
Sem preconceito…
Jennifer Lopez, casal lésbico interracial, hispânicos adotados e orfã agredida.
Spoilers Abaixo:
A summer season acaba sendo um ótimo momento para ver ou rever temporadas anteriores de séries aclamadas e queridas, além da expectativa para o retorno de veteranas como Pretty Little Liars, True Blood e Dexter. Assim sendo, confesso que das novas séries, “The Fosters” era aquela que julgava ser a menos interessante, talvez pela Jennifer Lopez ser a produtora, talvez pelo elenco teen-Disney-Nickelodeon, talvez pela fama água-com-açúcar da ABC Family, ou todas as alternativas anteriores. Esse preconceito fez com que o episódio-piloto superasse minhas expectativas.
A série apresenta neste piloto alguns dos dramas existentes nesta família nada tradicional. Temos a família Foster formada pelo casal lésbico Stephanie e Lena, o filho biológico do primeiro casamento de Stef, Brandon e um casal de gêmeos hispânicos adotados, Jesus e Mariana. Logo no início, somos apresentados à Callie, uma garota vinda da Fundação Casa dos EUA, que é aceita pelas Foster a fim de passar algumas semanas em sua casa.
A chegada de Callie lembra um pouco a aceitação do Ryan pelos Cohen em “The OC”, e assim como Ryan, certamente a temporada de Callie na casa das Foster será definitiva. Achei engraçada a expressão de Callie ao ver as duas mães se cumprimentando com um selinho, ela pergunta ” vocês são sapatões?” e um dos filhos responde “a gente prefere trata-las como pessoas mesmo”. Quebrou o gelo, né?
A química das protagonistas funciona bem e ambas conseguiram transmitir a preocupação pela integridade dos filhos. Até o ciúme surge quando Lena descobre que Stef terá o seu ex-marido, Mike, como parceiro na polícia e fica respondendo à Stef apenas com sons, ótima cena.
Então a gêmea adotada queria conhecer a mãe biológica, mas agora não quer mais? De repente ela e o irmão querem conhecer a mãe, mas daí não querem mais? Calma! Ela quer sim conhecer a mãe, e ainda vai conseguir dinheiro pra ela vendendo os remédios roubados do próprio irmão. Resultado óbvio: Ana, a mãe biológica, só queria o dinheiro da pobre garotinha.
E Brandon tinha a audição final pela qual ele se preparou bastante, ele até compôs uma música pensando na família “comum” que ele tem, mas como a órfã fujona que ele conheceu um dia antes, usou o seu celular sem permissão e quer ir atrás de um tal de Jude, nada mais justo do que acompanhá-la e desistir da audição. Um pouco injustificado, mas no ônibus ele fica sabendo pelo que Callie tem passado e então, temos o conflito final, que termina como esperávamos.
Ao fim, tudo encaminhou para uma aproximação dos personagens. Desfecho bem simples, mas com muitos dramas individuais a serem trabalhados nos próximos episódios. Potencial, essa série possui.
Você sabia? O Progama Foster existe nos EUA e funciona como uma fase intermediária entre o orfanato e a adoção, assim, o menor aprende a conviver em uma família (temporariamente) para estar mais preparado para a adoção.
Você sabia2? O ator que interpreta pessimamente o Mike, ex da Stephanie, é o mesmo que faz aquele amigo do Leonardo di Caprio no filme Titanic.














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