Às vezes é necessário ter um pouco de paciência com NCIS.

Patience foi um episódio divertido pelas pequenas tramas de escape cômico de seus personagens (especialmente McGee e Palmer). Mas, num geral, é complicado achar o seu diferencial, especialmente em uma temporada que, mesmo entre trancos e barrancos, mostra-se melhor que a anterior.

Isso pode ser visto especialmente pela parte procedural do episódio, onde o caso sobre o rastreamento e captura de um terrorista responsável por ataques com bomba saiu do levemente interessante (achei muito legal o toque dos acessos restritos e de ser trabalho de longa data) para completamente irrelevante pelo fechamento rápido. Sinto que os roteiristas perderam algumas boas oportunidades de fazer alguns arcos mais longos com histórias mais interessantes como a desse episódio e, em contrapartida, gastaram cartuchos com a desinteressante storyline de Sergei Mishnev.

O que nos resta então? Continuar a encher nossos olhos com as tramas “familiares” da equipe. Sim, porque cada vez mais a grande família NCIS ganha essas características de séries com histórias de família.

E Patience foi mostra mais que ilustrativa dessas características que dominam a série, vide a nomenclatura utilizada entre McGee e Abby, dizendo-se “irmãos” diante do vislumbre do passado de seu relacionamento lá na primeira temporada. Também bem ilustrada na “picuinha” de McGee ao se descobrir deixado de lado na missão Lex Talionis.

Isso é uma mostra perfeita de como os roteiristas de NCIS tem total consciência dos pontos fortes e fracos da série e se debruçam completamente sobre cada um deles. Sempre soubemos que os personagens são a força da série. No entanto, há de se perceber que isso não é um sustentáculo perfeito para um procedural, especialmente quando pensamos na qualidade atingida nas temporadas anteriores (saudades da 5ª temporada).

Resta a mim o constante apego aos personagens tão fascinantes de NCIS, alimentando minha paciência e esperando mais uma vez tempos melhores, cruzando os dedos para que os escritores possam apostar nas storylines certas.

Referência cinematográfica de DiNozzo: 

Olhos brilham cada vez que ouço referências de The Godfather (O Poderoso Chefão no Brasil). Dessa vez, a célebre frase de Michael Corleone no último filme da trilogia (1990) foi emitida por Tony, que só queria uma folguinha:

Just when I thought I was out, they pull me back in.

Notas: 

– Palmer sempre se supera em suas gafes com relação a Gibbs. Está na hora de controlar mais a língua;
– Ellie e Tony em: química zero na terapia de casais;
– Que jeito do McGee descobrir que foi trocado por Abby 11 anos atrás;

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