A sincronicidade tomando conta de Grimm.

Quando penso que Grimm não pode me surpreender mais, eis que vem um episódio como esse, cheio de agitação e com tanta coisa boa que até me perco para escrever a review. Como estou adorando esse 3º ano da série, não sei dizer se é o meu favorito da temporada até o momento, mas Synchronicity com certeza foi outro grande episódio.

Primeiramente, vamos comemorar o fato de termos ganhado a explicação para algo que nos ronda desde o primeiro episódio da série: como os wesens percebem que Nick é um Grimm. Gostei e fiquei satisfeito com a explicação de que são através dos olhos de Nick, que são visto de forma diferente pelos wesens. Mas vamos combinar, que se ambos Monroe e Rosalee sabem disso desde sempre, não faz sentido algum alguém não ter explicado isso pro Nick há muito, muito tempo, lá na primeira temporada. Mas tudo bem, vamos ignorar isso, porque fiquei muito feliz só de obter essa resposta, já que eu sinceramente pensava que a série nunca a daria.

Com isso, veremos um Nick padrinho de óculos escuro no casamento Monsalee, e podem ter certeza: esse óculos irá cair, como Juliette fez questão de pontuar. E no assunto casamento, tivemos o reaparecimento do anel com qual Nick propôs a Juliette há tanto tempo atrás. Gostei de ver esse assunto de volta e pensei que ficaria só por isso, mas nós ainda tivemos Juliette babando pelos vestidos de noiva e Nick quase pedindo a mão dela novamente. A possibilidade de dois casamentos no final da temporada existe agora, e isso seria algo bem bacana de se ver.

Rosalee e Monroe também estavam muito fofos fazendo os preparativos para o casamento. Rosalee é extremamente graciosa e gostei de vê-la querendo casar com o vestido da avó, mas vamos combinar: que vestidinho brega e estranho. A atitude dela é bonita, mas o vestido não é nem um pouco.

Falando de casais, preciso dizer que quero ver Adalind e Meisner juntos já! A química entre os dois é gritante, mas agora que eles estão em países diferentes, qualquer possibilidade deles ficarem juntos terá de esperar. Principalmente, porque Meisner está sendo obrigado a “desaparecer por um tempo”, o que é uma pena, porque o personagem está cada vez melhor, porém é o modo coerente de tratar a trama dele.

Sem dúvidas, a melhor coisa do episódio é o retorno de Kelly, que ficou sumida por tanto, tanto tempo. Eu já gosto de Kelly. Gosto mais ainda de Kelly citando o Brasil. E gosto muito mais de Kelly aparecendo com Adalind na casa de Nick. Sério. Não sei nem descrever direito como adorei essa cena. Estava tudo chocante e hilário ao mesmo tempo. Se existisse algum prêmio de “Série Mais Cretina do Ano”, Grimm ganhava, só por essa cena. Além de tudo o que era inusitado e inédito ali, o momento também rendeu uma breve retrospectiva de alguns momentos marcantes das temporadas passadas. Na prática, os flashbacks de Adalind perdendo os poderes e de Kelly matando Catherine são dispensáveis, porque são grandiosos momentos da série que ficam gravados na cabeça dos fãs, mas por esse mesmo motivo, adorei relembrar essas cenas. Também não posso deixar de citar como amei Juliette ao vê-la fazendo referência à Carl Jung e encaixando tudo no conceito da sincronicidade.

Kelly também nos trouxe algo raríssimo em Grimm: flashbacks de anos anteriores à timeline da série. Gostei de ver Kelly mais jovem, ver o Nick criança e ainda, relembrar de Tia Marie, a mulher que foi um dos pontos de partida da série. A cena foi simples, e pode até não acrescentar em nada além de fazer com que nos apeguemos mais à Kelly, mas foi muito bonitinha, bem feita e bem colocada.

Adalind, quem diria, quer ser mãe mesmo apesar dos riscos que corre por isso. Está sendo muito bom ver essa evolução da personagem. Todo o mistério envolta dessa bebê que, basicamente, pode significar uma salvação ou destruição, também é construído de forma muito interessante. É uma pena que Adalind ainda sabe ser muito burra, e foge da casa de Nick onde estava segura, para a de Sean. Aquela cena final serviu principalmente para mostrar que Sean realmente é o pai, e não Eric. Acredito que se ele não fosse, a bebê teria feito alguma coisa para avisar.

E nessa cena final eu também me surpreendi de 42 minutos terem passado como se fossem no máximo 20. O episódio passou tão rápido que eu não conseguia acreditar que acabou, e novamente, Grimm acaba com gancho direto para o próximo. Dessa vez, a batalha está se montando em Portland. Viktor está se mostrando um vilão cheio de potencial, já nomeando um novo líder para os Verrat e deduzindo que Adalind está em Portland. Agora Nick também está totalmente conectado a essa trama e temos até Kelly para colocar tudo para ferver. Grimm não poderia começar a reta final dessa temporada de forma melhor.

PS: Foi tudo tão rápido que Juliette nem teve tempo de conhecer a sogrinha, mas ainda quero ver alguma coisa entre essas duas.

PS 2: Hank mal apareceu, e aí eu pergunto: quem se importa?

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