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Como virei instantaneamente fã da Nurse Jackie, fui assistir ao seriado da nurse Hawthorne bastante cética. Surpreendentemente, o piloto mostrou uma história excelente, com um ótimo ritmo, personagens interessantes e um elenco admirável.

Spoilers Abaixo:

Jada Pinckett Smith interpreta a enfermeira-chefe Christina Hawthorne, uma mulher forte e obstinada. Christina pode não ser tão moralmente dúbia quanto Nurse Jackie, mas ela dobra várias regras para fazer o que acha certo. Um grande ponto diferencial da série é que, além da sua protagonista, parte do elenco de suporte é negro. Não é todo dia que aparece um seriado assim, o que considero um ponto positivo.

O episódio começa com uma calma conversa entre Christina e (o que viríamos a descobrir) as cinzas de seu marido. A tranquilidade é interrompida quando ela recebe a ligação de David (D.B. Woodside – diretor do Sunnydale High School (Buffy) e Wayne Palmer (24 Horas)), amigo de seu marido que está com câncer. Após passar pelo segurança sem mostrar sua identidade e encaminhar um paciente que estava nas escadas, a enfermeira-chefe chega até o telhado do hospital, onde David está prestes a pular. Para a surpresa de Hawthorne, David realmente pula, e a partir de então somos apresentados à rotina do hospital e às pessoas que ali trabalham.

Temos nomes conhecidos no elenco. O cirurgião bonitinho Tom é o ex-agente da CIA em Alias, Michael Vartan; a enfermeira da mochila cor-de-rosa é Christina Moore, de 90210; e a mendiga com problemas psicológicos é Adina Porter, exorcista de True Blood e detetive de Dollhouse. Além dessas personagens, também há a melhor amiga de Christina, Bobbie, outros enfermeiros chamados Ray Stein e Kelly e a filha rebelde (de maneira positiva), Camille Hawthorne.

Há duas histórias principais no episódio. Uma envolve Hawthorne, que além de ter lidado com David de manhã, ainda está “comemorando” o aniversário de morte de seu marido. Quando a mendiga Isabelle mostra à Christina um bebê recém-nascido, ela o leva para tratamento. A protagonista acha que Isabelle o achou na rua, mas tal pensamento era errôneo. A outra história é sobre o enfermeiro Ray Stein, que por seguir instruções médicas que achava erradas, quase mata um paciente valioso.

As tramas secundárias mostram Camille protestando contra a retirada das máquinas de salgadinhos da escola; o Dr. Misaki, que não fala muito bem inglês; e um homem que ao tentar matar sua esposa acaba esfaqueando a perna de Bobbie (e revela um segredo da personagem). Tem algo de estranho com a enfermeira Kelly, mas ainda não sei ao certo o que.

No final, Christina vai conversar com David, que sobreviveu à tentativa de suicídio. Eu pensei que ele estaria bravo, mas acontece o contrário. Ele diz que quer viver. Tal posição faz sentido, pois li em algum lugar que, quando uma pessoa se joga de um lugar alto, a resposta para todos os seus problemas lhe vem à cabeça instantes antes de chegar ao chão. O episódio termina com Christina fazendo uma homenagem ao seu marido.

Acho que se Hawthorne for desenvolvido sabiamente, pode até virar um sucesso estilo novela. A série possui personagens muito bons, que podem ser bastante explorados.

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