Volta o Kevin Williamson arrependido… Com suas orelhas tão fartas… Com seu osso roído… E com o rabo entre as pernas!!
Kevin Williamson é ou não é, o cara? Sério! Tem alguém com mais dedo em séries hoje em dia que ele? Ok, tem Shonda Rhimes, Ryan Murphy e quem mais? Eu cheguei a conclusão que o Kevin Williamson e o Ryan Murphy são muito amigos e os dois são a Shonda Rhimes de calças. Claro que um pouco mais perturbado. Kevinzito tem uma certa fixação por serial killers, stalkers, cultos e afins. É uma pena que a sina de Kevin seja acertar na entrada e (me desculpem a linguagem esdrúxula) cagar na saída.
Basta lembrar algumas produções com o seu dedo para entender o que eu quis dizer ali em cima. Meu primeiro contato televisivo com o Kevinzito foi através de Dawson’s Creek, aquela belezura, que em minha singela opinião foi uma das melhores séries com temáticas adolescentes ever, perdendo somente para Roswell, é claro. Mas tudo que o riacho do Dawson tinha de mágica, especial e linda no começo virou ódio e pavor no final. [Spoilers sobre Dawson’s Creek] Sim, ainda não engulo e não consigo entender Pacey-Joey. Não mesmo. E a morte da Jen então? Nunca. [/Spoilers sobre Dawson’s Creek] Podemos dizer que foi ali que Kevinzito começou sua (longa) tendência de começar uma série de maneira avassaladora e terminar de maneira sofrível? Ou, quem sabe, de abandonar séries como quem troca de roupa? The Vampire Diaries e The Following estão aí como evidências B e C. Portanto, me reservo o direito de ser um pouco cética a respeito de Stalker, sua mais nova empreitada televisiva, agora na CBS.
Mas o que interessa mesmo é que, depois que The Following não atingiu o resultado esperado, é com Stalker que Kevin Williamson dá mais um passo em seu porto seguro, mentes perturbadas. E não é por acaso que é essa a série que nos faça lembrar mais de outros clássicos da carreira dele, como “Pânico” ou “Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado”. Vai dizer, a primeira aparição do stalker dessa semana imediatamente te fez lembrar do Ghostface, um dos mais “carismáticos” serial killers cinematográficos, não é? Kevin já havia tentado atingir essa mesma vibe com Joe Carroll e seus seguidores em The Following, mas aqui ele foi ainda mais feliz.
De acordo com a minha amiga Wikipedia, “Stalking” é o nome dado à atenção não desejada ou obsessiva de um indivíduo ou grupo direcionada à outra pessoa específica. Aqui em Stalker, a série, acompanharemos os casos de “stalking” investigados pela “Threat Assessment Unit”, que é uma unidade dentro da Polícia de Los Angeles. Além de voltar ao seu porto seguro, Kevin Williamson também entrega a sua série mais procedural. Quero avisar de imediato que tenho uma certa relutância e até mesmo uma certa confusão com o termo “série procedural”. Afinal, hoje em dia basta ter caso semanal e já é considerada procedural, certo? Sendo assim, até Doctor Who é procedural, estou certa? Se estiver, posso dizer para vocês: amo/sou/respiro séries procedurais!!!
Bom, procedural ou não, o fato é que em Stalker veremos, a cada semana, os efeitos dos casos investigados pela equipe de detetives liderada por Beth Davis (a sempre linda e diva Maggie Q) e Jack Larsen (Dylan Mcdermott). Efeitos esses que não serão somente nas vítimas, mas também naqueles que investigam. Beth e Jack já chegam carregados de segredos que serão explorados no decorrer da temporada. Inclusive, Jack Larsen deixa claro que as coisas não são tão simples no mundo dos stalkers. Stalkear (inventei essa, né?) ex-amante pode?
Não assisto séries procedurais. Não por ter preconceito com elas, de jeito nenhum. É simplesmente porque pelo pouco que entendo sobre, sei que duram anos e anos (pelo menos as que eu sei que são procedurais “de raiz”, como as CSIs da vida) e hoje em dia eu não tenho mais tanta paciência assim. Sendo assim, não tenho como comparar Stalker e também não estou dizendo que a série durará anos, mas há sim uma certa parcela da audiência que anseia por séries desse tipo.
Mas, mesmo não entendendo muito sobre séries procedurais, posso dizer que falta um pouco de feijão no arroz de Stalker. Faltou história, o roteiro foi previsível e sobrou clichê nesse piloto. Vou além, e digo que as altas pitadas de misoginia me incomodaram demais nesse episódio. Tudo bem que Dylan Mcdermott é charmoso, mas precisava ser tão falastrão daquele jeito?
Sei que ainda é cedo para falar, ainda mais sobre uma série que certamente abusará das reviravoltas. E não, não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim (obrigada Lulu Santos). Não foi nada além do esperado. O tema é interessante e bem atual, mas será que é capaz de prender audiência? Ou melhor, se tornar sinônimo de qualidade? Digo que, baseada no piloto, não faço a menor ideia. E assim, de uma forma masoquista, digo que essa incerteza despertou uma certa curiosidade em mim e assistirei pelo menos mais dois episódios. Mas, infelizmente, tenho a consciência que Stalker não será a série da minha vida e muito menos a melhor estreia da temporada. Mas fica a pergunta, entreter ao menos?
Mas quero sim, falar sobre Maggie Q. Porque ela é linda e continua mostrando que pode quebrar você em três, usando somente o dedo indicador da mão esquerda. E mesmo com as coisas que me incomodaram, consegui ver uma química muito agradável entra Maggie e Dylan. Mas também foi só, porque como já disse, faltou muito nesse piloto.
O que eu espero para o futuro de Stalker? Mais história. Menos misoginia. Mais Maggie Q, sempre. Ghostface, talvez? Mas, principalmente que Kevin Williamson não abandone o barco no meio, ou pior, fique e (me desculpem de novo) cague no final. É pedir demais?















