Se todo episódio de Grey’s Anatomy fosse assim não existiriam reclamações…

Spoilers Abaixa:

Talvez o melhor episódio da temporada, talvez o episódio mais Grey’s Anatomy dos últimos tempos de Grey’s Anatomy, talvez o episódio mais gostoso de ser visto entre os últimos vários episódios. E Definitivamente um episódio muito bom.

É estranho dizer que esse foi verdadeiramente um episódio da Meredith, onde ela deixa de ser uma mera coadjuvante em uma série sem protagonistas, e é ainda mais estranho dizer isso e perceber que isso já foi dito várias outras vezes, eu mesmo já anunciei que a Dra. Grey tinha retomado a sua série em outros episódios. Meredith é uma personagem muito boa, como todos sabem e comentam foi melhorando com o passar das temporadas e agora está mais madura e segura de si. Mas sempre que Meredith retoma o poder em Grey’s Anatomy, logo em seguida ela perde. Culpa dos roteiristas, que muito provavelmente fazem isso propositalmente. Mas foi bom ter mais um episódio Meredith-centric.

Golden Hour foi mais um episódio especial desse sétimo ano da série, e ao lado do episódio-documentário, o outro especial, foi um dos melhores. A estratégia da produção da série ao criar esses episódios é não cansar o público e mostrar que pode fazer diferente e inovar, fãs de séries como ER e outras que duraram várias e várias temporadas já conhecem bem esses tais episódios e como tudo funciona. E isso mostra que Shonda e sua produção não vêem necessidade de terminar Grey’s Anatomy logo, mesmo que isso transforme a produção em uma epopéia televisa sem fim e sem identidade, já que a própria Ellen Pompeo disse que não pretende renovar com a série após a sua oitava temporada, isso há alguns anos atrás. Mas até agora não há com o que se preocupar, esses tais episódios especiais estão sendo uma experiência lucrativa, para os produtores, para a série e para nós fãs.

Ver Golden Hour praticamente pela perspectiva da Meredith me fez lembrar o episódio Slow Night, So Long, onde os roteiristas mostram o plantão noturno no Seattle Grace Hospital, e apesar de Golden Hour não ser sobre plantão noturno e nem se passar nele, mostra de forma ainda mais eficiente como tudo é corrido, ágil e como a pressão é gigantesca. Tudo estava nas costas da Meredith.

Gostei de ver a Dr. Bailey nos fazendo lembrar dos tempos antigos de Grey’s Anatomy, onde os quartos de descanso eram mais movimentados que as próprias salas da cirurgia, e foi engraçado ver a personagem em todo seu dilema ético de ir ou não “descansar”. Há muito temporada Chandra Wilson não tinha um episódio com algum destaque, arrisco-me a dizer que Wilson não tem uma boa cena desde a 5ª temporada. Essa foi a sua vez.

Karev e a nova pediatra também divertiram. A atriz ainda não agrada, tem um quê de Anna Torv na 1ª temporada de Fringe que provoca apatia à qualquer um. Mas mesmo assim divertiu. E mais uma vez foi bom ver o Karev largar tudo para ser o Super Dr. Pediatra. Além de que isso possibilitou que Lexie e Jackson fossem ao jogo juntos, podemos dizer tchau ao Mark?

Pela primeira vez em alguns episódios Callie, Arizona e Mark não tiveram destaque algum com o plot da gravidez, na verdade só foram lembrados por Cristina anunciando que Callie desejava que ela fosse à madrinha do bebê, o que gerou uma ótima cena entre Yang e Meredith, e a recusa de pedido de apadrinhagem.

Ainda tivemos Loretta Devine fazendo sua participação da temporada (igual ao Thatcher no episódio anterior), e parece que essa participação durará mais do que o esperado, ou senão durar que pelo menos Loretta retorne no episódio musical, porque para quem não sabe a mulher do Chefe também canta.

E fechando o episódio genialmente, mais um pouco de Meredith. A cena da personagem ao telefone foi realmente muito boa. Tão boa quanto o episódio em si.

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