Uma zumbi na High Society.
Quando a série te cativa, pouco importa o background que ela apresente, você vai gostar do mesmo jeito. Eu nunca me interessei por Desperate Housewives e suas tramas prosaicas e novelescas, pois minha infância já foi marcada por seguidas novelas e minha minha quota deste tipo de atração já se esgotou. Eis que sou surpreendido assistindo uma história com um destes enredos e o pior/melhor, gostando muito.
Evidentemente que eu apreciei muito mais o episódio de picardias estudantis da semana passada, porém, é uma satisfação à parte acompanhar a metamorfose ambulante de Rose McIver, ainda mais ao vê-la desfilar sua beleza em belos figurinos. E como combina aquela palidez com os vestidos de cores berrantes… (não, eu não entendo nada de moda; só sou completamente apaixonado por ela mesmo).

Excetuando, porém, estes atributos visuais e de interpretação, pouco sobrou para elogiar esse confuso e entediante caso da semana. Digno de nota mesmo, somente a interligação do procedural com a linha mestre da série, que encontrou uma maneira (ainda que forçada) de envolver Vaughan com o crime da socialite, colocando-o como parceiro sexual tântrico da mesma. Esta, por sua vez, era esposa de um dos diretores da Max Rager, que acabou virando ração de zumbi ao ameaçar o seu patrão.

Todas as participações anteriores de Vaughan, o representaram como um empresário obstinado e inescrupuloso, mas o seu tempo de tela sempre havia ficado restrito às interações com os protagonistas. Em Real Dead Housewives of Seattle, podemos conhecê-lo melhor e constatar que ele se aproxima muito mais dos vilões da Disney, mega galhofados, como o Capitão Gancho, por exemplo. Eu considero esta caracterização salutar por o distancia bastante de Blaine, que tem uma pegada muito mais séria.
Fechando os acontecimentos do episódio, a CW fez o que faz melhor: embolar os ships. A volta de Peyton mexeu com Ravi, que estava tentando se reorganizar sentimentalmente, após ficar abalado com o fim do “longo” relacionamento de 1 episódio apenas, que ambos viveram na temporada passada. Menos importante que o relacionamento dos dois, entretanto, é a emocionante cena da Liv encontrando o bolo que Peyton deixou em sua geladeira. Como é possível tanta crueldade de todos a abandonarem assim no dia do seu aniversário? Trouxas!

Por sua vez, Major continua se esforçando imensamente para ser o personagem mais detestável da série, matando zumbis inocentes (cercados de seus pets adoráveis), drogando-se alucinadamente e deixando Liv para pegar sua nova roommate. Ok, eu fui um pouco dramático para desqualificar o menino, afinal ele não sabe que Gilda divide o apartamento com sua ex-noiva, além dele e Liv já estarem separado há um bom tempo. Mesmo assim, todo desgosto pelo personagem é justificável.
Encerro esta review, extremamente satisfeito com o andamento da série e que sejam cada vez mais bizarros os cérebros que Liv comer nos próximos episódios.
Até semana que vem.






















