E chegou aquela época do ano que todo mundo gosta: mais uma temporada do MasterChef começou!
Antes de começar a review, preciso confessar a vocês que não entendo bulhufas de gastronomia (a coisa mais sofisticada que como na minha rotina é um sanduíche do Subway fora do dia da promoção), mas adoro reality show, e este, em especial, é muito gostoso de ver (com o perdão do trocadilho). Justamente por não ter muito interesse por culinária, não dava nada pelo MasterChef, nem pelo brasileiro nem pelas edições internacionais, mas logo no primeiro episódio que assisti, lá na segunda temporada, descobri que existe um atrativo estranho em ver pessoas desesperadas tentando fazer um ovo poché que é difícil de resistir.
E por mais que apresente defeitos (como qualquer outro programa de TV), devo dizer que o MasterChef da Band está de parabéns. O canal já usou e abusou do formato, mas ainda assim tivemos uma estreia divertidíssima, com participantes carismáticos, jurados afiados e muito drama na cozinha. Paola Carosella, Érick Jacquin e Henrique Fogaça são a alma deste programa, e apesar de já terem perdido aquela autenticidade das primeiras temporadas, hoje estão mais confortáveis que nunca em seus papéis.
Então prepara seu lanchinho com muita crocância e raspas de limão siciliano (porque é impossível assistir a esse programa sem sentir fome) e vem com a gente conferir o que de melhor aconteceu nestes dois dias!
O elenco da 4ª temporada de MasterChef Brasil:
Reality show só é bom quando tem elenco bom, não tem jeito! E o legal de ser um programa que preza pelo talento culinário é que cozinheiro não tem idade nem cara. Por isso temos gente de todo canto do país e do mundo, com idades diferentes e histórias de vida das mais inusitadas, o que do ponto de vista de quem está assistindo é ótimo.

Da turma internacional, impossível não se apaixonar por Yuko (Ana Paula batizou, tá batizado). Aquela mulher é um gerador de memes ambulante, no bom sentido da expressão! Fiquei chateado quando a nossa Jiang 2.0 não entrou na terceira temporada, mas agora a moça voltou mais preparada e confiante e parece ter uma chance real de ir longe na competição. Além disso, o momento em que a tailandesa diz ser youtuber e Paola entende que ela dirige uber foi o ponto alto da minha semana.
Nossa vizinha Toska, da Venezuela, já chegou num embate de arepa contra o colombiano que não parava a matraca. E assim nasceu mais uma pérola de reality show, quando Paola perguntou “quem te ensinou a fazer arepa?”, e o moço desatinou a contar sua história de vida sem parar. Vencedora da disputa, Toska mostrou criatividade e referências interessantes da cozinha latino-americana e indígena. Além disso, simpatizei muito com seu jeito esquentado de ser.
Já Abel, o paraguaio chinês ou chinês paraguaio (fiquei confuso)… bem, digamos que foi desconfortável de assistir. Quando ele fez a tal da famigerada piada do “flango flito”, me bateu aquela onda de vergonha alheia porque tinha certeza de que Paola não ia deixar escapar. E se você tiver que tomar um esporro de alguém em rede nacional, torça para não ser da Paola. Mas no final deu tudo certo, e o rapaz conseguiu seu avental, mesmo tendo sido antiquado na escolha da receita (e infeliz nos comentários).

Outro tema recorrente das audições foi de gente que já tem uma carreira em outra área, mas que gostaria de migrar para a gastronomia. Leonardo é formado em marketing e já desponta como um dos favoritos da temporada. Apesar de bem jovem e inexperiente na cozinha, demonstra um foco que impressionou os jurados. Outros nomes dessa leva que chamaram atenção foram o empresário Fabrizio (o galã), e a consultora financeira Adriana, a simpatia em pessoa.
Mas claro, não poderia deixar de citar a física Caroline, que foi uma montanha-russa de emoções! Primeiro, porque quando vi aquela telha (que parecia ter sido arrancada de alguma casa no caminho) em cima de uma churrasqueira, só pensei “isso é coisa de louco”. Depois, porque a moça disse que ia pôr queijo e peixe juntos, e os jurados quase tiveram um ataque do coração. Mas mal sabia que todos iriam amar o prato e que no final até eu estaria salivando por aquele peixe. Se pudesse escolher qualquer coisa para comer desta estreia, com certeza seria aquilo.
As provas:
E já no fim do segundo episódio, tudo ia conforme o figurino, até o MasterChef resolver dar suas trolladas no público. Quando aqueles gatos pingados entraram na cozinha mais famosa do Brasil, eu achei que tivesse perdido alguma coisa. Como assim só aquele tanto de gente tinha passado para a segunda etapa? Daí Ana Paula revelou o truque: só metade estava ali. Pensei: “Ah sim. Agora eles devem fazer aquelas provas de cortar coisas para ir eliminando quem não tem técnica na cozinha”. Só que não!
O MasterChef Brasil deu uma reviravolta com salto carpado, teve uma crise de identidade, achou que era o The Voice e anunciou a nova fase de embates! Se eu gostei? Amei! Não tenho dúvidas de que é uma fase injusta, já que a produção não só organiza os grupos, o que dá margem para uma manipulada de leve, como também estabelece tarefas diferentes para cada um. Com certeza seria mais justo se todos os participantes competissem em pé de igualdade, mas do ponto de vista do entretenimento, não há do que reclamar.

A primeira batalha foi entre o italiano Leonardo e a Sabrina da segunda temporada. Quer dizer, a gerente comercial Michele, que para mim lembra demais a Sabrina, tanto no jeito de falar como nas influências francesas. Assim descobrimos que esses duelos terão um tema; neste caso, Itália x França. Os dois não se saíram tão bem como imaginava, mas por apresentar um prato mais coeso, Michele foi vitoriosa.
O segundo embate foi quádruplo e teve como tarefa o pesadelo de muita gente naquele programa: a sobremesa. A produção pelo menos escolheu participantes que tinham alguma afinidade com doce, já que não tivemos nenhum desastre como geralmente acontece em provas assim no MasterChef. Coincidentemente ou não, os cozinheiros mais novos, Leonardo e Douglas, inovaram mais nas receitas e garantiram a vaga na competição.
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Por fim, o MasterChef estava achando pouco todo o drama que rolou ao longo do episódio, porque resolveram fechar com nada menos do que uma prova com ovo. Meu Deus, que aflição que dá de assistir esse negócio! A sensação que sempre tenho ao ver uma prova assim é de que quem vai terminar botando um ovo sou eu. Infelizmente o ovo da Adriana não saiu poché, e ela foi mandada embora. Dri, se estiver lendo isso, por favor faz um canal no youtube com todas suas receitas sensuais! Vamos adorar!
Sobremesa
– Impressão minha ou tivemos mais gente maluca este ano? O patê da casa de Lázaro e a pimenta do reino de Deus foram impagáveis!
– Mas para mim nada supera a reação desta criatura quando descobriu que estava eliminada.
















