Depois de trocar de time os dois competidores mais odiados pelos seus colegas, será que a cozinha infernal ficou mais tranquila? Oh, come on.

Spoilers Abaixo:

12 Chefs Compete (por Michel Arouca)

Acredito que ninguém gostou mais dessa mudança de times do que os próprios Scott e Autumn. Ambos foram claramente rejeitados por suas respectivas equipes e ironicamente, ambos não sem nem de perto os piores chefs. Mas é compreensível o motivo de chefs não tão ruins serem tão rejeitados: tanto Scott como Autumn possuem um falso senso de liderança que é confundido com o sentimento de superioridade. Eles acham que estão no topo da cadeia alimentar de cada time e pela inconsistência – principalmente de Scott – é melhor eles acordarem rapidinho.

E falando em acordar, nada como uma prova de correr atrás de porcos na lama logo de manhazinha. Achei a prova muito divertida e bem bolada. Cada porco tinha uma coleira com um ingrediente escrito e os times tinham que pegar seis porcos e criar pratos usando os seis ingredientes das coleiras. O time vermelho já começou com pé esquerdo na escolha dos ingredientes e com um empurrãozinho do falso senso de liderança de Scott, resolveram criar um belo prato de lingüiça de sangue com purê de ameixas. Sim, eu escrevi lingüiça de sangue com purê de ameixas. Logicamente o time vermelho perdeu mais uma e de castigo teve que dar banho nos porcos enquanto o time azul curtia um dia no SPA e babava nos peitos da Autumn.

Achei muito engraçado o momento Dr. Phil italiano de Salvatore. Mulher realmente tem fraqueza por sotaques estrangeiros. Da conversa em grupo teve Holli admitindo que já fez pornô caseiro – para o delírio do blue Jay – e Siobhan falando de sadomasoquismo na maior naturalidade do mundo. Nada como álcool e cansaço para fazer com que as pessoas esqueçam que estão em um reality show.

O jantar teve duas novidades: pela primeira vez, Hell’s Kitchen serviria “churrasco” chique e com a desculpa esfarrapada da superlotação, um time de cada vez iria ficar na cozinha enquanto o outro seria a equipe de garçons do restaurante. Logo de cara o time azul estava tranqüilo, sorridente e em harmonia, enquanto que na cozinha vermelha, Nilka resolveu cagar as coisas logo cedo fritando os frangos horas antes do restaurante abrir. Durante o serviço as coisas só pioraram. Maria surtou, Siobhan não cozinhou, Fran brilhou e todos brigaram. E para atrapalhar ainda mais a cozinha vermelha, Autumn fez de tudo para devolver pratos prontos. Eu não julgo essa estratégia. Acho que faria o mesmo no lugar dela.

Mesmo na vez da cozinha azul trabalhar, Maria conseguiu se destacar fazendo burradas como garçonete. Nesse ponto já estava claro que não importava mais. Ela seria a eliminada do episódio. Porém, isso não impediu Jason de tomar um banho de saliva dos berros do chef Ramsay (vide imagem do post).

Como esperado, Maria foi para casa, mas Scott está na corda banda. Wake up Scotty, yes?

11 Chefs Compete (por Mateus Borges)

Algumas semanas se passaram desde a minha última review e infelizmente, pouca coisa mudou. Ainda rio com o Gordon chegando á beira de um ataque cardíaco e sim, o ritmo da edição faz os acontecimentos se desenrolarem rapidamente, não tornando os segmentos arrastados como ocorreu no episódio anterior, mas a emoção, as reviravoltas, toda a adrenalina característica parece ter desaparecido. Tanto que os desafios iniciais e os conflitos pessoais acabam sendo bem mais divertidos que o dinner service. Mesmo assim, esse episódio se salvou por causa de uma pessoa: Scott.

O cara não poderia ser mais arrogante. Cada fala, cada expressão, cada movimento… É pra ficar com o queixo caído de tanta falta de senso. Assim, todas as vezes que ele foi cortado – e acreditem, foram várias – e xingado pelo chef Ramsay e pelas companheiras de time, valeram a pena. A edição, desde o episódio em que ele foi mentor do Salvatore, conseguiu criar um clima de ódio que culminou nesse episódio, chegando ao ponto de haver praticamente uma frase idiota por movimento de câmera. Muito interessante isso que eles conseguiram criar para injetar uma pequena dose de emoção em uma temporada que desesperadamente precisa dela. Isso tudo muito bem aliado as partes comuns de um episódio de Hell’s Kitchen.

E enquanto o time vermelho vai se despedaçando – seja pelas sementes de destruição deixadas pelo eliminado ou pelos conflitos internos que a Nilka ama causar -, a situação só fica melhor para o time azul. Já é claro que o vencedor vai ser um deles (ou a Siobhan ou a Holli caso elas se salvem do desastre acima), só resta saber quem vai assumir o posto de líder e finalmente chamar a atenção do chef.  Será Blue Jay? Ben? Salvatore numa incrível virada de eventos? Vamos ter que esperar para ver e torcer que essa temporada pegue um pouco da alma alucinante da sexta.

Now, fuck off, will ya?

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