
Li vários textos antes de começar a escrever sobre “State of Love and Trust”, tantos que nem escrevi sobre o episódio. Minha opinião divergiu de todos. Aliás, eu não tinha opinião de inicio. O episódio havia sido confuso. Satisfatório. Mas, nada além. Já “Valentine’s Day Massacre” é um daqueles episódios que acabo de assistir e a primeira coisa que quero fazer é escrever sobre. Contudo, também satisfatório e ponto.
Spoilers Abaixo:
“State of Love and Trust” e “Valentine’s Day Massacre” são episódios tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão iguais. Eles tem uma narrativa diferente. State of Love é um episódio mais obscuro. Típico dos episódios narrados pelo Derek. Já o episódio de dia dos namorados é a cara da série, acima de tudo leve e apaixonante. Contudo, e apesar da qualidade impecável, ambos marcam um declínio na brilhante temporada de Grey’s Anatomy. Eu sei, eles estão sendo e foram exageradamente elogiados, mas eles não são Grey’s Anatomy. E é ai que a série se perde.
Provavelmente tudo começou com a chegada dos Mercy Westers e a saída de Katherine Heigl. Eu admito, Heigl faz muita falta para série. Izzie faz falta. Sem Izzie, Karev não funciona. Os pacientes não são tão atrativos e nada parece ser tão bom. Já a chegada dos Mercy, que foi exatamente para tapar o buraco deixado por Heigl e que no começo funcionou, agora só serve para confundir, atrapalhar. Como foi dito por mim em algum outro texto, há um exagero de personagens, com isso, ótimo personagens, dos antigos, perdem tempo de tela. Como no caso de Sandra Oh neste episódio, que praticamente nem apareceu.
Grey’s Anatomy não é mais a mesma pela infecção causada pelos Mercy Westers e pela saída mal planejada de Katherine Heigl, não que no começo não parecesse tudo estar ok. Ainda culpo essa falta de essência pela saída de O’Malley. O personagem apesar de tudo fazia bem para a série. Funcionava quando T.R não estava de briguinha nos bastidores da série com Rhimes.
Contudo, tecnicamente, os episódios foram ótimos, sem a essência, porém ótimos. “State of Love and Trust” marca a chegada de Derek à diretoria do Hospital e mostra também que o personagem não é o mesmo, até li por aí que Derek estava menos charmoso. Talvez fosse a intenção. Mostrar um amadurecimento no personagem e tentar nos transparecer isso. A chegada ao poder de Derek é marcada por algumas medidas. A maior delas muito provavelmente é o retorno da Dra. Kepner. Que já começou a render uma ótima história.
Quando os Mercy Westers aparecerem logo dei uma atenção especial para Sarah Drew, de longe a atriz era a mais talentosa entre os novos contratados, mas quando a personagem de Drew, April foi demitida do hospital, fiquei sem entender. Contudo, Rhimes trás Drew de volta e April já começa com uma ótima história. A médica com medo de mortes. A atriz já brilhou no seu primeiro episódio de retorno. E promete mais.
Quem também brilhou e estava ótima, foi Kim Raver, outra recém chegada. Altman é uma ótima personagem e não há quem não sinta pena da personagem. Amor não correspondido é sucks. E Raver arrasa. Ela e Owen estavam ótimos. Aliás, Owen esteve em todas as cenas marcantes dos últimos episódios. E para não ser injusto, Sandra Oh arrasou (mais uma vez) em “State of Love and Trust”, foi brilhante e lembrar de Burke foi golpe baixou, mas mostrou que a personagem realmente saiu ferida da relação e até agora não se recuperou.
Enquanto isso, nos dois episódios Miranda lutou contra seu coração. A médica é durona. E lembra quando ela escolheu cirurgias? Então. Mas agora existe um novo amor, um novo médico em Seattle, um anestesista e Miranda se rende. Toda a storyline rendeu ótimos momentos, todas como alívio cômico e envolveram até Derek e Arizona, aliás, Arizona de cupido é quase tudo. Contundo, o grande momento da trama é o discurso final de Bailey.
Outro destaque dos episódios foi Sloan-Sloan e finalmente o fim dessa trama. Tudo foi bonitinho. Funcionou. Callie e Sloan seriam um casal perfeito, mas como amigos funcionam muito melhor. E tudo isso só serviu para deixar Lexie loira, aliás, ela estava uma belezinha.
Grey’s Anatomy pode não ser a mesma, pode ter perdido a essência, mas ainda é boa. Funciona. E acima de tudo, agrada e emociona. O que resta é mesmo a essência, ela faz falta e talvez se Katherine Heigl resolver trabalhar…














