
Nada como uma série como Hung pra gente começar a review dizendo: Vamos tirar o atraso.
Spoilers abaixo!
Não recomendado para menores de 18 anos.
Ray é um bundão. Não que ele seja conhecido por isso, mas é um bundão sim. Um puto não pode se dar ao luxo de ser orgulhoso ou psicólogo. Ele já é um ferrado na vida, divorciado, com o emprego oficial pendendo por um fio, dois filhos bizarros, pobre e com a casa destruída pelo incêndio. Então, tem mais do que o direito de se permitir aproveitar as poucas oportunidades que a vida o oferece.
Comer a vizinha casada não tem o menor problema, mas o macho-alfa tem que comprar o próprio colchão? Pelo menos, no fim das contas, ele percebeu a idiotice que estava fazendo e botou o colchão pra dentro. Por culpa da falha do próprio casamento, ele também resolveu dar uma de psicólogo, tentando concertar o casamento da grávida tarada (se querer ser comida todo dia não é tara, não sei mais o que é). Mas nada que U$1200,00 não resolvam.
Finalmente deram um rumo interessante/inesperado pra Darb.Com tanta série de gordo estreando por aí, claro que todo mundo vai querer dar um pitaco. O mais engraçado é que ela tem mais vergonha da mãe do que do próprio barrigão. Não que alguém deva ter vergonha do próprio corpo, mas vocês me entenderam. Acho que, pela primeira vez, senti pena da Jéssica. Ela tem que ouvir merda demais e, pra dar uma aliviada no stress, quer contratar os serviços sexuais oferecidos pela Lenore de qualquer jeito. Se ela e Ray voltarão a se encontrar eu não sei, mas alguém tem que bater o cartão com essa mulher o mais rápido possível ou ela vai explodir.
A briga entre Lenore e Tanya é algo lindo de se ver. Enquanto a primeira quer fazer do Ray um puto de luxo, que inclui até um pacote em um SPA fora da cidade, já a segunda, se pudesse, mandaria o Ray para o bordel mais safado da redondeza tentando maximizar o seu grande potencial. O ritual que a Lenore possui para angariar novas clientes é algo impressionante, quase empresarial, mas nem sempre funciona. A Tanya é bem mais direta e atua na prostituição de raiz, prostituição moleque tão conhecida por centenas de belo-horizontinos e, sejamos francos, homens e mulheres de todo o Brasil.
A trama continua empacada e, apesar da premissa, tudo é muito engessado. A evolução é tão pontual que fica quase imperceptível para a maioria. A direção que a trama vem construindo, porém, possui dois pontos claros: O reencontro sexual do Ray com a Jessica (com a descoberta dela sobre a profissão do ex-marido) e a decisão do Ray entre suas duas profissões. Enquanto isso não acontece, aprecie a arrastada jornada enquanto conseguir.












