
Só a carinha feliz já seria suficiente pra dizer: como é bom ver episódios assim.
Spoilers Abaixo:
É verdade que, visivelmente, o episódio dessa semana não foi nem de longe tão engraçado quanto o último foi. Mas nem por isso foi ruim, simplesmente por que ele soube jogar com suas cartas, fazendo valer uma máxima da série: ninguém diagnostica tão bem quanto House. Mesmo que pra isso ele precise apelar.
Já que já começamos pelo caso médico, uma coisa que eu queria perguntar pra alguém que saiba mais do que eu: aquela máquina lá de… ahn… ‘ler’ pensamentos, aquilo existe mesmo? Eu sei que os casos médicos da série são todos documentados e comprovados, até aí beleza. Mas aquele Cérebro lá igual dos X-men, isso eu nem imaginava que existia. Seria tão bom se fosse mesmo real, acabariam as investigações policiais, as pesquisas de opinião… benefícios não faltam.
Sobre a doença propriamente dita, House nos proporciona mais uma vez a clássica desvirtuação de valores que sempre chocou e vai continuar chocando. Por mais que o pai do namorado rondando o tempo todo por ali fosse suspeito, não dava pra adivinhar que uma coisa tão bizarra assim ia acontecer. E mais uma vez a solução do enigma médico se baseou no fato de que “everybody lies” (Sentia falta disso).

Na vida de House, propriamente dita, tivemos uma pequena extensão da – já explorada – interação entre ele e Wilson. Não, não tivemos a continuidade da questão sobre o pai de House (até porque isso deve ser assunto pro fim de temporada). Dessa vez, vimos House desafiando seu amigo a conseguir escolher um móvel sozinho, sem depender da ajuda de nenhuma pessoa. As idas e vindas da mobília do apartamento foram divertidíssimas, com uma nova arrumação a cada 10 minutos. Por fim, Wilson fez um agrado a seu amigo e comprou um órgão para ele, resultando na carinha feliz que vocês viram no começo do post.
Não adianta negar, o pilar da série, nesse momento, está sendo essa relação entre os dois amigos. Seja envolvendo uma suspeita de homossexualismo, seja com as zoações sobre a vida passada, a verdade é que a série não mais se sustenta sem essas cenas casuais ente os dois médicos. Por um lado isso é algo bom, pois desde sempre o Wilson foi um dos principais personagens de House, e podemos contar nos dedos o número de séries que dão tanta atenção à personalidade de um coadjuvante assim.
Por outro lado isso é ruim, pois pode fazer a série se prender a uma única storyline. No momento isso não é muito aparente, mas depois de mais alguns episódios a audiência pode querer coisas novas. E aí talvez teremos um problema. Achei muito válida a ideia de fazer um episódio próprio para a Cuddy assim como foi feito um para o Wilson, pois assim o público conseguiu prestar mais atenção nela. Essas pequenas mudanças de foco fazem muito bem à série, mas, claro, desde que sejam feitas com cuidado, gradativamente. Afinal de contas, o nome da série ainda não mudou: é House. E ele ainda é o cara.

Ainda tivemos uma mini-trama envolvendo (de novo) Taub e sua esposa. OK, dessa vez tivemos alguns momentos engraçados aqui, como House mandando a Rachel tirar a roupa no supermercado e outras coisas. Mas ainda não consigo me contentar em ver uma trama sem graça como essa, e lembrar que já tivemos a Cameron e o Chase por ali, envolvidos em um relacionamento confuso e ao mesmo tempo interessante para a série. Ainda espero por um ponto final nessa questão, e enquanto isso, as coisas envolvendo os pupilos de House estão meio que sem importância no momento.
Aos fãs de House, duas notícias: Uma ruim, e uma bem interessante. A ruim primeiro: a série entrará em um novo hiato. Mas fiquem calmos que é rápido, dai 12 de Abril sai o próximo inédito. A boa é que esse episódio, Lockdown, será o aguardado e já bastante comentado episódio dirigido pelo próprio Hugh Laurie. Além de trazer de volta Jennifer Morrison, teremos também a participação especial de David Strathaim, do filme Boa Noite e Boa Sorte.
A gente se vê 😉













