
Tem dois principais motivos que me fazem torcer para que cada episódio de Modern Family seja melhor que o outro. Um é que eu realmente quero que a série seja 21 minutos de diversão e mantenha sempre no alto a qualidade que possui através do grupo extremamente talentoso que trabalha nela. O outro é que sempre morro de medo de vir escrever o review e ser acusado de não gostar tanto assim da série. Não sei como será essa semana, mas esse episódio me pareceu uma tentativa justa de entregar tudo aquilo que esperamos da série.
Spoilers Abaixo:
O próprio nome do episódio já tratava da temática de ciúmes e as diferentes formas que esse sentimento é demonstrado. Seja ele entre irmãs, marido e esposa ou pai e filha, todos os personagens tiveram suas desavenças e o interessante foi notar como elas se mostravam extremamente críveis ao modo como vemos cada um deles, como por exemplo, Phil e Claire. Se o nosso senhor Dunphy é um meninão distraído em qualquer outro momento do dia, é claro que ele jamais notaria algo de diferente no fato de seu cliente beijar sua esposa dentro de sua própria casa (e aqui abrimos um parênteses para elogiar o quão bom é o timing de comédia do Greg Kinnear, me lembrando bastante aquele ótimo episódio de Friends). E claro que qualquer situação em que eu veja a Julie Bowen rodopiar a cabeça para fugir de um beijo (que infelizmente eu não encontrei em gif) já vale meu dia.
Indo dos pais para os filhos (no caso as irmãs Dunphy), vemos Haley ser obrigada a virar uma Big Sister depois de um erro de digitação (o que nos traz a dúvida de como algum dia essa menina ainda entrará na faculdade), o que desperta o ciúme da irmã mais nova Alex. Agora a situação complica. É sempre interessante ver essa quebra da fórmula das usuais três histórias que se unem, e dividirem em mais núcleos, mas esse foi um dos plots que mais pareceu forçado para encaixar na temática do episódio do que espontâneo, até mesmo a conexão das duas que já rendeu momentos maravilhoso como a batida de carro não pareceu muito acertada, apesar de que confesso ter rido muito da “Senhora Hayley Jonas Brothers”. Por outro lado essa história rendeu a primeira aparição de Betty Luke (essa com direito a gif) e esperamos vê-la mais vezes.
Foi um alívio perceber logo de cara que teríamos mais um episódio sem a usual briga Cam x Mitch para criar história (quem sabe os roteiristas estejam ouvindo a gente?). A ideia de colocar o casal para passar um tempo na casa do Jay e da Gloria foi essencial para o ritmo do episódio, e se não aguentamos mais o casal gay brigando o tempo todo eu preciso dizer que não me importo nem um pouco de ver mais brigas entre o Cam e a Gloria. Faz completo sentido que ele tenha inveja da figura materna que a Gloria poderia representar para a Lily, e apesar de eu nunca ter visto a colombiana sem muitas habilidades domésticas também não foi muito absurdo ela se ofender com as indiretas do Cam. Fora que os depoimentos de cada um eram cada vez mais amargos e divertidos.
Agora se existe uma lei natural que dá um balanço ao mundo ela veio na forma da história do Jay com o Mitch. Queridos leitores, inclusive o @edujakel que me proibiu de falar mal do Al Bundy: a gente realmente não podia ter passado sem essa história? Não teve graça, não adicionou nada ao episódio e nem na temática do ciúme se encaixou direito. Mais uma vez uma das histórias de Modern Family puxa o episódio pra baixo e mais uma vez ela vem do personagem do Jay. Só dizendo.
Algumas boas risadas intercaladas com momentos meio fora de eixo resultaram nesse episódio acima da média, mas que deixou uma sensação incompleta que pareceu não matar aquela saudade que esse hiato de duas semanas deixou. Como bem diria o Phil, você pode beijar minha mulher, levá-la para a cama, mas só eu posso fazê-la rir. Contanto que essa família ainda nos faça rir por muitos outros episódios, não temos nenhum motivo de ciúmes com qualquer outra série.





















