
Alguém me explica esse episódio?
Spoilers Abaixo:
Porque eu não entendi o que eles tentaram fazer, só sei que eu não gostei. Pan Am é uma série feita para nos divertir, pelo menos deveria ser, então não adianta querer ser extremamente séria as custas de fatos reais, parte da história mundial que realmente aconteceu, ainda mais quando eles fazem isso de uma maneira nada agradável, e sim, confusa.
Como já mencionei diversas vezes, Pan Am cospe informações, é tudo muito rápido, mas a diferença nesse episódio, é que dessa vez, realmente ficou confuso. E o recurso utilizado de contar a história de trás para frente não ajudou muito. Chegou um momento em que esqueceram que era assim que a história estava sendo contada, e então não conseguíamos mais identificar a diferença de passado e presente.
Com excessão da Colette, nada me empolgou, nem mesmo as aventuras da James Bond/comissária. Admito, acho que ainda estou apegada a Bridget Pierce, senti a falta dela.
Tudo aconteceu durante a visita do então presidente John F. Kennedy a Berlim – Alemanha em 1963, visita em que ele fez um dos seus mais famosos discursos, sendo, esta a parte mais mencionada: Há 2 mil anos, a frase mais orgulhosa que se podia dizer era “eu sou um romano”. Hoje, a frase de maior orgulho que alguém no mundo livre pode falar é: “ich bin ein Berliner!” (eu sou um berlinense!). Berlim, estava dividida desde agosto de 1961 por um muro construído pelos comunistas. Show a aulinha de história, né? Mas eles poderiam ter aproveitado melhor os elementos disso tudo.
Como já disse, o único plot desse episódio que me convenceu, mesmo assim mais ou menos, foi o da Colette, ela é francesa, adulta em 1963, então claro, que deve ter passado por algum perrengue em relação a ocupação da frança pelos nazistas. Eu gostei da atuação da Karine Vanasse, ela conseguiu mostrar bem como deve ter sido o sentimento daqueles que foram afetados pelo nazismo, aqueles que perderam sua família, amigos. Gostei bastante do final do episódio, em que ela admite que tentou perdoar, mas não consegue e nem deve, concordo com ela. Gostei também da música que ela cantou, não entendi nada é claro, já que não falo alemão, e para falar a verdade nem me interessei tanto para ir atrás (para verem meu nível de interesse por esse episódio), mas gostei do que ela passou ao cantar.
E foi isso!!
Quero deixar bem claro aqui, que eu desisti da Christina Ricci, Maggie Ryan, que seja, acho que me conformei com o fato que essa personagem será a grande porcaria da série. Foi totalmente patético a paixonite dela pelo presidente e as situações em que ela se colocava para “apertar as mãos” dele. Achei tudo sem pé nem cabeça. Ia me interessar mais se ela tivesse se envolvido com o jornalista – Michael. E ainda, para brincar com a minha cara, toda aquela situação perto do Air Force One e o aceninho do presidente, por favor, menos, bem menos!
E a Laura e o co-piloto? Acho que os produtores pensaram “esses dois não estão fazendo nada mesmo, para não ficarem avulsos na série vou fazer eles se pegaram” só pode, porque foi muito do nada e muito sem noção. E eu acho que o Ted vai para cima de qualquer uma, porque eu jurava que ele ia é ter algo com a Maggie.
Quanto a minha personagem favorita, por enquanto, Kate, também não me empolgou essa semana. Gostei sim, da forma como ela desobedeceu seu superior, e foi de acordo com sua consciência, mas claro que ela fez isso, pensando nela, porque qualquer dia ela pode estar na mesma situação da alemãzinha, por falar nisso, alguém lembra o nome dela?
E o Dean, quase não vi ele. Acho que ele também deve estar sentindo muita a falta da Bridget, porque com ela, ele poderia ter mais relevância nos episódios. Pelo menos até ele começar de vez o romance com a Colette.
Pan Am tem que agradecer muito a fotografia e o figurino, porque a qualidade nesses departamentos são sempre uma constante positiva no seriado, e nesse episódio não foi diferente. Senti aquela vibe de muro de Berlin e multidão querendo ver o presidente dos EUA.
Mas acho que precisão se ligar que a série não pode se manter somente em parte técnica, cansei de reclamar por plots mais diferentes e interessantes. Ia gostar se eles começassem a explorar mais as cidades e/ou países em que eles passam, não os acontecimentos. Quero mais glamour!
E a audiência mostra que eu não sou a única descontente com o rumo da série. Queda de 16% no segundo episódio e 27% no terceiro e a palavra cancelamento já começa a ser mencionada.











