Com o final de temporada se aproximando, Grey’s Anatomy vai construindo os pontos de tensão para movimentar essa reta final. As coisas parecem estar andando para um caminho bom, mas as chances de degringolarem são altas ainda.
Vamos começar pelo que parece estar indo pelo caminho mais seguro: Meredith e DeLuca. O relacionamento dos dois vai evoluindo bem, e o roteiro tem tratado tudo de uma forma justa. Ver Meredith passando por problemas como contar às crianças que está vendo alguém é algo que gerou bons momentos e ver a reação delas também foi bom de ver. Também foi bom ver um pouco da relação dela com Bailey, que passava por algo semelhante, anos depois de casar de novo.
Todo o processo que ela enfrentou no último episódio, porém, foi Grey’s Anatomy sendo Grey’s Anatomy, trazendo luz a problemas relevantes e tentando mostrar o quão cruel é a situação que pessoas tentando se refugiar nos EUA vem enfrentando na fronteira do país. Isso justifica Meredith cometer fraude? Não, claro. Mas a série foi muito efetiva ao mostrar que o sistema de saúde americano tem problemas sérios. E assim a série acabou matando dois coelhos com uma cajadada só.
Outro casal que segue na linha “funcionando, mas ninguém se importa”. Maggie e Jackson tem avançado em seu relacionamento e Maggie sofrendo sobre aceitar ou não ir morar com ele é algo que claramente aconteceria com a personagem e se fosse um casal que a gente se importasse mais seriam momentos legais, mas no momento só tá ali. Não incomoda, mas também não anima.
Já Owen finalmente começou a se tratar e muita coisa pode acontecer vindo dali. Essa nova fase dele pode destruir pelo menos um ótimo relacionamento que vem funcionando tão bem. Ao identificar a origem de seus traumas, o personagem cresce muito, mas Owen chegou num ponto onde a série não precisa dele e insistir nisso e atrapalhar coisas que estão dando certo seria um grande erro.
O momento onde não sabemos quem ele ama e pra quem vai se declarar me fez revirar os olhos, pois tanto Teddy e Koracick quanto Amelia e Link estão muito bem juntos e isso vai gerar drama onde não precisa.
Quem finalmente ganhou um plot para chamar de seu foi Nico e confesso que achei até interessante. O erro médico e a perda de um paciente sempre geram reações interessantes dos médicos e dessa vez foi legal ver como isso afetou o relacionamento dele com Schmitt. Óbvio que isso não ia causar o fim do casal e eventualmente tudo vai voltar ao normal, mas todas as reações no caso geraram bons momentos, inclusive a participação de Link pra desenhar as coisas.
Por fim, temos Jo, que segue em um estado profundo de depressão. Alguns podem se incomodar um pouco com a força que esse plot vem tendo, mas creio que a série vem conseguindo demonstrar um drama de maneira bastante real. Os erros dela só vão piorando a situação. De ir para o trabalho bêbada a dar falsas esperanças para a mãe do menino de sangue raro, tudo isso vai expondo mais ainda para as pessoas o quão frágil ela está. É duro ver Alex se culpar por tudo o que acontece e se sentir impotente, mas isso é algo que Jo tem que enfrentar e, espero, logo vai passar.
A série vem vindo no piloto automático, apenas navegando pelos plots já construídos enquanto se aproxima do finale, que já está chegando. Se faltam surpresas, bons momentos continuam a acontecer e isso está de bom tamanho, por enquanto.
> 3 SÉRIES MELHORES QUE GAME OF THRONES!
P.S.: O episódio 23 foi um Crossover com Station 19. Pra quem não vê a série, a única coisa que aconteceu foi que Maggie ajudou no tratamento do chefe dos bombeiros, que finalmente encontrou a namorada. Mas ele piorou e acabou morrendo. Foi um bom episódio até.















