
Prison Break volta nessa semana com “Quiet Riot”, mais um dos episódios eletrizantes dessa quarta temporada. A festa da semana passada aparentemente acabou.
Spoilers Abaixo:
Muita gente estranha e critica meus comentários detalhadamente ácidos sobre a série. Mas deixa eu dizer uma coisa: eu gosto demais de Prison Break. É uma série com atores bons, com trama (no mais das vezes) sólida e ação constante. Se eu não gostasse de PB, não a tinha defendido (com uma vitória arrasadora, diga-se de passagem) na Batalha das Séries contra Chuck.
As pequenas falhas e escorregões que se amontoam em PB já caíram nas graças dos milhões de fãs que a série tem pelo planeta – a gente já sabe que algumas coisas não vão estar no lugar, mas isso não nos impede de curtir cada momento da aventura. Esses são os pontos altos, baixos e interessantes de “Quiet Riot”:
1. A Gretchen de colegial foi um show a parte. A personagem já se desvirtuou completamente, mas quem liga? Os marmanjos que acompanham PB a cada semana não desgrudaram da tela por um só segundo.
2. Falando em Gretchen, o que é essa relação simbiótica dela com o T-Bag? Eu caí na risada quando, após o T-Bag ter dito a velha frase: “just leave Scofield for me”, a Gretchen passou o dedo na bochecha dele ao melhor estilo Bóris e Natasha (Rocky e Bulwinkle, anyone?).
3. Na mesma cena, perceba que a Trishanne saiu da recepção pra ir com o Self no endereço que a Gretchen e o T-Bag falaram pelo telefone. Aí eu pergunto: quem é mesmo que ficou atendendo os telefonemas da GATE enquanto a Trishanne tava fora?
4. Toda a organização e o desenvolvimento do plano pra pegar Scylla foram bem legais. Adrenalina ao máximo, a gente acompanhando cada passo e a cada segundo. Até da semi-queda do Sucre, descaradamente pra manter a audiência ligada, eu gostei. Foi o bom e velho jeitão PB de fazer drama.
5. Eu e você não conseguiríamos ter sacado essa, claro. Mas o Michael, após ter passado por lasers, sensores de temperatura, pressão e som, paredes de concreto e minas terrestres, me pareceu tão tranqüilo botando as mãos em Scylla. Pense: como é que a sala de vidro em que fica Scylla não teria proteção interna? Perceba que toda a proteção fica para o lado de lá do vidro, onde já existem concreto, minas e, bem, metros e metros de subsolo. Só que essa, pelo tumor do Michael, dá pra engolir: eu lembro do Burrows dizendo que a mãe dele perdeu gradativamente a noção das coisas por volta da idade que o Michael tem.
De resto, o episódio foi bem legal. Toda a movimentação, a adrenalina, o suspense na hora da travessia até Scylla. Esse cliffhanger do final foi de matar – fiquei me sentindo num daqueles programas do João Kléber. Só faltava o Michael olhar pra câmera e dizer: “Pára tudo!”. Hahahahaha…
P.S.: Essa é a última temporada, ao menos em tese. Portanto, aguardem eventos dignos de última temporada! É ação até dizer chega.
P.S.2: Querem uma dica sobre o que vai acontecer semana que vem? Procurem na Internet o título do próximo episódio. 😉
P.S.3: Ainda consigo comprar o meu no crediário. :/













