Quem é Allison Janney?

Confesso que assisti a esses dois episódios há exatos cinco minutos atrás. Ainda estou um pouco perplexo com o que eu acabei de ver. Creio que muitos de vocês devem estar assim. A gente “brinca” que um dos pontos fortes da série é o de brincar com o drama, mas dessa vez a brincadeira foi realmente série.

Demorei a entender que Alvin havia morrido. Primeiro pensei como Bonnie, que ele estava fingindo ou dormindo. Depois acreditei que ele havia sofrido um ataque do coração, mas que os paramédicos iriam reanima-lo. Por fim, vendo que isso não havia acontecido, pensei que tudo fosse apenas um sonho. Mas era a mais pura verdade.

Não tenho o costume de ficar sabendo antes o que um episódio iria abordar ou não. Como vocês viram na primeira review dessa temporada, costumo apenas buscar por notícias sobre o que esperar de uma nova temporada. E dessa vez não foi diferente.

Alvin e Bonnie estavam cada vez mais entrosados, e dando à série e várias e várias ótimas cenas. Eu nunca pensei que isso fosse acontecer. Até o momento eu ainda não sei bem o que esperar. O episódio seguinte serviu como um refresco para a série, mas mesmo assim deixou sequelas em Bonnie. Mas vamos por partes.

A ideia dele se tornar vizinho da família foi bem interessante, pelo fato dele poder passar mais tempo ao lado dos netos. Somente essa mudança já abriria muitas oportunidades de enredos para a série. E se Alvin viesse para mais perto, com certeza teríamos mais também de sua outra família.

Mas aí tudo foi por água abaixo. O funeral me lembrou demais o de Charlie em “Two And A Half Men”, e se o mundo das séries de Chuck Lorre realmente existisse, diria que ambos foram velados no mesmo velório.

Para se ter uma ideia de como a trama foi muito bem trabalhada, destaco a reflexão de Violet sobre ter dispensado o avô em sua última noite. Trabalhar a característica de uma personagem em uma trama dela é fácil; difícil é usá-la tão acertadamente numa trama totalmente distante. Parabéns aos roteiristas pelo feito.

Mas parabéns mesmo para Allison Janney, que meu Deus, como mandou bem nesses dois últimos episódios. Se o Globo de Ouro ainda não foi dela, que o próximo seja. Material é o que não falta. Foram várias as cenas marcantes, mas destaco os gritos com Marjorie por causa de um “simples” assento.

Enquanto a família estava carente de carinho, coube à Christy ser a principal mãe da série. Vendo seus filhos e mãe chamando por seu nome mostrou o quanto a personagem amadureceu. Ela ainda pode não saber, mas já é vista como “mãe” pelos demais.

E isso acontece na vida. A gente passa por mudanças ao longo da vida, e elas só se perpetuam quando a gente se redescobre. É como se nós fôssemos os últimos a perceber algo que aconteceu com nós mesmos. Quando a gente brada que “eu não sou mais assim” ou algo tipo, achando que basta uma mudança de pensamento ou atitude para mudarmos, isso na verdade é só o primeiro passo. Quem muda não precisa mostrar através das palavras. Muda simplesmente através do comportamento.

Christy por muito tempo esteve nessa fase de dizer ao mundo que dessa vez seria diferente, e os demais personagens simplesmente não deram atenção. Ela já havia feito isso, e eles sabiam que nada havia mudado. Foi quando, sem perceber, ela deixou de dar atenção a querer mudar, e aí acabou realmente mudando.

“Mom” vem surpreendendo a cada semana, e a partir de agora eu não me surpreendo com mais nada. É inevitável que a expectativa vá crescendo junto, assim fica maior a chance de uma decepção. Mas parece que não teremos isso por enquanto. Que a segunda metade dessa temporada seja tão boa quanto a primeira.

Até a próxima!

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