Misfits desmistifica: três NÃO é demais!

Spoilers Abaixo:

O ponto positivo desse início de temporada de Misfits é acompanhar, a já óbvia, evolução de Rudy. Parece que os roteiristas decidiram colocar o personagem em qualquer situação, drama ou comédia, e o resultado é satisfatório.

O poder de Rudy é vasto em possibilidades criativas, e os roteiristas estão aproveitando isso, e muito bem por sinal. Nós, seres humanos, temos várias camadas distintas em nossa personalidade. O problema é que se agirmos diferente em determinado tipo de situação, obedecendo cada uma dessas personalidades, somos considerados fora do padrão, por esse motivo, geralmente, temos uma personalidade dominante. Rudy tem a oportunidade de extravasar essas múltiplas personalidades sem ser considerado louco.  Portanto, fez todo sentido quando conhecemos o terceiro Rudy, que chamarei de Evil Rudy, já que essa é a sua personalidade mais agressiva, beirando o psicótico.

Joseph Gilgun, de novo, mostra que essa temporada é dele, e podemos notar que ele está cada vez mais à vontade na pele de Rudy. Esse episódio fez sua atuação ser mais séria e angustiante, condizente com o Evil Rudy. E digo que ele não deixou a desejar, provando que seu personagem não é e nem será somente o alívio cômico.

Achei digna a perseguição entre Rudys pelos corredores do centro comunitário, menos digno, talvez, foi ele perder o controle e espancar o DJ, mas mesmo assim, quem nunca quis espancar DJ de festa de casamento ou formatura, que atire a primeira pedra. É sensacional como conseguimos diferenciar, e muito, todos os Rudys.

Nesse episódio, graças a obsessão do Evil Rudy, conseguimos saber mais sobre Jess, que além, de sofrer de distúrbios alimentares, tentou o suícidio. E eu finalmente entendi, qual é a dela em relação ao Finn e até mesmo em relação ao barman Alex. Na realidade Jess quer somente alguém que genuinamente goste e se importe com ela, ao contrário do ex-namorado, que pelo visto, gosta mesmo é de se aproveitar de garotas desequilibradas.

A sintonia e os diálogos entre Jess e Rudy são bons e interessantes, independente com qual Rudy. Bonito (e nostálgico) foi a trilha sonora dos momentos entre os dois, que foi de True (Spandau Ballet) para Lady in Red (Chris DeBurgh), sem mencionar a Macarena. Aqui abro parênteses para enfatizar que somente Misfits conseguiria encaixar e fazer funcionar tão bem uma cena de “morte” com uma música tão melosa como Lady in Red. Espero que explorem mais esse relacionamento, já que esse sim, combina e seria interessante, ao contrário do suposto relacionamente entre Jess e Finn.

E por falar em Finn, ele continua chamando minha atenção positivamente, o personagem é totalmente loser e tudo de errado acontece com ele. Para nossa alegria! Nesse episódio ele deixou de ser “mother fucker” e passou a ser “step-mother fucker”. Sim, esperamos que ele atraia o tipo de mulher fora do juízo, mas como sempre, Misfits vai mais além. Só Finn mesmo para atrair madrasta do tipo atração fatal. E o resultado, foi a descoberta do estilo de vida “amor livre” do qual sua mãe era adepta. Assim o pai de Finn passa a ser desconhecido. Alguém mais sentiu que ainda não vimos o fim dessa história?

O Curtis está virando homem. Rouba bolo de casamento para mostrar que é bad boy para a “probation worker” em treinamento. E devo dizer, que mulher estranha. Quem mais quer ver logo Curtis e seu poder? Será o mesmo, será que mudou? Saberemos mais no próximo episódio e desde já estou muito curiosa.

– Alguém está contando? Temos o “non-sense Rudy”, o “cute Rudy” e o “Evil Rudy”. Que venham os outros.

– Concordo com o Evil Rudy, Macarena tira qualquer um do sério. Haja bebida alcoólica nesse mundo.

– Acho que com esse episódio de Misfits, aprendemos que nunca devemos deixar nossa escova de dentes dando sopa. Obrigada non-sense Rudy!

– Estou fazendo uma campanha para a permanência do Ukulele em Misfits. Informações ou inscrições para partipação é só falar comigo!

– Cadê Seth? Sua ausência é inadmissível!!

– Eu acho que Greg o “probation worker”, é o legítimo “step-mother fucker”. Sem mais!

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