Vem o sexto episódio e todo mundo já sabe exatamente o que vai rolar. A não ser pela surpresinha no final (e que surpresinha boa), o episódio foi tudo, absolutamente tudo que eu esperava e você provavelmente também. Vocês já muito possivelmente sabem perfeitamente as impressões que tive com o episódio e deve ter imaginado que eu gostei do caminho que a série vai seguir no próximo episódio antes mesmo de abrir a review.
Rosa acaba com Jesus e Josh, como o… Josh que é, fica super feliz. Compreensível, mas se quisessem colocar ela como alguém realmente importante na vida do cara, eles nunca mostrariam ele sendo um babaca tão grande ao vê-la desolada. É uma comédia, eu sei, mas só esse detalhe já é o bastante pra te dizer que eles não vão ficar juntos (se por algum motivo você acreditava nisso). É o velho just saying. A cena ainda ficou bem engraçada, principalmente por conta da animação terrível da metade inferior do corpo de Josh dançando, que foi tão ruim que se eu vivesse no universo da série, um portal interdimensional teria surgido do meu quarto só pra sugar meu computador e banir essa imagem da face da Terra.
Depois disso, a gente tem a Liz acordando e minha nossa, que mulher mais perfeita. E é basicamente e só isso que a gente vê dela na série, mas essa mulher é tão perfeita que se pudesse eu escrevia a review toda só sobre ela.
O episódio vai seguindo o seu processo de piadas boas aqui e ali. A fila de sujeitos que querem chamar a Rosa pra sair é enorme e isso não faz o menor sentido pra mim, porque ela é uma das pretendentes mais sem graça que o Josh já teve. Sem graça nível Jenna de Wilfred. Aliás, alguém se lembra de quando a Allison Mack participou de Wilfred e roubou o lugar da Jenna como interesse romântico do Ryan? Maior cagada da série foi terem se livrado dela, porque além de absurdamente linda e carismática, ela acrescentava bastante. Vou começar uma campanha pra botarem a Allison Mack em Man Seeking Woman. Só assim pra eu me importar com qualquer uma das namoradinhas do Josh.
Jesus pelos vistos morreu pelos nossos pecados mas hoje em dia tá cobrando ainda mais caro pelos serviços, porque não puseram o cara pra fazer uma única aparição no episódio. O que foi uma tremenda perda, porque queria ver bem mais dele.
A série esteve trabalhando esse ângulo do Josh e da Rosa de uma forma tão óbvia que só me dava vontade de gritar toda vez que eu via Josh se comportando como um amigo e esperando que ela considerasse ele algo mais. Mas pronto, o imbecil acha que ela quer algo. De repente, um asteroide está vindo em direção à Terra e a humanidade só tem mais 7 minutos de vida. Basicamente o único cenário em que o Josh deixaria de ser um covarde e tomaria alguma atitude (e ainda com muito esforço). Cara, o Jay Baruchel está muito bem como Josh e esteve desde o primeiro episódio, mas às vezes eu simplesmente odeio esse personagem (e me sinto culpado porque o Baruchel tem uma cara tão… inocente). Isso porque eu adoro o Louis C.K em Louie com cada célula do meu corpo e ele consegue ser ainda pior do que o Josh.
Isso deve ter a ver com o quanto eu odeio essa ideia deplorável e patética que é a ‘friendzone’. A noção de que você só deve ser simpático para uma mulher porque quer que ela abra as pernas para você e de que ela é uma vagabunda incapaz de empatia por não o fazer. Uma espécie de prostituição da era digital, onde você paga com falsa gentileza pelo coito. É por isso que amei tanto a cena no tribunal e toda a piada da nova lei do Josh. Sério, o finalzinho desse episódio é fantástico. Josh consegue passar a lei que obriga todas as mulheres a ficarem com os caras que forem ‘legais’ com elas e temos uma juíza protestando contra isso e os colegas se opondo. Foi verdadeiramente hilário. E o Josh sendo obrigado a transar e viver com o sem abrigo que segurou a porta pra ele foi só um lembrete do porque eu ainda vejo essa série. Parte de mim queria ver o Josh descobrindo que a nova lei não fazia efeito nenhum no caso dele porque ele não é um cara legal, mas quase todo o meu ser ficou extremamente contente com o rumo que tomaram com a piada.
Mas a melhor surpresa do episódio foi ver que Mike e Rosa aparentemente ficarão juntos. Isso é bem legal porque deve fazer Josh questionar sua amizade com Mike (como o babaca que ele é), dar mais espaço para o Mike na série (e cara, como a gente precisa disso) e justificar um pouco o tempo perdido com a Rosa. Nenhum trilho altamente original, mas algo que eu pensei que traria algumas situações e conflitos bacanas pra série.
Bem, pelo menos foi o que eu pensei, porque o episódio seguinte foi tão descartável quanto qualquer episódio envolvendo a Rosa. E com descartável não quero dizer ruim, pois não tenho a coragem ou a desonestidade necessária para chamar qualquer episódio dessa temporada de ruim, mas não vejo nada além nesse episódio além de uma teia de piadas legais que não levam a lugar nenhum.
A gente começa muito bem. Melhor do que isso, a abertura é tão espetacular que por alguns instantes me fez torcer por mais temporadas de Man Seeking Woman. Ah, Lew Ashby, meu sacana, porque você teve de cheirar aquele pó? Mas sério, a participação do Callum Keith Rennie foi breve mas super divertida e já é uma das cenas mais memoráveis da série pra mim. Mas isso não quer dizer muita coisa porque eu não consigo lembrar de uma abertura da série que não seja engraçadíssima. Enfim, o problema é que vem o resto do episódio e vocês já sabem a história. Já nem me dou ao trabalho de explicar o que acho que essa série faz de errado, só procuro imaginar o propósito que esses erros vão servir, se é que existe algum (e não existe).
O Josh acaba juntando acidentalmente o Mike e a Rosa, porque tenta escapar da vergonha dizendo que a mensagem que mandou para ela era uma mensagem de grupo. Assim nós temos a oportunidade de ver os três num jogo de hóquei e meus amigos, como eu me senti na pele do Josh nessa sequência. Desconforto puro. Rosa e Mike caem várias vezes naquela brincadeira do ‘kiss cam’, chegando ao ponto da moldura até mudar pra desviar do Josh e botar eles juntos a qualquer custo. Essa cena também só demonstrou que Josh só é chato quase todo o tempo porque os roteiristas não se preocupam em fazê-lo cativante, porque ‘you guys remember Thundercats? That was another cartoon that existed’ foi excelente.
Quando o Josh e as suas dançarinas fazem a sua primeira apresentação no bar da música de ‘eu não me importo com vocês namorando’ do nosso protagonista, foi tudo bem cringeworthy, pra ser sincero. Mas a piada vai melhorando. Quando eles invadem a conversa sentimental do Mike e da Rosa ou aparecem debaixo da cama do Mike as cenas foram bem engraçadas. Ainda assim não consigo negar que a piada foi meio pobre e mesmo a ceninha pós-créditos não brilhou muito.
A sequência da festa de aniversário de Rosa também foi bacana, mas acrescentou zero à situação toda. A gente nunca vê a briga entre Mike e Josh se resolver ou sequer chegar ao climáx, porque o clone da Rosa que o Josh fez se explode com fogos-de-artifício antes. Aliás, até aquela criatura monstruosa saída diretamente do Gabinete do Dr. Caligari era mais interessante do que a Rosa original. E não duvido de que as 9 que vieram antes dela também fossem. Temos uma ou duas falas pra nos indicar o estado do bromance entre Josh e Mike e a série não parece se importar muito mais do que isso. Não queria que eles ficassem amigáveis nesse episódio de uma hora para a outra (muito pelo contrário!), mas queria chegar ao fim dos 20 minutos semanais com algo a dizer sobre o que rolou. O que rolou foi… nada. A premissa do episódio também serve como resumo: Josh e Mike brigam.
Faltam três episódios pra série acabar e não consigo imaginar um final apropriado. A não ser que continuem jogando nesse campo de Josh e Mike em conflito. Talvez Josh encontre a garota perfeita, mas isso só será uma amostra da tamanha falta de escopo que essa série parece ter. Josh vai conhecer a sua pretendente final no último episódio? Tivemos uma cacetada de episódios ‘desenvolvendo’ a Rosa para que a pretendente que importasse não tivesse espaço? Ou talvez a série tenha as bolas de acabar com Josh num encontro sem que jamais vejamos quem é a pretendente ou algo do tipo, sugerindo que ele vai continuar a sua busca por um bom tempo.
Não faço ideia. O lado bom é que vi a promo do próximo episódio e não faço ideia do que esperar, o que é uma boa mudança para uma série em que estamos sempre certos nas nossas previsões.






















