Michael fugiu da prisão, Abu Ramal está morto e a identidade de Poseidon foi revelada… E agora, o que nos resta na 2a parte dessa temporada de Prison Break?

Esse 4º episódio teve um ritmo intenso. Para os que achavam que a série iria se alongar na trama sobre as estratégias e percalços de uma nova fuga da prisão – após a tentativa frustrada na última semana – fomos surpreendidos com a conclusão da saída de Michael e seus companheiros ainda na metade inicial da temporada. Uma decisão que carrega os prós de agilizar e dinamizar a série, mas traz juntos o desafio de fazer a história acontecer fora dos muros prisionais. E é nesse cenário, longe das grades, que a série encontrou muitas dificuldades em sua 4ª temporada.

Conforme apresentado anteriormente no material de divulgação de seu retorno, essa 5ª temporada  de Prison Break vai muito além da fuga de Ogygia, pois agora os irmãos Burrows Scofield precisam fugir de um país e alcançar outro continente. Para voltar aos Estados Unidos eles deverão enfrentar um país tomado pelo ISIL em que os dois acabam de ser declarados assassinos do seu maior líder. Então, acredito que a série deve embarcar agora em uma dinâmica semelhante a 2ª temporada, porém mais grandiosa. Eles são inimigos declarados de terroristas islâmicos bem como de um dos grandes agentes secretos dos Estados Unidos. Definitivamente, as definições de fuga precisarão ser atualizadas.

Todo o processo da fuga de Michael, Whip, Ja, Sid e Abu Ramal foi interessante de acompanhar, desde a inconveniente necessidade de incluir o terrorista no plano à aflição de vê-lo na tentativa de retirar os pinos da cela de Michael e toda a rebelião que se instaurava para além das solitárias. Com a aproximação dos homens de Ramal, os próprios policiais de Ogygia se viram obrigados a abandonar o local o que propiciou ainda mais a fuga de Michael e a concomitante entrada de Lincoln na prisão ainda que ali ele tenha sido desnecessário.

Esse episódio também funcionou para potencializar nossa ligação com o, até então descartável, Whip. O personagem tornou-se um alívio cômico a cada revelação que descobria sobre Michael e isso ajudou na quebra de uma tensão contínua que se estendeu por quase todo o episódio. O coreano Ja com seu vício e sua fome desnecessárias ainda não mostrou a que veio, mas foi importante no plano de Michael para tentar despistar Ramal em mais um daqueles momentos que o Scofield parece estar com os pensamentos sempre a frente de todos. Acredito que toda aquela história sobre o Ja possuir as cinzas de Freddy Mercury (WTF!) que vimos no 2º episódio, ainda será útil mais à frente. Assim como os fugitivos de Fox River tiveram Abruzzi, Ja pode ser uma importante fonte financeira na fuga do Iêmen.

Apesar de não ter sido de grande ajuda dentro de Ogygia, Lincoln foi imprescindível no primeiro grande embate no Iêmen. Sem entrar no mérito de termos visto uma cena com um CGI pífio foi a partir daí que tivemos o melhor momento desse retorno. O abraço emocionado de Lincoln e Michael.

“He is my brother. He is my brother”

A cena mexe com sentimentos nostálgicos mais profundos dos fãs de Prison Break e é difícil não se emocionar. Acredito que seria ainda mais forte e impactante se não estivesse presente no trailer da temporada, pois a maior parte do público – ávida por qualquer imagem da produção – já havia tido a oportunidade de ver essa cena ainda que fora de contexto. Esse foi um daqueles momentos que Wentworth Miller transmitiu toda a emoção em sua voz embargada e feições sofridas ofuscando a atuação meia-boca que o intérprete de Lincoln, Dominic Purcell, tem oferecido.

Se esse reencontro era tão aguardado como esperado, por outro lado a morte de Ramal foi bastante surpreendente. Eu não acreditava que ia acontecer tão cedo e menos ainda pelas mãos de Whip (que episódio importante para o personagem!). Minhas apostas eram que ele seria um grande antagonista que os irmãos precisariam vencer antes de enfrentar o embate final contra Poseidon. Dessa forma, sua morte foi uma surpresa bastante positiva pois deixa a situação dos protagonistas extremamente complicada no país e traz incerteza acerca dos rumos da série.

Saindo do Iêmen e chegando aos Estados Unidos, vimos Kellerman ser morto novamente e dessa vez parece que é para valer. Eu ainda não consegui compreender tamanha motivação de T-Bag em ajudar Sara, talvez o ressentimento que nutre por Kellerman tenha sido um propulsor, mas ainda me parece uma motivação frágil. De qualquer forma, foi interessante ver o diálogo entre os dois relembrando-nos que Michael, Lincoln, Sara, Mahone, Sucre e C-Note receberam imunidade, mas T-Bag voltou – merecidamente – à prisão.

Uma cena que não pode passar despercebida é o diálogo final entre Kellerman e seu assassino, Van Gogh. Ficou bastante claro que ele plantou importantes reflexões na mente do homem e isso pode vir a ser essencial no momento que Sara, Michael e Lincoln estiverem lutando contra ele. Esse momento vai chegar e talvez Van Gogh realize que ‘está matando por mentiras’.

E quem leu a review passada sabe que BINGO!, acertamos a identidade do Poseidon. Ao menos é o que tudo indica. Eu havia sugerido duas possibilidades: Kellerman e Jacob. Esse episódio trabalhou inicialmente com a primeira hipótese e aos poucos fomos vendo a negação dessa teoria. Com a aparição do casal de perseguidores no Departamento de Estado, eu cheguei até a pensar que o agente japonês que os atende (e já havia aparecido no episódio 2) poderia ser o homem por trás dos mistérios de Michael.

Mas o episódio termina com um enorme cliffhanger mostrando que Jacob, o marido de Sara, está conversando justamente com aqueles que atiraram nele e vêm perseguindo Lincoln, Sara, T-Bag e Kellerman. E como falei na ultima review, o fato dele ter sido baleado na perna e deles terem ordens de não machucar Sara, só fortalece a hipótese que Jacob é sim Poseidon. Será que atrás da máscara de um economista comum esconde-se o famoso agente duplo da CIA que preocupado com a política externa da Casa Branca age à sua maneira? Será Jacob o merecedor de algo pior que o Inferno, como Kellerman afirmou?

Encerramos nesse 4º episódio um arco definitivo dessa nova temporada. Agora é hora de Michael dar explicações ao irmão (e a nós), enquanto eles fogem de uma Guerra contra a ISIL e contra Poseidon.

Frase do episódio

“There is time for everything. I need help” (T-Bag ligando para a emergência)

REVISÃO GERAL
Nota:
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prison-break-5x04-prisoners-dilemmaEsse 4º episódio teve um ritmo intenso. Para os que achavam que a série iria se alongar na trama sobre as estratégias e percalços de uma nova fuga da prisão - após a tentativa frustrada na última semana – fomos surpreendidos.