
Spring is comming!
Spoilers Abaixo:
De certa forma, tenho que agradecer ao Carnaval por ter me feito executar a review de “Everybody Loves Grant” e “The Butterfly Effect Effect”. De certa forma, ambos possuem características bem similares em pontuar a notória evolução que Happy Endings sofreu durante toda essa excepcional segunda temporada.
Se a primeira temporada teve o objetivo de apresentar a série, e foi bem-sucedida nisto apesar de alguns problemas no caminho, esta temporada se encarrega de mostrar tudo o que Happy Endings é capaz. No processo, houve uma notória evolução de cada um dos atores, que de promissores conseguiram se tornar um dos melhores elencos de comédia da atualidade, a ponto de até mesmo os dois elos mais frágeis da narrativa(Alex e Dave) terem se tornado interessantes como suporte para a loucura dos outros. O que esses dois episódios mostram é o quanto o elenco da série é tão bom, dando destaque para cada um dos seus atores, mesmo os que tiverem menos tempo de tela em determinada semana.
“Everybody Loves Grant” é a típica premissa simples, mas bem executada típica da série. Por mais que a trama de suposta entrada de um novo membro no grupo que atraia a atenção de todos não seja nenhuma novidade dentro de séries, consegue ser transformada em um episódio relevante por sua ótima execução. Conseguindo mostrar desde a solidão enfrentada pelo casal Jane e Brad, uma subtrama presente desde o Piloto, à necessidade de Penny de chamar atenção ou ao próprio fato de Dave ser o típico babaca tentando ser descolado.
Como destaques temos a piada recorrente envolvendo Brad e Jane e o novo namorado de Penny não querer dormir com eles, a procura de Max por algum defeito em Grant e as boas gags se utilizando do “nosso Dave”, que apesar de serem recorrentes nunca se saturam.
James Wolk, protagonsita da excelente e curta Lone Star, consegue emprestar carisma a seu Grant, tornando verossímil o fato de todos os membros do grupo o acharem tão legal, funcionando como um ótimo ponto de união para as tramas. Sendo colocado em diversas situações interessantes, como a parte em que as três garotas o atacam, ou simplesmente sendo usado como uma desculpa para vermos o conflito entre os personagens. Com toda a boa aparência, simpatia e, mais importante, qualidade que Wolk mostra sempre que possui a chance, é inacreditável como nenhum estúdio tenha se dado conta dos potenciais do ator, que desde já se mostra um nome que pode facilmente figurar entre os melhores de sua geração caso seja devidamente trabalhado.
“Butterfly Effect Effect” se centra em uma suposta briga de Brad e Jane, dando suporte para desenvolver dois elementos novos na mitologia do grupo, que pode ser explorado anualmente na medida certa, e ao mesmo tempo possibilitar tornar este evento forte o suficiente para explorar as reações de Alex, Dave e Penny. Até mesmo Max conseguiu roubar a cena com seus poucos minutos de tela, devido à própria natureza, com perdão do trocadilho, de sua trama. Conseguindo em seu balanço gerar o melhor episódio da temporada ao lado do excelente “Spooky Endings”.
A cena principal do episódio foi a briga falsa de Brad e Jane. Como sempre, nada particularmente surpreendente, mas conseguindo se destacar pelas fortes atuações de Damon Wayans Jr. e Eliza Coupe, com certeza os dois que se tornaram não só o principal destaque da série durante essa temporada como um dos melhores casais da atualidade na televisão. Percebam a expressão facial de Wayans combinadas à sua voz exagerada tão características do ator, enquanto Coupe invoca na cena o lado controlador de Jane que beira a psicopatia, fazendo com que o humor funcione ainda melhor por o fato do amigos não acreditarem ser natural e não uma simples imposição de roteiro.
Os outros três membros principais conseguiram durante seu tempo de tela mostrar a que vieram, como nas observações de Alex sobre o Efeito Borboleta ou na expressão de paspalho de Dave ao perceber que as coisas não ocorrerão como ele planejava. A Penny sobra a tarefa de funcionar durante o momento de reconciliação da dupla, funcionando ao se emocionar por finalmente poder dar algum conselho que sirva para alguém, arrancando ao mesmo tempo alegria por vermos a personagem, com tanta dificuldade em construir relacionamentos, sabendo lidar com um e pela própria ironia da situação.
A Max sobrou a difícil tarefa de funcionar com apenas uma piada. Absorvendo todos os trejeitos de um urso com facilidade, como se fossem características do próprio personagem, o que poderia ser um problema caso não funcionasse nesse sentido. O mais notável é ver como esta funciona bem, justamente por ser algo orgânico ao universo da própria série, sendo um tipo de humor que acabaria deslocado em qualquer outro ambiente, algo fundamental para qualquer comédia de sucesso.
Com dois excelentes episódios, Happy Endings continua a mostrar confiança com o seu material e saber trabalhá-lo de forma a construir uma das temporadas televisivas mais consistentes da atualidade. Tendo em questão o fato de estarmos falando de uma comédia, este é um mérito inquestionável.
Outras considerações:
-Um detalhe importante, perceberam na cena em que Penny vê o Dave sem camisa? Tenho medo de como vai ser desenvolvido essa possível casal.
-Efeito Borboleta: Ashton Kutcher fez um filme ruim que levou em seguida para a realização de vários filmes ruins, nunca vi definição melhor.
-Quem aqui percebeu a piadinha com o Brad Bird levanta a mão!













