250º episódio!

Sim, fãs de NCIS: Na última terça-feira a série procedural da CBS alcançou a histórica marca de 250 episódios. Não é qualquer um que atinge essa marca, especialmente quando consideramos os acontecimentos do último ano, quando perdas de elenco costumam prejudicar produção e audiência. E, mesmo depois disso, o seriado ainda é capaz de registrar inegáveis números em sua audiência. Entre trancos e barrancos o show persiste. E cã estamos nós, juntamente a eles.

Num geral, falando do episódio, Dressed to kill apresentou um interessante caso envolvendo um detetive particular de índole questionável que usou uma farda da Marinha para se passar por um oficial do Pentágono, a fim de eliminar uma testemunha de um caso que envolvia interesses comerciais inseridos em uma votação de fechamento de portos na Ásia.

Ao início desse episódio acompanhamos quando esse detetive cruzou o caminho de Tony na saída da cena do crime, ainda utilizando a farda. O erro da combinaçãodo uniforme – combinações de sinalização de hierarquia que nem tento entender – chamou a atenção do rapaz, que se encontrava com o pai na porta do Adam’s House. Ele acabou seguindo o falso oficial e, em uma cena bem dinâmica, não viu outra alternativa a não ser atirar no detetive.

Esse episódio teve o claro objetivo de explorar a relação de pai e filho dos DiNozzos. Inicialmente, nessa cena em especial, Dressed to Kill dava sinais de realizar essa abordagem através do fato de o Sênior ter visto o Júnior matar alguém pela primeira vez, mesmo sabendo do teor de sua profissão. E, por outro lado, a questão de o Sr. DiNozzo, como única testemunha da ação, não ter sido capaz de determinar se Tony tinha agido de acordo com o regulamento do NCIS.

No entanto, com o número de coisas abraçadas pelo episódio, essa tensão se perdeu em algum momento. Fiquei com a impressão de que os roteiristas acabaram esquecendo que aquela storyline estava ali e, para que não ficasse sem fechamento, trataram de não estender, mostrando um encerramento razoavelmente simples ao processo de Tony pelo investigador Eugene Coyle.

Mesmo assim, fomos premiados com mais uma emocionante história desse relacionamento de pai e filho. A evolução do caminho desses dois é visível a cada nova aparição do Sênior. Prova são as constantes tentativas de ambas as partes para que essa conexão se dê com cada vez mais firmeza. Ainda quando vemos as constantes hesitações de Tony, não podemos negar que as barreiras que os separavam temporadas atrás tem caído uma a uma.

Prova disso foi a storyline apresentada nesse episódio. A revelação de mais um casamento do Sênior, somada à aparição da moça grávida – a qual logo se deduziu ser o novo romance do DiNozzo mais velho – nos deu o falso sinal de que ele não tinha mudado. No entanto, a revelação da noiva Linda Turner, madrinha de Tony, e o modo com que o Sênior se preocupou em dizer ao filho, fez com que entendêssemos que dessa vez a relação parece diferente; talvez mais perto do que ele tinha por sua primeira esposa.

A aceitação de Tony e a conversa no final do episódio foi a cereja em cima do bolo. A proposta de se fazer um jantar em família deu uma boa sensação de “final feliz”, ao menos por enquanto.

Falando em mudanças de relação, vimos como McGee, antes vítima de Tony por ser o primeiro probie oficial da equipe  – afinal não vimos Kate receber esse tratamento – retribuiu o tratamento recebido, fazendo proveito e repassando tais funções para Ellie. Claro que não há nem comparação ao que ele sofreu quando possuía a alcunha. No entanto, a inversão de papéis não deixa de ser interessante, especialmente na construção de Bishop. E é claro que todos nós esperávamos por isso.

E, como certas coisas nunca mudam, vimos Tony utilizar do status de Ellie para arrancar uma informação sobre o pai. Ele só podia contar com ela e McGee, pois eles tinham visto o Sênior e a moça grávida nos corredores do Adam’s House. Tim se esquivou mais rápido do que Tony esperava, e ele usou de seus truques para descobrir o que a moça escondia. Foi uma cena muito interessante. 

Dressed to kill foi o 250º episódio de NCIS e nos apresentou um interessante caso, ornamentando pela beleza da progressão da relação de pai e filho na família DiNozzo. 

Referência cinematográfica de DiNozzo: 

– Com a investigação sobre Nick Bodeen no episódio, o detetive de índole questionável atingido no início do episódio, houve espaço para que Tony se entusiasmasse em imitar o personagem Sam Spade de The Maltese Faalcon (no Brasil conhecido como O Falcão Maltês). O filme em questão, baseado em um livro homônimo,  é de 1941 e quem deu vida ao personagem foi Huphrey Bogart, cujos trejeitos foram graciosamente imitados por Tony na cena em que ele e McGee estavam no escritório de Bodeen;

– Ainda na mesma cena, Tony fez referência ao personagem de Gene Hackman no filme The Conversation de 1974 (A Conversação no Brasil). A saber, o nome do personagem é Harry Caul; 

Regra de Gibbs: 

Embora seja uma regra de Gibbs, ela foi mencionada por Tony para Ellie logo no início do episódio. Foi a Regra #39: “There’s no such thing as coincidence.”

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