Dos episódios dessa temporada, esse era o único para qual eu não estava ansioso.  Tudo por causa de sua personagem principal.

Spoilers abaixo:

Eu sei, eu sei, reclamar de um episódio só por que ele é centrado em certa pessoa parece injustiça, mas estou me baseando inteiramente em fatos e eles são bem claros em relação à sardenta. Primeiro, a Evangeline Lilly não chega nem perto de ser uma das melhores atrizes do elenco e ás vezes falha miseravelmente em entregar uma boa atuação. Segundo, a personagem virou um simples objeto de disputa entre os protagonistas no decorrer das temporadas. Terceiro, todo o bom drama que os roteiristas conseguiram elaborar para ela fora da ilha foi desperdiçado devido a falta de tempo para finalizá-lo de maneira correta, mas ninguém se importou muito com isso ano passado pois estavam rolando coisas bem mais interessantes na ilha. E Todos esses fatos infelizmente se repetiram.

Não teve Locke, não teve monstro de fumaça, não teve Ben, não teve Richard… Nada disso. O episódio de ontem somente teve uma certa noção que pode ser traduzida em menos de uma linha: O Que aconteceu na ilha, se repetirá fora dela. Pronto, uma ideia tão simples assim gastou quase que completamente os flash sideways (nome oficial da realidade “alternativa”) desse episódio e só valeu a pena pela ótima ironia na volta do Ethan como médico gente boa e na esperteza dos roteiristas em fazer o nome Aaron aparecer do nada na cabeça da ainda inocente Claire. Parece que no final das contas, tudo vai acabar se interligando, mas o grande mistério ainda permance: Como? E Talvez o Templo seja o lugar que guarda essa e outras respostas, afinal, foi lá que o Sayid ressuscitou e… Espera, não. Isso não aconteceu. Lost nos levou a acreditar que a morte poderia ser enganada antes e não irá fazer isso conosco novamente, então temos que partir para a próxima opção da lista de teorias malucas, mas plausíveis em um contexto apropriado: Jacob reencarnou no corpo da última pessoa morta na ilha, que no caso é o agora vivo e mesmo assim confuso iraquiano. E você aí pensando que a série não poderia ficar mais confusa…

De resto, temos Jack confrontando o Dogen e a Kate indo procurar o Sawyer, que ainda destruído pela morte da Juliet foge do templo. O Primeiro foi um confronto esperado e rápido, mas bacana, ajudando a criar várias perguntas em relação ao porque Jacob estava tão interessado naquele específico grupo de sobreviventes. O Segundo foi tão desnecessário quanto os flash sideways, mas pelo menos aqui tivemos o retorno do Aldo (Rob McElhenney, da ótima It’s Always Sunny in Philadelphia), proporcionando ritmo e alívio cômico durante a boa e velha caminhada pela floresta.

Outros pensamentos em relação ao episódio:

– Para matar as saudades de uma personagem, nada melhor do que um belo contraste. De um lado, Claire Rousseau-style e do outro, Claire Grávida. Adorei.

– Hurley e Miles continuam super afiados e em sintonia perfeita. As piadas dos zumbis e da liderança ainda me fazem rir quando lembro.

– Não fiquem com a impressão errada, ainda adoro a série e sei que episódios como esse são necessários, mas certos erros foram imperdoáveis, mesmo para Lost. Só nos resta agradecer aos roteiristas por colocar o foco na Kate assim cedo na temporada, nos livrando de atenção desnecessária em cima da personagem lá pelo final.

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