
Não é preciso chegar ao fim do túnel para procurar a luz.
Spoilers Abaixo:
Quanto mais rápido aprendemos com os nossos erros e experiências, melhor para a gente. Parece que algumas pessoas resolveram adotar esta frase com um lema. Outras ainda vão ter que apanhar um pouco mais para aprender.
Faz tempo que Nashville não nos mostra embates calorosos entre as duas protagonistas. Indo em direção a uma história mais complexa, o foco agora é explorar os problemas individuais de cada uma. Neste episódio, vimos a continuação da rehab de Juliette, que apesar de sua mãe ser a dependente química, ela precisava de uma reeducação com a mesma urgência. Ainda vemos traços significativos da velha personalidade de Juliette. Entretanto, repararam como ela não sente mais tanto prazer em destratar alguém? Não tentou ser superior a nova namorada de Deacon ou usar a admiração das filhas de Rayna a seu favor, para jogá-las contra a mãe, e tortura-la por uns momentos. Até quando ameaçou jogar algo na cara da mãe, caiu em si por uns minutos e resolveu consertar as coisas, em vez de tentar reverter a situação. Não curti muito a atitude de cortar a apresentação do novo single de Juliette, dedicado à sua mãe. Seria interessante saber do que a letra se tratava. Será que esta foi uma composição premeditada, ou Juliette apenas usou isso para se redimir e agradar a mãe?
Como consequência da sua nova parceria com o padrinho da mãe, Juliette novamente mostra sua tendência em se sentir atraída por pessoas que a oferecem o mínimo de apoio e conforto. Juliette enxerga neste homem um potencial envolvimento, assim como sentia com Deacon. Parece que a sua necessidade de ser aceita e compreendida como realmente é, está sempre falando mais alto. Afinal, o que ela poderia esconder dele? Seus piores problemas não são segredo nenhum.
O lado de Rayna é sempre o emocional. Raramente vemos dramas em relação a sua carreira. Rayna é segura da estrela que é. Sua experiência a levou até ali. Coisa que Juliette ainda não alcançou. Os dramas estão sempre rodeados de sua família e vida amorosa. Rayna está preocupada com a formação de suas filhas. O último capítulo não foi nada fácil e ela está tentando fazer o possível para dar as filhas o que não teve em sua família. Sabemos que é normal que pais e mães tenham um zelo exagerado pelos filhos. Afinal, você colocou no mundo, criou, deu tudo de melhor e amou aquela pessoa incondicionalmente. Quem quer ver seus filhos sofrerem? Quem quer ver seus filhos cometerem os mesmos erros que você? É preciso tentar guiar a vida de seus filhos, mas as vezes também é preciso deixar que as pessoas cometam seus próprios erros. As experiências deles serão diferente das suas, porque eles são pessoas diferentes que você, e esse tipo de coisa, é o que faz cada pessoa única. Rayna decide deixar as filhas tentarem seguir um sonho. Se não der certo, elas terão ali a mãe para confortá-las e poderão, como todas as pessoas que cometem erros, fazer um novo começo. Entrando na parte emocional, Rayna parece ter ficado um pouco surpresa ao saber que Deacon estava com outra mulher. Não parece ter sido tão difícil para ela quando descobriu que seu recém-separado marido estava com outra, afinal, Rayna não amava Teddy. Já com Deacon, mesmo após muitos anos, a dor de ver alguém que se ama com outra pessoa, pareceu tão viva quanto o amor que um ainda tem pelo outro.
Falando nisso, não deve ser tão fácil também para Stacey. Conhecer as ex do seu namorado já parece intimidante muitas vezes para qualquer pessoa, imaginem descobrir da pior forma que as duas são mulheres lindas, poderosas, com sucesso e deslumbrantes? A nova namorada de Deacon parece ser uma mulher muito segura, para não se sentir um peixe fora d’agua e ter uma crise de ciúmes. Deacon por outro lado, parece que realmente vai apostar neste relacionamento. Bom para ele, afinal, ele não tem nenhum problema. Não deve puxar o dos outros para si.
Na casinha do amor de Scarlett e Gunnar, começamos o episódio tendo um deja vu. Scarlett se sentindo culpada por seu sucesso e tentando se sabotar por um homem. Sempre apostando mais em uma relação do que em si mesma. O problema de Scarlett é que ela sabe amar demais. Sempre mais aos outros do que a si mesma. Este é um problema, assim como ser egoísta demais. Tudo precisa de um equilíbrio. A sorte desta vez, foi que Gunnar graças a todos os santos, foi capaz de perceber isto a tempo de ser um completo idiota feito Avery. Este nem vale muito a pena comentar. Cantar na rua por uns trocados é pelo menos uma forma de tentar ter dignidade. Por outro lado, parece que vamos conhecer um pouco mais a fundo a história de Avery, já que sua difícil vida familiar foi mencionada. Espero que sim. Irônico mesmo não é estar na rua e sem ninguém depois de experimentar o sucesso. Irônico é ser ajudado por quem você virou as costas.
Continuando a falar das coisas chatas do capítulo. O pai de Rayna teve um treco. Não sabemos se foi um infarto ou o que realmente aconteceu. O que sabemos é que chantagear, humilhar e ser odiado ou rejeitado por quase todas os personagens com que já contracenou na série, abre uma grande margem para alguém colocar um veneno naquele whisky. Peggy não vale nada, poderia acreditar que ela facilmente seria responsável por isso. Teddy, coitado, achou que estava seguindo em frente e tentando refazer a vida, mal sabe que nasceu pra ser enganado.
Não podemos deixar de comentar, por motivos óbvios, a participação mais do que agradável de Chris Carmack na série. Não é bem certo se será um personagem regular na série, ou se chegou apenas para causar. A princípio, parece ser um cara legal, mas dizem as más línguas que deve ser um interesse romântico de Scarlett, o que o tornará um fura olho, já que estamos predispostos a pensar que ele e Gunnar tendem a serem amigos. De qualquer forma, a sua participação não será em vão. Os olhos femininos agradecem por este colírio.
Apesar de um excelente e profundo episódio, o enredo não pode ser deixado de lado. Estava faltando aquela alfinetada na relação das duas headliners. O que antes parecia ser inveja, aos poucos se aproxima de admiração. Juliette fica indignada ao ver o destaque de Rayna em plena Times Square. Rayna por outro lado, está mais do que cansada de estar nos holofotes. Sabemos que a história se trata entre uma rivalidade entre divas. Mas Rayna não possui problemas de autoafirmação. Jamais desconfiamos que Rayna se sentisse ameaçada como estrela, ou necessidade de competir com Juliette. Esta por outro lado, está sempre mais preocupada com a “rival” que em deixar fluir naturalmente como ela é. Aos poucos, Juliette começa a seguir os mesmos passos de Rayna. Inconscientemente, Rayna não é uma inimiga, e sim uma inspiração. Não sei quanto tempo levará para Juliette chegar a esta conclusão, mas acredito que as duas entenderão que serão mais parecidas do que podem imaginar.













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