vão fazer? Isso é bom o bastante?’. Nada disso. Estava tudo atenuado pela confiança que Barry tinha naquele mundo, e também na sua energia e sagacidade. Foi realmente uma combinação perfeita entre roteirista, produtores e diretor. Ficou um piloto encantador e é, provavelmente, a experiência de minha carreira que mais gostei até agora.”

16. Neal Baer, E.R:

“Minha cena preferida é uma que escrevi para Clooney em ER – no episódio ‘Whose appy now’. Clooney está em uma encruzilhada. Ele sempre lutou contra as probabilidades para salvar a vida de crianças a qualquer custo. E então ele está tratando um jovem rapaz, 17 anos, que em estágio final de fibrose cística e quer ter permissão para morrer com dignidade. Isso vai contra tudo que o personagem de Clooney, Doug Ross, acredita. Todas as crianças deveriam ser salvas, pelo menos era o que ele sempre acreditou, e ele era o herói que fazia isso.

A personagem de Laura Innes o desafia: ‘salvar a vida do garoto é sobre o que ele quer ou sobre o que a criança quer?’ Este é um momento crucial para o personagem de Clooney na série, e ele resolve deixar o jovem rapaz ter uma morte digna. Infelizmente, quando o rapaz dava seu último suspiro, sua mãe intervém e obriga Clooney a intubar seu filho – ela tinha esse direito, pois o filho ainda era menor de idade.

Clooney fica furioso com a mãe o obrigando a reanimar o rapaz contra sua vontade. É um momento incrível de maturidade para o personagem e eu tive uma explosão ao escrevê-lo. Eu sempre adorei personalizar questões éticas através das batalhas dos personagens, e tanto ER, como SVU e agora, Under the Dome me permitiram fazer isso. E o ápice desse episódio foi quando o garoto, agora ligado a tubos de respiração, vê Clooney e lhe mostra o dedo médio. Eu negociei por muito tempo para a NBC permitir que o menino fizesse aquele gesto ‘obsceno’. Eu me pergunto se poderíamos fazer isso hoje em dia”.

17. Greg Berlanti – Everwood: Episódio piloto.

O roteirista de sucessos como Dawson’s Creek, Everwood e Brothers & Sisters, escolheu um momento de Everwood. “O que eu mais gostei de já ter escrito foi, provavelmente, a briga de Andy e Ephram no piloto de Everwood. Acho que é porque aquele foi o primeiro programa que criei para a TV e foi a primeira cena que fiz que me fez perceber, que por ventura, aquilo era um programa e podíamos ter uma briga real entre pai e filho na televisão. E de certa forma, tudo o que tive a sorte de fazer depois, é porque aquela série funcionou. As pessoas ainda vêm até mim e dizem que provavelmente eu nunca vá escrever nada melhor e eu fico totalmente bem com isso.”

A lista completa você pode ver aqui.

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