Uma confusão de identidades.
Fazia um bom tempo que NCIS não trazia a perspectiva dos trabalhos sob disfarce. Blast From The Past explorou várias facetas desse assunto, inclusive instigando-nos a questioná-lo por meio da curiosidade de Ellie Bishop.
Aliás, Ellie estava genuinamente curiosa e preocupada ao mesmo tempo. Sua disposição para todo e qualquer trabalho pareceu atingir algum tipo de limite. Não podemos esquecer que ela tem um status diferente de suas antecessoras, então a questão é bem pertinente à moça.
Entre os questionamentos de Ellie sobre o trabalho com disfarce, acabou vindo uma lembrança diretamente da quarta temporada, quando Tony utilizou o nome Tony DiNardo para alcançar La Grenouille através de sua filha Jeanne Benoir, por quem acabou se apaixonando.
Retomar tal storyline nesse exato momento em que Tony está tão firme com Zoe – com direito a temor de jantar com os pais da garota – é uma comparação bem adequada para o atual momento do personagem. Só falta termos a oportunidade de conhecermos um pouco mais dela. Esse continua sendo um desejo que quero ver realizado.
Mas o centro da história foi Gibbs e a revelação de alguns detalhes sobre os tempos de trabalho sob disfarce (incluindo a parceria e suas consequências com Jenny, que foi devidamente observado por Ducky).
Foi interessante ver Gibbs encarando a versão de si mesma que acreditava ter sido queimada junto com a identidade de Leland Robert Spears, afinal sabemos que o ex-marine ainda tem tantos esqueletos em seu armário que fica até difícil mensurar corretamente.
No mais, o caso não chamou tanto a atenção. E o argumento da venda das identidades por Michelle Stark pareceu fraco, além do fato de que aparecer justamente as identidades de Gibbs e Mike Frank foi completamente conveniente e bem arranjado para o plot.
No mais, Blast From The Past entregou o que temos visto habitualmente nessa temporada: episódios que exploraram muito bem o desenvolvimento de nossos queridos personagens.
Referência cinematográfica:
Tony continua em suas tentativas frustradas em transformar outras pessoas em cinéfilas. Dessa vez foi a vez de Ellie Bishop com Top Gun (1986, Top Gun – Ases Indomáveis no Brasil). Para frustração de Tony, no entanto, ela não curtiu tanto assim e acabou não se emocionando como ele esperava. Ellie prefere Frozen.
Notas gerais:
– McGee ainda tenta introduzir o chefe às maravilhas do mundo tecnológico por algum motivo que desconheço. E é claro que isso jamais dá certo (coitado do smartphone);
– Aliás, o quão irônico é o disfarce do Gibbs ser de um cara de T.I.?
– A sequência do Gibbs reutilizando o disfarce foi de longe a melhor coisa desse episódio. Saudades dos talentos de Mark Harmon para o humor;
















