“Ah, ninguém gosta dessa série mesmo, vamos escrever umas histórias malucas aqui só de zoeira!” Esse foi o exato pensamento que os roteiristas de Minority Report devem ter pensado, ao conceber este quarto e doloroso episódio. Ou isso ou “O patrão ficou maluco!” Ainda que o roteiro da série como um todo tenha sido muito fraco desde o começo, dessa vez parece que eles jogaram tudo o alto e resolveram tacar o famoso foda-se!
Quer um exemplo? Em determinado momento do episódio, Dash coloca o fone em que ele ouvia Vega e Akeela no mudo. Minutos depois ele está se comunicando com elas de forma absolutamente normal! Ou, mais precisamente no final do episódio, Dash retira as suas lentes de contato e o seu ponto de ouvido, JUSTAMENTE para não saberem o que ele fará. Curiosamente, minutos depois ELA OUVE TUDO O QUE ELE FALA! Se esses furos já são o suficiente para naufragar o Titanic, me expliquem por favor: Vega e Akeela basicamente testemunharam todo o sexo entre Dash e Fredi/Ricka, é isso mesmo? Sério, não tenho o que falar.
Aliás, começa a incomodar a forma como Vega (não) resolve os crimes em cada episódio. Se em séries policiais normalmente os protagonistas são sagazes e têm bons insights, em Minority Report a detetive contribui de forma tão pequena para a resolução dos crimes, que chega a ser incompreensível a presença dela por aqui! Dash, Akeela e Wally poderiam resolver todos esses problemas tranquilamente. Aliás, o leve ciúme que Vega demonstra por Dash só não é mais assustador do que este segundo MANIPULANDO Fredi. Vem comigo: o menino sempre foi escravizado, primeiro no campo, depois em uma banheira de leite, depois saiu e ficou em um lugar virtualmente isolado do mundo. E agora, o personagem mais social akward da série é um mestre da sedução e manipulação? Sério, a tática que ele utilizou foi digna de Hitch, aquele filme ruim com o Will Smith e o Kevin James (mentira, eu gosto desse filme, é um guilty pleasure)! Desculpa, mas não colou.
O pior é que a série tem umas ideias futuristas muuuito legais, que acabam sendo desperdiçadas em um enredo ridículo! O drone fotógrafo é uma ótima ideia, e a impressora 3D de órgãos, ainda que absurda da forma apresentada, é muito interessante! Além disso, todas as referências a coisas atuais para a gente, mas do passado para eles, são sempre divertidas.
Enfim, “Fredi” foi, pelo menos para mim, um episódio tão ruim, mas tão ruim, que quase deu a volta! Divertiu pelo tosco, pelos absurdos, e até o leve plot twist do final foi infinitamente mais interessante do que o que nos foi apresentado até aqui. O programa continua ruim, mas o episódio, de tão ruim, foi o menos mal da temporada.
P.S. Evil Manipulation : Agatha parece cada vez mais uma vilã, não?
P.S. Bros before hoes: Você interromperia um sexo ainda no seu início, para uma conversa agradável com o seu não tão querido irmão?
P.S. Futuro que faz sentido: Faz muito sentido que os cachorros tenham portinhas automáticas!
















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