Voltando à rotina.
Depois de um movimentado episódio, que trazia não apenas a tão aguardada eleição como também uma nova trama que colocava em xeque a vida de um dos protagonistas, mexendo com a vida de todos os envolvidos, principalmente os candidatos, a série pisa no freio no ritmo da narrativa, apesar de continuar exatamente de onde o anterior havia parado.
Após o ritual que Walt faz para salvar sua filha (ritual que dá certo, diga-se de passagem), é hora de fazer com que as coisas comecem a voltar ao normal, e este é, basicamente, o foco de todo o episódio. Apesar de o foco ser predominantemente o caso semanal, o roteiro nos trouxe alguns elementos interessantes, como, por exemplo, a relação entre Walt e Branch. Agora que as eleições acabaram, era hora de os dois chegarem a um acordo sobre como ficariam na delegacia. Com aquela pose de revista do Branch, mãozinha na cintura, nariz empinado, chapéu de cowboy (que já é típica do personagem) quando Walt entra na delegacia, só ficou faltando mesmo o assovio como música de fundo e o feno rolando pelo chão. Outro momento interessante do personagem foi a trollada que ele recebeu de Cady, fazendo de conta que não o reconhecia. A cara dele foi impagável!
O caso da semana nos trouxe participações mais que especiais, na presença de A.J. Buckley, que já participou de Supernatural, mas que pode ser mais bem reconhecido pelo seu papel em CSI: NY; e falando em Supernatural, quem também deu as caras foi Jim Beaver, no papel do taxidermista Lee Rosky. O caso novamente serviu para que a morte da vítima, no caso aqui a de um jovem guarda florestal, desmantelasse um caso de caças ilegais a alces, que usavam o pâncreas do animal e raspa dos chifres para fazerem um remédio natural que supostamente deveria melhorar uma pá de coisas. Este foi um daqueles casos que foram crescendo conforme seu desenvolvimento, despertando aos poucos o interesse do espectador. No início parecia tudo muito banal, mas aí a coisa foi crescendo, parecendo ser uma espécie de mercado ilegal que rende muito dinheiro, aí aparece um chinês misterioso (Mr. Chen), e a coisa começa e ficar interessante. Pena que a trama de Mr. Chen, interpretado por Nelson Lee (que também vem de outras séries, como Oz e Blade- The Series, alguém se lembra dessa?), foi muito pouco aproveitada, tinha tudo para sair um bom caldo daí, era só espremerem um com pouco mais.
Se pararmos bem para pensar, podemos considerar que o caso começou já na semana passada, basicamente por dois motivos: O episódio da semana passada e o dessa se passam no mesmo dia. Além disso, tem o fato de o personagem de Lochlyn Munro fazer uma ponte entre os dois episódios, aparecendo na semana passada na sala de espera e puxando um papo com Walt, e nesta sendo interrogado e tendo uma informação importante para a descoberta de quem era Mr. Chen (numa dessas coincidências que só as séries procedurais conseguem nos trazer…).
A cena da descoberta do verdadeiro assassino foi muito boa, principalmente pelas atuações vistas em tela. Já é de praxe na série as cenas mais dramáticas serem a da justificativa do assassino (alguém se lembra da belíssima ocorrida no episódio Carcasses, o segundo da temporada?), e aqueles que acompanhavam Jim Beaver na outra série sabe que o ator pode emocionar quando quer, e aqui não foi diferente. A atriz que fez sua esposa, Breon Gorman, também entregou uma ótima atuação, apesar de seu pouco tempo de tela.
Com este episódio, não apenas o público volta à sua velha rotina, com casos procedurais, mas também os próprios personagens, agora que a poeira começa a baixar e os fatos começam novamente a se encaixar. Agora nos resta esperar para ver quais novos arcos serão abertos, e que desafios entrarão na vida destes cowboys modernos.
Em tempo 1: Será que esta trama do “acidente” de Cady vai para a frente? Será que realmente Jacob Nighthorse está por trás disso? Será que Branch vai apenas deixar este assunto para lá? Será que Walt vai descobrir a verdade? Será?
Em tempo 2: Gostei de toda a sequência de captura de Keith, desde Omar com Walt e Henry no carro, até quando eles capturam o caçador.
Em tempo 3: Parece que Walt está mesmo disposto a deixar suas diferenças com Branch de lado. Até já demonstrou sinais de concordância entre um relacionamento entre Cady e seu ainda assistente.






















