
“I hated you before we met”.
Spoilers Abaixo:
Se vínhamos trilhando uma jornada de crescente tensão, The White Spirit assume uma pegada diferente, focando nos famigerados “relacionamentos”. Porém, esta desaceleração (que não é uma opção para diversas séries), aqui em Hell on Wheels, não leva, em absoluto, a uma queda de produção.
Os acontecimentos do último episódio tiveram consequências drásticas para todos os personagens. Esta abordagem funcionou muito bem. Desta forma, este episódio teve para mim a função de arrumar várias coisas na “minha cabeça” com relação principalmente às motivações das atitudes dos personagens e ao rumo que tomarão daqui para frente.
Os últimos acontecimentos (especialmente, a atribuição de funções de maior confiança ser dada a Bohannon e a expulsão do bar dos brancos) fizeram Elam acordar e perceber que não dá para tentar ser “um negro de alma branca”. Elam parte novamente em busca de uma identificação ao querer se fixar em um lar e ao se demitir da ferrovia, ele faz enfim sua opção por tornar ao “mundo dos negros”.
Lily se vê sozinha, tendo que administrar as contas da ferrovia e negociar com os empregados, que duvidam que a ferrovia consiga pagar os salários, após a internação de Durant. O bom disto tudo é que esta situação de vulnerabilidade acaba por possibilitar sua reaproximação com Bohannon [e, vamos combinar, que reaproximação, hein!!!] em uma bela cena, a ponto de tê-lo feito permanecer na ferrovia. Fica claro aqui que a relação de Lily com Durant era muito mais por carência e insegurança do que por oportunismo ou amor sincero.
Falando em Bohannon, sua sagacidade chegou a níveis master, né, a ponto de ele reconstituir todo o plano do Sueco tendo como evidência somente o rifle na mão do índio. Desde o início da temporada, comenta-se o estranhamento do fato da série ter abandonado plenamente o desenvolvimento do plot da sua vingança. Agora, atentei para o impacto que teve para nosso protagonista o fato de ter matado com as próprias mãos uma pessoa inocente, o que de alguma forma, o fez refrear sua vendetta implacável. De qualquer forma, é muito estranho o total abandono da premissa inicial da série (tá com cheiro de roteiro emendado!). Espero que tenha algo sobre isso planejado no final da temporada!
Mais uma vez, palmas para Christopher Heyeredahl por seu Sueco, que após um tempo – literalmente – na latrina, está novamente ressurgindo, aproveitando a oportunidade da ausência de Durant para novamente voltar ao “centro do poder”. De todos os diálogos deste episódio, o mais profundo é o entre Bohannon e ele. Finalmente, entendemos o porquê do ódio (que começou com uma desconfiança láaaa no piloto) do Sueco contra Bohannon: o sofrimento passado por ele enquanto prisioneiro dos sulistas. Se por um lado, Bohannon conseguiu ligar as peças e descobrir o plano do Sueco, por outro, a interpretação que este trouxe sobre o sentimento do outro foi absolutamente precisa e, a meu ver, acertada.
Agora, com a morte do pai, Ruth está responsável pela igreja. Percebendo uma oportunidade de aproximação, Sean demonstra uma generosidade-daquelas-com-segundas-intenções para a moça. Agora, a igreja está no centro da cidade. Como ficará Jospeh nesta história? Será que Ruth continua a fim dele, após ele ter sido o algoz do pai?
Hell on Wheels se aproxima do final da temporada, restando apenas duas semanas (já que os episódios 09 e 10 serão exibidos como finale dupla, no dia 07/out.).
Até a próxima!














![Hell on Wheels 5×01/2: Chinatown/Mei Mei [Season Premiere]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2015/08/Hell-on-Wheels-5X01-218x150.jpg)
