Nesta minha curta carreira de reviewer – pouco mais de três anos – se existe algo que eu me orgulhe é a minha “bola de cristal”. Adoro adivinhar o futuro e o faço com relativo sucesso (modéstia passa longe). Talvez por isso, quando uma série toma um rumo diferente do previsto, eu me frustre tanto.
Desde que Blaine perdeu a memória ao tomar segunda cura, tive certeza tudo não passava de fingimento. E o motivo para tal seria embasado numa paixão à primeira vista por Peyton, haja vista que tanto o evil quanto o good Blaine mantiveram relacionamento com a roommate de Liv. O medo de Major perder as lembranças seria o fator retardante para que o plot perdurasse.

Até o final de Wag the Tongue Slowly tudo estava se encaminhando para o fechamento magnífico deste twist. O plot deslocado de Natalie teria feito sentido, quando Major lhe entregou sua seringa com a cura. Eu tinha certeza que ela injetaria em si mesma e iria atrás de Major, provando que o soro não causa o efeito colateral. Assim, a farsa de Blaine estaria comprometida. E teria sido ainda mais lindo (sadicamente), porque o episódio terminou com ele e Peyton indo pra cama.

Mas, infelizmente nada disso aconteceu… Assim, imagino que Major vá perder as memórias e boa parte da temporada será a tentativa de recuperá-las. Que pena.
Outro twist indo para o ralo
Outra aposta certa seria o plano maquiavélico de Vivian Stolls na morte de Wally e sua família. Fazia todo sentido ela ter provocado a morte do garoto, para atrair o time de Liv e Clive para o seu lado. Porém, a inegável colaboração da Fillmore-Graves na investigação da chacina, leva a trama para outro lado.

Pelo o que parece, a guerra entre vivos e desmortos será cada vez mais intensa. Pelo o que parece, Harley Johns faz parte de um esquadrão caça-zumbis e está recrutando novos membros.
Outro ponto que mostra que a tônica desta temporada será este embate é a operação que feriu Major. Completamente bizarro imaginar que um combate daqueles foi travado numa zona urbana nos arredores de Seattle. Cadê a imprensa?
Desde já, torço para que esta temporada termine com a revelação da existência zumbi para o mundo. Seria uma mudança de rumo inusitada para a quarta temporada.
Veneno Zumbi e 50 tons de Zumbinismo
E os casos da semana destes dois episódios? Excelentes!
No 3×04, Liv absorve a persona de uma super fofoqueira do mal. Normalmente não temos tantas cenas pré-morte como no início deste episódio. Mas serviu bem demais para mostrar o quanto a língua de cobra era insuportável para todas as pessoas que a cercavam.

Eu cheguei imaginar que a solução do assassinato fosse algo como a conclusão do Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie, no qual todos os inúmeros suspeitos participaram do crime. No final, a morte ter sido ocasionada por uma brincadeira de mal gosto trágica foi bem bolado. E, claro, podemos ver Rose McIver dando show, criando intriga entre todos os personagens.
Já em 3×05, voltamos para outra personalidade sexual, que é sempre bem vinda. Desta vez, como uma garota de programa especialista em BDSM. Liv dotada de comportamento de dominatrix estava perfeita.

E para abrilhantar ainda mais o episódio, tivemos o reforço do #TeamVeronicaMars em dose dupla. Tanto Daran Norris, quanto Ken Marino (Johnny Frost e Brandt Stone, respectivamente) foram muito bem e deu uma saudade imensa da primeira série de sucesso de Rob Thomas.
Até semana que vem, esperando mais um flop nas minhas apostas.












