Descobri a forma correta de ver Man Seeking Woman: bêbado. E acabei encontrando o episódio que eu sempre quis.
É isso mesmo. Eu estava entediado e tinha de ver o episódio da semana, então decidi matar dois coelhos com uma paulada só. E lá fui eu. Me pego cantarolando a abertura e acordando gente logo no início e com um sorriso bem grande estampado na cara no final.
Poxa, esse foi basicamente o episódio que eu sempre vim pedindo nessas reviews. Acho que esse foi o episódio com mais significado para o Josh e para a sua jornada até hoje. O episódio respeita a temática central do perdedor que procura alguém que o aceite como perdedor, mas volta a fazer a trajetória certa: ao invés de simplesmente enfiar uma pretendente todas as semanas, o conflito interior de Josh é o principal.
Josh quer ser um astronauta e ter uma esposa astronauta como o seu velho amigo de escola e vai atrás do que acredita que possa ser o futuro para o conseguir. Ele decide ser o seu sonho de ser um designer de videogame, mas logo descobre que ele não é tão brilhante quanto ele se convenceu de que talvez fosse ou como sua própria mãe, que literalmente fundou uma igreja focada nele (genial!) acredita. Josh bate de cara na realidade e Man Seeking Woman conta uma história poderosa sobre expectativa, orgulho e decepção. Josh descobre para onde os sonhos vão para morrer.
Foi a primeira vez que essa série começou extremamente bem e eu disse a mim mesmo que até o fim tudo estaria na mesmice… e que fui provado errado! Não, eles não enfiaram nenhuma pretendente no episódio! Aliás, até enfiaram, mas ela só está nos segundos finais e a estrada até ela tornou tudo mais especial. E que gracinha ela é. Pena que devem cagar nisso no próximo episódio.
O bacana é que não fiz nada de errado em ver o episódio embriagado, porque parece que é assim que escrevem a série. Que representação boa que deram pros colegas super dotados do Josh, hein? Saído diretamente dos quadrinhos do Hulk (ou daquela animação Megamente). Foi ótimo ver as psicodelias de Man Seeking Woman num assunto tão ‘distanciado’ do seu tópico principal.
Como devem imaginar, também tive aquelas divagações de bêbado durante o episódio. Babei um pouco olhando pra Liz e depois pausei o episódio e fiquei uns vinte minutos imaginando o chefe do Josh com a Liz. Acho que daria algo divertido, principalmente pela forma que isso afetaria o Josh. A formatura da cerveja então, só me fez beber mais. Piada totalmente imprevisível, mas que tornou o episódio ainda mais completo, já que tudo começou com uma latinha de cerveja ruim.
Que episódio fantástico. Sério, era isso que eu queria ver nessa série todas as semanas. Cada episódio um ângulo diferente. Afinal de contas, o quão triste é uma série tão maluca quanto essa experimentar tão pouco no que respeita à sua estrutura e personagens? Não só triste, como também ilógico. Quero coisas imprevisíveis. Um episódio sobre Josh e a estagiária que deve ser o seu novo amorzinho na semana que vem? Sobre como o namorado dela é outra figura histórica (no caso, Jesus, ou seja, o oposto de Maggie e Jesus, mas ainda o mesmo)? Que nada, me deem um episódio protagonizado pela estagiária, sem nenhum dos personagens que a gente conhece. Me deem coisas novas e legais como esse episódio foi.
Me deem mais episódios escritos pelo Robert Padnick, porque ele entende essa série!






















