Tony e Ziva, vocês salvaram os meus quarenta minutos!

Spoilers Abaixo:

Dando continuidade ao caso de semana passada, NCIS fecha o plot de “terrorismo + ex-militar com problemas” de uma maneira que me decepcionou, por mais que eu torcesse pelo contrário.

O que acabou afetando o meu julgamento final do episódio, foi a maneira em que foi mostrado o Capitão Westcott lidando com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Sei que seria bem tolo da minha parte achar que o normal seria se o Westcott não tivesse nenhum problema pós-guerra e também não estou querendo entrar em uma discussão sobre a doença em si, até porque eu não tenho experiência nem sabedoria sobre o assunto (se alguém tiver, por favor, se apresente nos comentários), mas em vários momentos eu me senti entediada com o andamento da história e aborrecida com os milhares de gritos do General.

Outra coisa que me incomodou bastante foi o Westcott não ter tentado ajudar o Gibbs a descobrir o caso, como testemunhas costumam fazer. Não sei se isso está relacionado com o TEPT, mas eu achei estranha essa recusa para ajudar a desvendar o mistério do que tinha acontecido na guerra a algum tempo atrás. Somado a isso, está a mudança drástica de comportamento do McCartney , que na primeira vez que viu o seu ex companheiro o tratou de forma ríspida, mas o tratou de forma totalmente diferente no segundo encontro, sem um bom porquê.

Os dois terroristas não ajudaram também. Para criminosos desse tipo eles deveriam ser mais “profissionais”. Ter uma moradora de rua como sua “ajudante” no seu plano de explodir uma bomba não parece ser muito inteligente… E em momento algum fiquei com aquele nojo típico que eu sinto quando vejo aqueles terroristas badass, comuns em NCIS e em outras séries.

O que eu gostei mesmo nesse episódio foram as cenas que envolveram o Tony e a Ziva, e não digo isso apenas porque eu gosto da possibilidade de eles um dia se tornarem um casal. Tudo começou como normalmente acontece – uma ação misteriosa por parte da Ziva e uma curiosidade iminente do Tony para descobrir – e tendo uma das melhores conversas do casal, mesmo que pequena.

A cena do carro foi, antes de tudo, sincera. Já fazia algum tempo que os dois não tinham um momento assim (desde a sétima temporada, se não estou enganada), em que os dois puderam conversar abertamente, sem joguinhos e implicâncias no meio. Foi legal ver que o Tony realmente se importa se a Ziva está ou não com outra pessoa e que ela confia no colega para contar sobre a sua vida pessoal, ainda mais sobre um fato tão doloroso. E a cena final apenas coroou esse adorável momento, com o DiNozzo preparando uma própria ópera para a israelense “comemorar” o aniversário da falecida irmã.

Voltando agora para o meu lado shipper (sorry rs), já tinha saído notícias de que esse ano seria o ano de TIVA, mas eu estava desesperançosa em relação a isso, até esse episódio. Seria um grande passo dos roteiristas juntarem os dois, novas histórias certamente surgiriam e talvez a série tivesse novos ares, o que ela demonstra estar precisando. Mas essa decisão tem 50% de chances de dar certo como de dar errado e talvez seja por isso essa enrolação que cerca o casal até agora. Eu vejo pelo “copo meio cheio” e torço para que isso aconteça o quanto antes.

Apesar de não ter gostado do caso em si, alguns momentos acabaram salvando o episódio inteiro para mim. Espero que eu possa gostar do próximo episódio e que seja melhor que esses dois últimos. Mas essa é só a minha opinião e eu estou curiosa para saber a de vocês. Então, sintam-se a vontade e me digam o que acharam!

p.s.1: apesar de algumas citações, o Thanksgiving nem deu as caras de fato em NCIS, algo incomum para as séries americanas.

p.s.2: “Marge Simpson”, pérola do episódio kkk

p.s.3: até o Gibbs ajudou o Tony dizendo que a ópera é uma das três mais importantes!!

p.s.4: não sei se foi por causa da ópera ao fundo, mas eu me emocionei na cena final do episódio.

p.s.5: depois de TBBT, não deve demorar muito para que o spin off, NCIS: LA, passe a sua série mãe na audiência… Por enquanto nada preocupante. Por enquanto!

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