
Caos, batatas fritas, caos, eu te amo.
Spoilers Abaixo:
O foco de “Good Fries Are Hard to Come” está em Amelia, cuja vida anda um caos. Logo de cara vemos a médica em uma reunião do AA fazendo piadas sem graça e tentando convencer a si mesma de que está se recuperando bem. A sequência de mentiras sobre o apartamento, a cozinha e a volta ao trabalho é engraçada e mostra como Amelia tende a fugir de seus problemas vivendo de aparência.
Se seus colegas de trabalho não a conhecessem tão bem, talvez ela conseguisse fingir por mais tempo, mas é claro que não rolou. Rapidinho eles arrumaram um jeito de movimentar a vida da moça com uma série de encontros, todos furados.
Quem nunca saiu com um cara que se achava, com um carente que só falou da ex ou com alguém que não rendeu assunto que atire o primeiro mouse. O único lado bom dessas roubadas realmente é dar às amigas a oportunidade de racharem de rir da nossa cara.
Depois de pagar várias contas e decidir parar com a busca por um novo amor, eis que surgem as batatas fritas. Aí a gente percebe que PP tá tão sem continuidade que precisou resgatar duas cenas sei lá de qual episódio para nos lembrar da história das batatas, mas, tudo bem, o desfecho foi bem divertido e fez todo sentido. Afinal, é supernormal grávidas toparem com milhões de propagandas de coisas para bebês; pessoas querendo comprar carro verem várias propagandas de concessionária e Amélia procurando um novo amor assistir justamente a uma propaganda de batatas fritas.
Desde sempre, esteve na cara que Amelia e James engatariam esse romance e foi divertida a forma como aconteceu. É engraçado como ele saca todas as estratégias dela e a desarma o tempo inteiro.
Aproveitem e aprendam, meninos. A mulher deixou pagar a conta, tá no papo, e se você quiser deixá-la maluca, finja que não tem um pingo de interesse em passar para a etapa dos amassos. É loucura, baixa autoestima e desespero na certa. Tanto desespero que um beijinho fez Amelia ir correndo para a triste prateleira de camisinhas. Para mulher a prateleira é triste, vai. Aquele tanto de opção não faz muito sentido para a gente, portanto, rapazes, pode ser uma boa ter sempre a camisinha por perto. Se bem que a sugestão da Dra. King de testar todas não é má ideia (ui, #ficadica).
É logo depois dessa aula sobre camisinhas da Dra. King que descobrimos porque boas fritas são difíceis de encontrar. O que é o tanquinho de James, minha gente? Aposto que você também estava perdendo o fôlego quando os traumas de Amelia resolveram cortar o clima. Assim como ela, pensei que ele fosse pular fora, mas James é “really, really good fries!”. Mais fofo impossível.
Esse episódio está cheio de dicas úteis, tá aí um bom jeito de conhecer alguém, na cama. Conversas, brincadeirinhas, sexo, conversas, brincadeirinhas, mais sexo e por aí vai, até eles decidirem sair do quarto para entrar na zona de perigo que é envolver a família. É fato que a chance de dar merda é gigante e deu.
Clichê total essa história de que antes do “final feliz” tem que rolar um belo drama. James realmente é um fofo porque não é fácil não. Eu gosto de como ele sempre tenta esclarecer as situações sem agir por impulso. Pelo menos não passa pela vergonha de ter que pedir desculpas por conta de um pití que tinha tudo para ser desnecessário se não tivesse servido para Amelia perceber que o mundo não gira em torno dela, que todos os seus amigos têm problemas e que estão todos enfrentando esses problemas com maturidade.
Ela acaba descobrindo em Violet uma possível grande amiga e levando do Sheldom o “tapa na cara” que precisava para entender que seu medo de ser feliz e a sua mania de ver problemas em tudo poderia ter acabado com seu relacionamento com o senhor “really good fries”. Ainda bem que para cada problema que ela arruma, ele tem uma solução. Isso acaba por contagiar Amelia, que descobre, graças a Deus, que a mente fica bem quando se conserta o coração.



















