Chegamos no capítulo noventa de “Jane the Virgin” e algumas das resoluções da série começam a tomar forma. Enquanto o plot principal envolvendo Jane continua sendo arrastado num caminho moroso, os dos personagens ao entorno dela começam a ganhar encerramento.

Assim como ela sempre teve uma percepção própria dos fatos que ocorriam na sua vida, após a “morte” de Michael Jane começou a criar âncoras para nortear as decisões que tomaria dali em diante. A principal delas era a de ter realizado o sonho de ser uma escritora publicada, que mesmo com o fracasso de venda após, teve seu nome estampado numa capa e mantido ao alcance daqueles poucos que compraram (provavelmente sua família) e entraram em contato com a versão ficcionalizada de seu relacionamento com o até então marido. Até descobrir que a publicação dos 10 mil exemplares foi uma espécie de “presente” do pai para ter uma motivação para continuar e sair do luto.

Se por um lado, essa correção de um fato já fundado na narrativa, soa estranho de ser revelado agora, por outro colocou a relação dos dois (Jane e Rogelio) em evidência e com isso trabalhou os sentimentos de maternidade e paternidade inerente aos dois personagens. Venhamos e convenhamos que ambos são bem egoístas em determinados momentos (principalmente quando o foco é a carreira) e esse pequeno atrito deu chance para reconhecermos o porque de gostarmos dos personagens, além de reacender a parceria que tinha sido jogada pra escanteio de um tempo pra cá na trama.

Além dessa resolução tivemos a da dupla Alba e Jorge. Após as idas e vindas do casal, finalmente ambos se casaram e finalmente consumaram um desejo que vinha se assomando de uns capítulos para cá. Foi engraçado a série brincar com elementos do começo do show (a rosa branca) e também toda aquela fantasia musical de Alba na igreja, que rendeu um dos momentos mais hilários da série até aqui.

Já para Petra as coisas parecem retroceder mais uma vez. Não entendo essa “patinação” que os roteiristas fazem com nossa loira favorita e sempre que algo dá certo na vida dela é prontamente desconstruído em seguida. Quando ela e JR finalmente entram em acordo em relação as gêmeas, aparece uma oportunidade de emprego para a advogada ir embora para outro estado. Esse senso de repetição presente nos plots de Petra precisa ser eliminado para ontem e não arrastado até o final da série. Mesmo que a resolução de todos os casais seja uma constante de novelas, aqui esse exemplo não deveria ser seguido.

Com uma nova carreira em vista, Jane começa a caminhar para o desfecho de sua própria narrativa (o que fica bem claro no fluxo de escrita repentina sobre o pai no final do episódio). E com isso “JtV” começa a ir em direção ao seu arco final. Até a próxima semana!

> GAME OF THRONES O Fim! (Comentários do episódio 8×06)

PS 1: Ri demais do momento “O Iluminado” das gêmeas;

PS 2: Falando em retrocesso, mais uma vez Luisa vai levar a culpa pelos erros de Rose. Além disso o que o capanga da Sin Rostro queria no apartamento de Rafael?

REVISÃO GERAL
Nota:
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Lucas Fernandes
Cinéfilo, sériemaníaco e designer não praticante nas horas vagas.
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