
Como os dois episódios foram feitos para nos preparar para a season finale da semana que vem, resolvi fazer essa review dupla.
Spoilers Abaixo:
Já faz um tempo que a série prepara caminho para reunião dos heróis contra um único inimigo comum: Samuel. Na semana passada vimos em The Art of Deception dois pontos muito importantes para esse confronto final, ambos envolvendo traições e decepções.
De um lado temos Sylar e sua 20ª crise existencial. Sorte que Sylar é o melhor personagem da série, porque realmente a “saga” dele parece girar em um eterno carrossel. Pois bem, Sylar quer ser bom, quer ser humano e a única forma que ele vê possível essa restauração da sua humanidade é exatamente o obvio: perder seus poderes. Para isso ele resolve aterrorizar Parkman para que o gordinho telepata reprima mentalmente todas suas habilidades. Às vezes me esqueço de que como Parkaman é poderoso e que ele foi o primeiro herói a “subir de nível” com seus poderes, e é usando toda sua força que ele consegue enjaular Sylar em um pesadelo eterno.
Do outro lado temos Samuel que precisa não apenas reconquistar sua família do parque de diversões depois que deixou todos horrorizados por afundar uma cidade inteira, mas também, transformá-los em fieis seguidores para seu end game. Era claro que ele não tinha intenção alguma de se entregar para Bennet e pelo contrario, conseguiu usar Bennet para mostrar a sua família que ele, Samuel, é a única esperança para um futuro próspero. De quebra ele também resolveu eliminar Lydia (a atriz que fez Lydia já está contratada para aparecer na próxima temporada de True Blood) que era uma ponta solta muito perigosa para seus planos.

Essa semana em The Wall ficou claro que o plano de Samuel vai muito além de apenas revelar ao mundo a existência dos especiais do parque. Ele quer tomar aquilo que ele acredita que tem direito, e pior ainda, está gostando cada vez mais de ser temido.
Se os heróis possuem alguma chance de lutar contra o exercito do parque de diversões, eles vão precisar de dois dos seus aliados mais poderosos que estão presos numa espécie de limbo mental. Que angustia descobrir que cada hora passada no mundo real era representada por um ano para Peter e Sylar. Acredito que o grande intuito desses dois terem passado tantos anos juntos (acho que foi uns nove anos, não?) foi exatamente para eles poderem criar um laço de confiança e conhecimento mutuo, e foi só depois que Peter aceitou a mudança de Sylar que eles foram capazes de quebrar todas as barreiras.
Sempre gostei desses flashbacks preto e branco de Heroes, e conhecer um pouco mais sobre o passado de Bennet foi igualmente satisfatório. Claro que a “origem” do Company Man foi meio clichê, mas mesmo assim achei muito legal.
Agora é esperar o episódio final da temporada e torcer para esse confronto em New York não seja tão broxante quanto aquele da primeira temporada.
PS – Lembrando que Heroes ainda não foi renovado para uma quinta temporada e tantos os produtores quanto os atores da série já disseram que o próximo episódio não é uma conclusão da série, ou seja, caso Heroes seja cancelado, existe chances de nunca termos um final fechado para Heroes.
PS – É muita ingenuidade de Samuel achar o homem multiplicador pode segurar Peter e Sylar.














