
A vida do presidente como você nunca viu antes.
Spoilers Abaixo:
1600 Penn é a nova comédia da NBC, que na verdade estreará oficialmente dia 10 de janeiro, mas teve um preview especial depois do episódio de The Voice nessa semana. Uma boa estratégia, mas será que valeu a pena?
A série mostra a rotina da primeira família americana. O presidente Dale é interpretado por Bill Pullman (Independence Day), sua esposa é a sempre ótima Jenna Elfman (Dharma and Greg), que na verdade é a madrasta de seus quatro filhos, sendo os mais importantes Skip (Josh Gad, que também é um dos criadores da série) e Becca (Martha MacIsaac), o filho mais velho e a filha perfeita.
Só com Pullman e Elfman no elenco, já devíamos dar um aleluia por estarmos assistindo dois ótimos atores em uma simples comédia, mas o destaque não foi para eles. Skip é o filho mais velho do presidente e é o único que brilha durante todo o episódio. Seu papel é de um besteirol, que simplesmente não consegue se formar (ele está na universidade há sete anos) e que consegue arrumar mais problemas do que soluções. Isso e claro, possui uma vocação inexplicável para provocar incêndios.
Ele basicamente rouba todas as cenas, principalmente quando ele inocentemente começa a falar mal do presidente do nosso grande país, o Brasil e acaba ajudando o pai no final. Infelizmente, não teve nenhum choque ou inovação no episódio: era uma fórmula certa. Skip era o underdog, a ovelha negra da família e simplesmente conseguiu, de maneira involuntária, agradar o pai, que deve amar muito o filho, já que nem o colocou de castigo na primeira oportunidade. De qualquer forma, o episódio é bastante previsível do começo ao fim.
A série lida, então, com todas as maluquices que acontecem com essa família, por obviamente estarem no olho do público por serem a primeira família dos EUA e também por ser bastante disfuncional, mas a série também traz uma pitada de política, e claro que os roteiristas precisavam colocar como vilão do episódio o Presidente do Brasil e precisavam também mostrar que conhecem bastante nosso país, o colocando com um sobrenome totalmente espanhol.
Porém, serei bem sincero: o episódio é fraco na parte cômica. Não há muitos momentos engraçados e não há piadas elaboradas. Com o começo do episódio, por se tratar de uma sátira, achava que estava distante de uma Veep 2.0 só que mais burra. Estava errado. Estamos BEM distantes de Veep.
Não sou de comparar séries, mas outra comparação que até a própria emissora deve ter feito na hora de aceitar o piloto foi com Modern Family. Não há duvidas de que a NBC está tentando capitalizar com a fama da série popular, mas convenhamos que 1600 Penn ainda precisa tomar muitos esteróides para conseguir tal feito.
Não há duvida, porém, que estamos diante de um dos melhores elencos da TV. Jenna Elfman é conhecida por seus papéis cômicos e conseguir entregar bons personagens toda série em que estrela não é uma proeza comum. A atriz que faz a filha brilhante também entregou uma boa performance, mesmo que a personagem dela seja completamente afetada, odiando a madrasta com todas as forças e querendo passar a imagem de santinha, sendo que na verdade, foi a primeira filha a ficar grávida.
Vale lembrar que uma comédia não é um drama e por isso funciona diferente, demora mais tempo para acertar o ritmo e para desenvolver seus personagens. Por mais que tenha sido fraco e que metade do elenco não tenha sido bem utilizada nesse episódio, 1600 Penn é chamativa e mesmo que não seja inovadora, possui um potencial tremendo e com certeza vale a pena acompanhar por mais alguns episódios.


















