Uma das soluções mais usadas em séries de televisão é o “fator nostalgia”. Trazer elementos do passado e com eles construir paralelos com o presente dos personagens, fazendo com que o público tenha uma percepção melhor do show através dos bons tempos do mesmo. Essa semana “Jane the Virgin” resolveu embarcar na nostalgia de suas primeiras temporadas, mas acabou pesando a mão no resultado final.
O retorno de Lina (a sempre estonteante Diane Guerrero) serviu para rememorarmos os bons tempos das temporadas iniciais do show, quando a trama conseguia desenvolver seus objetivos de maneira limpa e organizada. O retorno da melhor amiga de Jane serviu para mostrar o quanto a evolução do show conseguiu fazer com seus personagens, mas também serviu para mostrar o quanto esses mesmos personagens estão sendo desrespeitados nessa reta final.
É como se a evolução tivesse acontecido somente na parte externa, já que algumas características que já deveriam ter sido descartadas ainda insistem em existir. O pedido de Lina por um óvulo de Jane para o tratamento de gravidez dela trouxe mais uma vez aquela persona da protagonista em controlar tudo ao redor e afundar no reino da suposição ao invés de partir para a ação. A capacidade dela de “não deixar ir” é uma das coisas mais irritantes da personagem e que parecia ter sido resolvida, mas agora retorna, mesmo que por alguns momentos.

Outro ponto que já deu foi o egocentrismo de Rafael. Quando Petra resolve convidar ele para trabalhar novamente no hotel, ele assume a persona que tinha lá na primeira temporada, de ser o galanteador boçal que pensava que tinha tudo garantido na vida. Gostei e muito do sermão que Petra passou nele (ela sempre a sensata da série), dizendo que se o hotel continua forte e existindo foi pelos esforços dela em reconstruir tudo do “zero” que ele deixou durante sua administração. Mas até nela conseguiram pesar a mão, já que trouxeram Magda mais uma vez para se envolver na trama da personagem e um acidente de carro saído do nada para coroar tudo.
Os momentos de leveza ficaram com o convite de Alba para oficiar o casamento e pela fase “influencer” de Rogelio, na tentativa de usar os fãs como arma para saber se a sonhada versão americana de sua novela mais famosa ia sair do papel ou não. A nerdice de Xo até que não foi tão problemática assim e se continuarem nesse caminho definido para ela, será o melhor (no caso a decisão da carreira).
Na tentativa de resgatar os melhores momentos do inicio da série, “JtV” acabou resgatando também alguns dos defeitos que o show tinha nesse período, trazendo involuções que não ajudam em nada seus personagens, principalmente a cinco episódios de sua despedida derradeira da televisão. Até a próxima semana!
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PS 1: Mais uma referência a “Game of Thrones” no histórico da série, dessa vez ao cabelo da Khaleesi.














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