Ainda não deu uma chance para a série? Na boa mesmo, as cenas de ação não atrapalham o enredo, pode confiar.
Depois de uma estreia interessante, Into the Badlands vem para mostrar que nesse show os “punhos são como munição” e não há muita conversa onde a ordem está constantemente ameaçada. As cenas de luta continuaram a tirar o fôlego e mereciam uma análise a parte. Se no episódio da première todos ficaram curiosos sobre a Baronesa Viúva, em Fist Like a Bullet fomos presenteados com um belo desempenho da personagem de Emily Beecham. A cena de ação no prostíbulo, além de um prologo, serviu para dar o tom do episódio e mostrar que a Baronesa não é de brincadeira, o nível de habilidade da ruiva é tranquilamente equiparado a Sunny e é impossível não pedir por um confronto entre eles.
Como vimos no episódio passado, o garoto M.K. foi ajudado por Sunny e seguia em fuga até encontrar Tilda, uma Clipper – ou quase isso – da Viúva e filha da baronesa. Logo de cara a relação entre Tilda e M.K. conota uma dupla admiração ou podemos dizer tensão sexual? A Clipper olha o garoto como um animal perdido e o garoto se surpreende com as habilidades da menina. As shurikens em formato de borboleta (o brasão da viúva) são um detalhe muito bem vindo ao cenário, além de estilizar a arma, garante a assinatura de quem a utiliza. Minha mente já foi longe quando Tilda presenteia M.K. com uma das suas armas de arremesso. Portar o brasão de um Barão em terras de outro pode não ser uma boa opção. Talvez seja apenas eu sendo paranoico, mas para o garoto ser acusado de espião em futuro próximo, pouco custa.

Ainda sabemos muito pouco sobre Tilda, não entendi se ela ainda está em treinamento ou já é uma Clipper. O fato de chamar a Baronesa de mãe também não quer dizer que seja filha biológica da Viúva. De qualquer forma a presença da personagem trás mais um clichê para o show e promete bagunçar um pouco as coisas para M.K. Aquele beijo roubado no escritório não foi só um disfarce, foi uma declaração para o garoto. Apaixonados em lados opostos de uma guerra é um dos mais antigos dramas da história. Veremos como nossa série “tarantinesca” (adjetivo criado nos comentários da review do primeiro episódio) lidará com esse plot, pode ser que seja apenas um devaneio de roteiro e fui pego em mais uma possibilidade/armadilha, porém pode ser algo a ser explorado no futuro.
Então a doença do Barão Quinn não se trata de envenenamento como havia previsto, o barbudo possui um tumor no cérebro e pelos recursos apresentados isso não é nada bom. A forma como ele escolheu lidar com a informação de sua doença é assustadora até para seu maior Clipper. Matar o médico e sua esposa, leais servos e moradores de seu feudo, para evitar que a informação caia em mãos erradas, foi sujo e mostra o tipo de pessoa que é o barão. O problema é que o casal era pais adotivos de Veil, a mulher que carrega um filho de Sunny. Se logo no primeiro episódio nós acompanhamos o assassino questionar sua posição no exercito de seu barão, nesse episódio pudemos vê-lo recusar uma ordem direta e se decidir pela traição. A ação de Quinn mostrou para o guerreiro que a única esperança é deixar as badlands, ou pelo menos enviar Veil e seu filho para fora de lá.
Fiquei curioso com o personagem de Stephen Lang, o Waldo. O cara foi nada mais nada menos que o mestre do Sunny. Waldo é descrito como o mais notório e sangrento Clipper que já passou pela Badlands, não sei se podemos acreditar que hoje ele esta completamente desativado, ou aposentado, só sei que adoraria vê-lo se levantar daquela cadeira e chutar umas bundas por aí.

Enquanto o Barão Quinn descobria sobre sua doença, a bela Viúva e Ryder sacrificava alguns nômades (ou muitos). Os nômades serão elementos importantes na trama, já que por não serem fiéis a nenhum Barão, acabam funcionando como mercenários a serviço de quem pagar mais. Já foi dito que Quinn é o barão com o maior exercito de Clippers, então faz sentido seus inimigos tentarem equilibrar os números contratando mercenários. O problema é que nenhum nômade chega perto da habilidade de Sunny.
O plano da Viúva foi bastante inteligente. Utilizar uma prostituta para ludibriar o filho de Quinn foi o bastante para entendermos que além de competente com facas a Baronesa é esperta. As cenas dela com M.K. e a forma que ela age, me conquistou. A Viúva é uma grande personagem. Fiquei curioso para conhecer um pouco mais sobre o seu passado. Alias é impressionante como apenas dois episódios deixam tantas questões no ar que já caberiam em um spinoff da série. Um prequel seria muito bem vindo. É bastante cedo para afirmar qualquer coisa, mas se sair um rumor do tipo, então contem comigo para fazer as reviews.
O atentado contra a vida de Ryder foi o suficiente para a declaração de guerra por parte de Quinn. Agora a Viúva esta ameaçada e podemos esperar uma grande movimentação. Confesso que fico mais animado por saber do treinamento de M.K. do que pelo confronto entre os barões. Histórias que envolvem mestre e discípulo me cativam desde sempre. Quero ver se Sunny pode com o poder interno do garoto e que tipo de guerreiro que ele se tornará.
Ps1: Sunny matou mais de quatrocentos, se depender de emboscadas como aquela ele só precisou de umas três viagens para chegar a essa quantia.
Ps2: A cena filmando as costas da Viúva enquanto ela cortava um nômade foi épica. Essa série tem mais sangue que Ash vs evil dead.
Ps3: Gostei da Tilda, quero vê-la abandonando a mãe e correndo livre pelos campos com o M.K.
Ps4: Muito legal o figurino. Enquanto os Barões usam roupas do século passado, os Clippers e os recrutas usam roupas que lembram um Tong Jong dos praticantes de Wushu.














