Hoje é dia de final antecipada, bebê!

Spoilers Abaixo:

Esta semana o Aprendiz parece ter virado de cabeça pra baixo. Prova dúbia, desempenhos sofríveis e uma sala de reuniões irreconhecivelmente impecável foram as características que se sobressaíram no último episódio, que tentou, sem sucesso, tratar do tema “inovação”.

Realizada em Maringá (PR), a tarefa consistia em implementar as inovações que a dupla achasse pertinentes em uma fábrica de peças de vestuário esportivo e suas respectivas lojas. Teoricamente, seria importante que as melhorias pudessem continuar sendo praticadas pelos responsáveis pelas pequenas empresas após o fim do trabalho das equipes, simulando o trabalho de consultoria do Sebrae.

Vanguarda

Arrumar e identificar o estoque e fazer trabalhos de divulgação e vendas foram as principais realizações de Renata e Janaína (basicamente, de Renata,porque em momento algum vimos Janaína tomando atitudes que fizessem diferença durante a prova). É verdade que a edição foi feita de forma a nos convencer de que foi um trabalho lindo, maravilhoso e impecável, com inúmeros elogios feitos pelo cliente. Mas quando passar o dia fazendo marketing na vizinhança, arrastando pessoas da rua pra dentro da loja e fazendo papel de vendedora e – pasmem! – de vitrine viva forem iniciativas inovadoras é bom começarmos a ficar preocupados. Conforme a prova foi passando, comecei a achar que a edição ia fazer uma pegadinha e que a Vanguarda, na verdade, sofreria uma esmagadora derrota depois desse conceito modernoso de inovação que foi implementado.

Ah, já ia me esquecendo, a Vanguarda também colocou lixeirinhas de reciclagem e fez um Twitter e um Facebook para a marca. De acordo com Cláudio Forner, elas não implementaram tudo o que gostariam, mas deixaram outras ideias como sugestões antes de partirem, coisa que a edição deixou de fora.

Vetor

Uma dupla que parecia imbatível até a semana passada acabou se enrolando durante toda a execução da tarefa. O que foi o questionário elaborado para os clientes? “Você se considera inovador?”, “Você se preocupa com os clientes? E com a concorrência?”. Perguntas que parecem ter sido pesquisadas no Google e não agregariam absolutamente nada ao trabalho das meninas. Para completar, Bruna começa a demonstrar que não havia prestado atenção e repete a primeira pergunta de Daniely. O cliente, que, vale ressaltar, parecia ser dono de uma empresa um pouco maior que a da Vanguarda e não fazia questão de ser agradável com as meninas, reclamou na hora. Fora isso, temos o velho ditado “Quem esquece a pasta não ganha a prova”, não é verdade, Bruna? Ficar distraída e sem foco numa tarefa não combina com quem chega a um top4. Por sorte, ainda havia alguém aparentemente saindo da loja quando ela voltou.

A reorganização dos itens expostos, ideia de Bruna, e as pequenas mudanças implementadas na fábrica com foco em sustentabilidade foram pontos positivos do trabalho das meninas, mas também passaram longe de serem inovações. Houve um desentendimento entre Bruna e a líder Dani que envolvia tempo: Dani queria ser rápida e eficiente, enquanto Bruna acreditava que era necessário calma para fazer um trabalho bem feito.

Pra mim, João Dória deveria ter declarado uma derrota dupla e mandado as quatro para a sala de reuniões, para ensiná-las um pouco sobre inovação. E ensinar também a nós, telespectadores, cujo perfil permite essa linha mais didática no programa. Mas nada disso aconteceu.

O resultado foi uma controversa vitória da Vanguarda, praticamente carregada nas costas por Renata, que, pelo que andei vendo internet afora, ganhou uma grande torcida com essa tarefa. Em terra de cego…

Em uma sala de reuniões composta basicamente por duas ladies, os barracos não tiveram vez. Isso parece ter deixado João Dória mais à vontade, mais autêntico. Pela primeira vez, fiquei satisfeito com o seu desempenho. O apresentador maneirou no discurso “Vocês não prestam pra nada”, não sei se por influência do feedback da audiência ou porque ele mesmo sabia que ali não tinha ninguém incompetente.

A edição mandou bem também, tendo focado a primeira parte da sala de reunião na discussão sobre a tarefa e a segunda parte no perfil das duas candidatas à demissão. Essa organização é importante, é assim que sempre foi, e é assim que deveria ter sido desde o início. Mas o melhor mesmo foi ver Cláudio Forner, consultor do Sebrae e claramente a melhor pessoa para avaliar a prova (como se antes já não estivesse sendo), praticamente conduzir a sala, e com excelência.

Os principais problemas apontados foram o pensar dentro da caixa (“de fósforo”, disse Dória) de Daniely e a falta de foco de Bruna. Bruna foi claramente bem mais visada durante a primeira parte da sala, levando cacetada de todos os lados e tendo vídeos de seu mau desempenho sendo exibidos. Ainda assim, achei que ela reagiu bem, não se descontrolou, não se contradisse, não se resignou e mostrou a que veio. Nem Bruna nem Daniely tiraram de si parte da responsabilidade sobre a derrota, mas é claro que houve pequenos tapas de luva de ambas as partes, com intervalos para a porradaria de Carla Pernambuco em Bruna.  Na hora de votar, porém, enquanto Carla não conseguiu explicar direito porque queria Bruna fora (“acho ela fraca desde o início”), Cláudio Forner derrubou todos os argumentos da conselheira em segundos ao dizer que faltava em Daniely criatividade e perfil empreendedor, o que fez com que as poucas boas ideias de Bruna tivessem sido suprimidas pela líder.

O destaque da segunda parte da sala foi o xeque-mate de Bruna em Daniely ao responder à pergunta sobre por quê a amiga deveria ser demitida. Acho que, nesses segundos finais, ela virou o jogo em seu favor. Mas claro que o voto do Cláudio deve ter contado muito para a decisão de Dória, que decidiu demitir Daniely (nem a própria Bruna acreditou!), não sem antes reconhecer todo o mérito da quarta colocada. A Carla Pernambuco só restou xingar muito no Twitter.

Não enxergo como a palavra “justo” poderia ter se encaixado no resultado dessa sala, qualquer que fosse ele, já que não era segredo que eu queria justamente as duas concorrendo na final. Agora, restam Bruna e sua inconstância emocional, Janaína e sua inércia e Renata Sou-secretária-da-dona-Elvira-e-ela-precisa-da-informação-com-urgência Tolentino. Fica até difícil escolher, mas diria que uma final Bruna x Renata é nossa melhor opção. Na pior das hipóteses, ver “Dona Bruna” sambando na cara de Carla Pernambuco como finalista pode ser bem divertido.

P.S. – Depois do comentário da Daniely no carro, quem está ainda mais desconfiado de que a Bruna pegou o Rodrigo levanta a mão! o/

Artigo anteriorParenthood – 3×09-11: Sore Loser/Mr. Honesty/Missing
Próximo artigoRevenge – 1×10: Loyalty
Guto Cristino
Guto Cristino é engenheiro químico, jornalista e administrador. Nessa salada toda, o tempero constante é a paixão por séries e por Christina Aguilera, sempre presentes em seu cada vez mais curto tempo livre. No Série Maníacos desde 2011, é especializado em cretinice televisiva, com foco em novelões e realities, mas garante que vê série boa de vez em quando.