New Girl finalmente retorna para sua 5ª temporada!
Como fã enlouquecida da série, quase não aguentei esses longos sete meses de espera e durante esse tempo acabei revendo todos os episódios e relembrando uma ou outra coisa que me deixaram insatisfeita sobre a temporada passada, mas como a review é sobre o primeiro episódio da 5ª, vamos deixar para lá as minhas reclamações sobre a última temporada e seguir em frente.
Eu estava com muita expectativa para esse começo de temporada, porque na season finale passada, a série já havia nos deixado alguns plots bem encaminhados (Cece e Schmidt finalmente de volta e noivos e não podemos nos esquecer daquele lindo momento entre um dos casais de sitcom americana mais shippados: Nick & Jess!) e já contei com a ideia de o primeiro episódio seria bom o suficiente para chegar a um nível fantástico. Infelizmente, não foi bem isso que aconteceu. Não que o episódio tenha sido de todo ruim, mas faltou algum sinal de que a faísca que vimos entre Jess e Nick poderá ser reacendida! Esperei isso acontecer até quase metade do episódio e então me dei por convencida de que eles simplesmente não ligam muito os fãs desse shipp.
Desejei intensamente nesse longo espaço de tempo que tivemos o hiatus, que voltassem com aquele humor divertido e até fofinho que tanto amavámos. Posso afirmar que eles tentaram e conseguiram arrancar algumas boas risadas de mim, principalmente com o personagem de Lamorne Morris (Winston), que mesmo tendo uma trama menor, conseguiu se superar sendo um dos pontos mais engraçados da noite contando também com a ajuda de Jess e Nick, que sempre arrumam maneiras de acrescentar mais loucura e consequentemente nos fazer morrer de rir.
Uma questão que me agradou bastante foi a forma que usaram para disfarçar a ainda grávida Zooey Deschanel (a atriz protagonista da série já deu a luz a uma linda garotinha chamada Elsie Otter), tanto a escolha de roupas quanto o jogo de câmeras onde eles conseguiram captar a essência da personagem, sem o uso de estranhas façanhas, como vemos em muitas outras produções por aí. Até porque a criadora da série, Elizabeth Meriwheter, não achou que colocar uma gravidez no roteiro seria uma boa ideia. Pelo menos, não agora. Outra questão, mas não menos importante, foi a saída daquela vinheta de fotos aleatórias dos personagens (YAY). Ainda não entendi a razão para terem tirado a música tão legal das primeiras temporadas, pois eu nunca me sentia tão feliz quando cantarola, “Who’s that girl? Who’s that girl? It’s JESSSSS” antes de começar o episódio. Voto para que voltem com a antiga vinheta!
Li comentários de que algumas pessoas estavam sentindo falta do personagem de Damon Wayans Jr, o Coach, mas eu não estou. Na verdade, eu nunca gostei dele, talvez até tenha rido de uma ou outra coisa que Coach fez, mas ele nunca mereceu ter um papel tão importante assim e o modo surpresa em que ele reapareceu na temporada passada foi como se tivessem buscado um intruso para colocar no apartamento junto com os outros personagens, gerando meio que uma quebra na dinâmica já estabelecida desde o começo da série. Estou mais satisfeita com a volta da relação do trio (Nick, Schmidt e Winston) que são personagens extremamente diferentes, mas que se completam de forma pitoresca, mostrando que o time dos três é suficiente para nos trazer muito divertimento.
Quero falar um pouco mais sobre Winston, porque acredito que nessa temporada ele será ainda mais engraçado. Eu adoro o fato de que os roteiristas não nos desapontaram e continuaram a nos proporcionar ótimas gargalhadas ao assistir as tiradas cômicas e um tanto inocentes dele, deixando-nos com os olhos cheios de lágrimas de folia quando relembramos o tão amado alter ego de Winston, “Prank Sinatra”.
Uma das coisas que mais amo nessa série, é a amizade entre o Schmidt\Nick e como eles estão sempre fazendo alguma coisa um pelo outro. Nick continua sendo aquele bartender que não tem sorte no amor, mas isso não faz com que Schmidt pare de idolatrá-lo, mesmo ele tirando a paciência de qualquer pessoa quando não quer fazer algo por achar que não é capaz (e talvez nem seja mesmo, olha o que ele fez com a “mãe” da Cece!). Mesmo assim, vemos Nick-o-padrinho-do-noivo tentando ao máximo para ajudar o melhor amigo, demonstrando o companheirismo e camaradagem que tem um para com o outro, nos fazendo recordar o quão bom é ter amigos.
Uma parte de Schmidt parece estar mais evoluída nessa temporada, não que ele vá mudar quem ele é, mas o que parece é que ele está finalmente crescendo e percebemos também o amor genuíno e adulto que ele sente por Cece. A ideia de que Schmidt tenha aprendido a dançar para fazer essa surpresa para noiva, foi um toque muito bonito e romantizou ainda mais o episódio comprovando o crescimento do personagem. Schmidt a mostra que não há necessidade de esquecer suas origens e faz a promessa de que é isso que ele espera do casamento deles, uma mistura de culturas, um encontro dos dois para eventualmente se tornar um só.
A mãe de Cece, Sra. Parekh, que não está nada contente com o casamento da filha com um homem não-indiano, acaba se deixando levar pelos encantos do futuro genro, como você pode perceber acontecer por uma fração de segundos. Ela parece estar encantada e até mais flexível a ideia do casamento quando presencia aquele ato de amor de Schmidt para com Cece, mas como se quisesse magoar nossos corações que pediam um final feliz, a mãe vai embora, deixando uma Cece triste, mas ao mesmo tempo decidida a se entregar por completo a seu amor, Schmidt.
Amo final felizes, mas tenho que agradecer aos roteiristas de New Girl por não terem escrito um “aceitamento rápido” da Sra. Parekh, pois gosto da ideia de que aquele conflito vai se resolver no decorrer da história até o momento do casamento, indicando que a personagem possa voltar, desenvolvendo-se assim um drama necessário e mais realista, não ficando parecido com filme de comédia romântica em o personagem que se oponha à algo durante todo o filme e depois simplesmente resolve amar ou perdoar e todo mundo fica feliz para sempre.
Gostei de perceber que mesmo após cinco temporadas no ar, New Girl não perdeu (até que se perdeu por um tempo… Lembram dos desastrosos primeiros episódios da 4ª temporada??) sua autenticidade, seu humor mais inocente e criativo, sua facilidade para nos emocionar e nos alegrar com personagens que consideramos família.
Bem-vinda de volta, New Girl! Não me decepcione 😀






















