Eu não sei falar sobre astronomia sem ser em um viés positivo. Sou fascinado por estudar planetas, luas, viagens espaciais, sondas, teorias e suposições. É aqui que vejo como a ciência e Deus se unem. É tanta coisa para estudar e ao mesmo tempo tem tanto ainda que as mentes mais brilhantes que já passaram pela Terra não sabem responder que faz os problemas da Terra parecerem ínfimos. Mas ao mesmo tempo sou bem realista. Não sou aficionado por Guerra nas Estrelas, Jornada nas Estrelas, Alien vs Predador, ou filmes parecidos. Prefiro filmes mais reais, que são mais fiéis ao nosso presente ou futuro: Gravidade, Prometheus, Interstelar, Contato. Mars tem tudo do que você espera de uma série: Aventura, romance, drama, ficção e realismo. Apesar de a ficção e o realismo serem opostos, a série da National Geographic faz um docudrama impecável nesse sentido: do que conseguiremos e do que não conseguiremos nos próximos vinte, trinta anos em termos de tecnologia para enviar os primeiros humanos em uma viagem para outro planeta.
O seu gênero de mesclar ficção com documentário já demonstra o realismo que os roteiristas e produtores tinham em mente. Dividido em seis partes, Mars aborda em seus episódios desde a preparação e saída de seis astronautas da Terra em 2033 até o estabelecimento de uma colônia autossustentável, chamada Cidade de Olympus. Isso faz a minha cabeça girar e ser um pouco cético em pensar que ainda estarei vivo para ver isso se realizar, todavia, mudei de opinião ao ver o entusiasmo dos profissionais entrevistados para a série e todo o comprometimento que diversas organizações estão fazendo para Olympus estar funcionando até 2037.
O realismo não vem apenas através dos roteiros. Entrevistas com diversos profissionais dentro da NASA, da iniciativa privada, autores e pesquisadores fazem a série te cativar de um jeito extremamente romântico: o sonho. Dá pra ver em suas falas, expressões e em seus olhos essa ansiedade de explorar outro planeta, e como bem frisado por grande parte deles, o homem sempre teve essa necessidade de ir além. Fosse além da montanha, do oceano, do horizonte. Com argumentos convincentes tanto cientificamente e emocionalmente, Mars catapulta o ceticismo de grande parte da população em relação à exploração espacial, e a esmaga em pequenos pedaços a mente pequena dessas pessoas.

Não sou um físico, engenheiro, químico, bioquímico, psicólogo ou qualquer profissão relacionada aos termos técnicos que são necessárias para levar o homem além de suas fronteiras, todavia, sem apoio da opinião pública e dinheiro, o ser humano não vai para lugar algum. Essa é uma das razões que é tão importante ter pessoas que torcem pela exploração além da Terra: reforçar a sociedade que apesar de existir problemas seríssimos no planeta e que não devem ser deixados de lado de forma alguma, a exploração espacial também não. Ambas devem andar juntas, e uma não anula a outra. Essa é o brilho do ser humano: diferentes cabeças, diferentes pensamentos, diferentes prioridades. A diferença nos faz caminhar em distintos passos. A e B podem coexistir.
A indústria cultura, em especial a do audiovisual, trabalha bem encima disso. Como mencionados acima, Guerra nas Estrelas e Jornada nas Estrelas fizeram e ainda fazem um ótimo trabalho em fascinar as massas e assim, angariar novas gerações de apoiadores. Mars deixa bem claro como a iniciativa privada deu um novo gás ao dormente governo que era o único financiador desses projetos que consomem bilhões de dólares. E, mais ainda, Mars mostra como a NASA, outros países e as empresas estão se planejando, treinando e pensando em irmos à maior e mais intimidadora viagem da história dos seres humanos: o nosso vizinho chamado Marte.
Com produção-executiva dos renomados Ron Howard e Brian Grazer, Mars foi exibida pela National Geographic em 2016. A série é baseada no livro “Como iremos viver em Marte”, escrito por Stephen Petranek. O autor Andy Weir, autor de “Perdido em Marte” e Elon Musk, CEO da SpaceX são alguns dos entrevistados para a série.
> 10 Novas Séries de 2017, parte 1!
Bem-vindos a 2033.






















