Esse novo par de episódios de Into the Badlands, mostrou uma crescente interessante em relação aos dois primeiros. Temos reclamado muito do ritmo da série, e ainda que não esteja o ideal nesse aspecto, percebe-se uma melhora significativa na evolução da trama.
A jornada de Sunny, Henry e Bajie é o elo mais deficiente nesse aspecto. Se por um lado é bom ver que Henry não tem sido um grande empecilho para as cenas de ação envolvendo seu pai, a jornada em busca da bruxa tem contado com momentos desnecessários, como desperdiçar mais da metade do terceiro episódio com uma situação com um atirador. Embora tenha rendido boas cenas de ação, esse tipo de desvio poderia ter ocupado menos tempo de tela no episódio. O atrito com os cegos foi outro uso indevido de tempo. Poderiam ter encaixado as duas situações em um mesmo episódio, e teríamos algo mais dinâmico. Esse plot não serviu para muita coisa, senão para nos surpreendermos com a inocência do ex-regente e de seu companheiro, em aceitarem comida de um estranho sem desconfiar de nada. Serviu também para conhecermos um pouco do passado de Sunny, e o acerto de contas com Moon. Pelo menos isso se resolveu mais rápido do que eu esperava, e fiquei feliz que ainda não precisou envolver uma nova luta entre os dois.

A Viúva continua sendo um dos pilares da trama de Into the Badlands, e isso é bem satisfatório. Felizmente seu plot envolvendo MK “terminou” sem gastar mais do que três episódios, e agora poderemos vê-la atuando em frentes mais interessantes. Sua bem sucedida investida contra a coelha de ferro mostra parte de seu poderio, além de render ótimas cenas de ação. Entretanto seu melhor momento foi sua visita ao museu do Peregrino, pois além de render incríveis cenas de luta, incluindo um bom plano-sequência ao lado do próprio, aprofunda um pouco as questões políticas da série, geralmente deixadas de lado em prol da ação. Também fica no ar o motivo de Castor ter atacado diretamente a Viúva, ação que claramente não foi aleatória. Lydia também tem se mostrado uma valiosa parceria para a baronesa. Apesar do avulso interesse romântico de Moon, a Governadora é uma das mais inteligentes jogadoras políticas das Terras Selvagens, e poderá ser de grande ajuda na ausência de Waldo (saudades).
Falando em Peregrino, esse núcleo também merece um parágrafo à parte. Continuo achando um dos acertos da temporada. Esse plot de nova Azra, e todo o misticismo envolvendo esses personagens, trazem novas possibilidades para a série. Acredito ser relevante o interesse da Viúva em seus poderes, e certamente teremos um aprofundamento disso mais pra frente. Além disso, fico feliz em ver consequências após ele ter dizimado o posto de Chau. A Baronesa está furiosa e já declara guerra ao religioso. Por conta disso, somos apresentados ao irmão de Chau, um exímio lutador, capaz de quase fazer frente a um oponente com o Dom ativado, e que demonstra um grande potencial, se bem explorado. Ainda espero grandes momentos para o Peregrino, e com certeza um Flashback que nos mostre melhor a origem deste misterioso personagem.

Por fim, temos MK e Tilda. Esta, me causou certa decepção em ceder tão fácil para a Viúva. No fim, tudo estava realmente mais para uma birra, do que qualquer outra coisa. Sua liderança como Coelha de Ferro já chegou ao fim, e pareceu satisfeita com a posição de sub-regente da baronesa. Sua fuga com MK não me empolga, pois não há objetivos a serem conquistados para a personagem, apenas talvez para a sua mãe. E por falar no jovem, é incrível como o personagem está perdido na série. MK ficou a segunda temporada praticamente inteira sem desenvolvimento, mesmo sendo treinado pelos abades, e agora sua jornada se resumirá a uma forçada e desinteressante vingança contra o seu mestre. Clichês a parte, espero que essa ideia morra logo, e finalmente coloquem esses personagens em uma trama mais interessante.
Após quatro episódios, Into The Badlands consegue um resultado positivo no quesito entretenimento. Essa terceira temporada tem trazido conceitos interessantes para a mitologia da série. Resta saber se conseguirão explorar, ou se desperdiçarão boas idéias, como já feito antes. Mas ainda estou interessado em saber para onde a série vai.






















