
É hora de recomeçar.
Spoilers Abaixo:
Quando escrevo reviews, acho difícil falar daqueles episódios em que nada realmente emocionante acontece. Os seriemaníacos sabem que encontramos pelo mundo televisivo muita porcaria com boa audiência e tramas que não levam a lugar algum. É difícil lidar com séries assim. Nikita me deixa na mesma saia-justa por um motivo oposto: tanta coisa importante e emocionante acontece que não sei por onde começar os comentários. Por tal motivo, agradeço aos roteiristas da série por este prazer semanal. Vamos ao que importa!
Devo começar pelo principal: tivemos reboot para a série. Não bastasse as emoções do 2×12 com as tramas se cruzando para mudar a ordem do jogo, esse episódio trouxe revelações e ações importantes para, novamente, mudar o rumo de tudo e deixar a dúvida angustiante do que virá. Não havia dúvidas de que Percy conseguiria fugir das garras de Amanda e Oversight deixando grandes prejuízos e também não havia dúvidas de que Roan conseguiria completar o plano maléfico de seu superior com as habilidades invencíveis conferidas a si. A surpresa está em ver a Oversight dissolvida e a missão da vida de Nikita prestes a chegar ao fim com o paradoxo das infinitas possibilidades pela frente.
O universo paralelo de Nikita foi bem desenvolvido com a Liga do Bem, com Sean Pierce, e a surpreendente capacidade do grupo em fazer o bem. Nossos mocinhos lindos, bondosos e armados até os dentes entraram na briga para salvar a Division da queima de arquivo planejada por Percy e os senadores mega evil. Existe sabor de bondade mais intenso do que saber que Alex salvou a pele de Amanda? Melhor do que isso é saber que nossa diva da tortura e maldade tem um outro aliado, também com interesses sexuais, para conquistar mais poder. Ari Tasarov e Amanda (alguém sabe o sobrenome dela?) juntos para colocar Alexandra Udinov no comando da Zetrov e morder um pedacinho do bolo russo. Como bem diz Camis Barbieri: ‘Pura crocância!’. Dessas que fazemos questão de provar pegando fogo.
O que não foi preciso torcer para pegar fogo foram as negociações para liberar Percy, salvar a Division e tentar poupar a Oversight. A trama foi intensa, explodiu cabeças e mostrou uma Madelaine Pierce fragilizada, traumatizada e, também, tomada por bondade extrema. Imaginem só Nikita e Michael com seus currículos criminosos apagados, livres para transitar por todo os EUA como cidadãos comuns, exceto pelo fato de que são assassinos profissionais perdoados pelo próprio presidente. Pode uma coisa dessas? Pode, mas quero saber qual será a saída para combater Percy e seus futuros planos maléficos, afinal a Division provavelmente ficará na surdina. Afinal, não há motivos para continuar as operações da forma como eram conduzidas. Oversight não existe mais e o futuro da série é uma incógnita para meu frágil cérebro tantas vezes destruído pelos twists dessa trama deliciosa de Nikita.
Para o futuro podemos esperar a morte de Semak e o triunfo da união Division/Gogol, assim como tentativas de colocar Alexandra no poder da Zetrov. Quanto a Percy, acredito que o vilão fique quieto por algum tempo, planejando seus próximos e geniais passos e se recuperando do tiro que levou dos russos. Nikita, Michael, Sean e Birkhoff? Honestamente não sei. Os roteiristas fizeram o favor de limpar o horizonte desses personagens para intensificar a curiosidade dos fãs e, quem sabe, aumentar a audiência.
Por fim, mais um episódio bem elaborado, inteligente, de ótimas atuações e doses cavalares de surpresa. Preparem-se para o reboot, afinal se até aqui as coisas foram boas a tendência é melhorar. E afirmo com toda minha certeza de fã doentio e compulsivo.















